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BRASIL: REFORMA AGRÁRIA
11.12.2008 von admin.
A ANÁLISE DE JOAQUIM NABUCO:
O conflito de terra como herança do período da Colônia
O “reformador social, agitador, revolucionário e pioneiro do socialismo e do trabalhismo no Brasil”, Joaquim Nabuco, como resumiu Gilberto Freyre, tinha, como nenhum outro político brasileiro de seu tempo, uma visão concreta e uma sensibilidade firme com referência às possibilidades dos homens abandonados por séculos no interior do país. Com um pouco de fantasia, poderíamos constatar na atuação de Nabuco já os primeiros sinais do fenômeno das Ligas Camponesas, de Francisco Julião, particularmente quando dizia aos escravos abolidos: Fora da associação não tendes que ter esperança! Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo não tinha papas na língua. Com o rigor e o radicalismo característicos da juventude, o estudante dos direitos colocou às celebridades do Recife e de Rio de Janeiro o espelho perante a cara: “O começo de nossa sociedade no decurso da história do século XVI foi idêntico com o tráfico dos negros. Temos, portanto, uma propriedade baseada em um crime” (J. Nabuco, A Escravidão, 1870). Nabuco foi além de habitual abolicionista — reformador e agitador social, liberal-radical, com alguma coisa de socialista, “socialista ético” — em sua crítica ao sistema de trabalho e de propriedade dominante no Brasil imperial: homens donos de homens, terras imensas, dominadas feudalmente por umas poucas famílias privilegiadas; escravidão e latifúndio. É possível chamar Nabuco também de “moralista socialista”, inclusive quando a gente considera algumas de suas idéias; “revolucionário autêntico”, como disse doutor Gilberto na introdução do tomo autobiográfico de Nabuco — Minha Formação.
Nabuco nasceu num sobrado na periferia “urbana”, às margens do Recife, onde a cidade e o interior se encontravam. Seu interesse pelos escravos e suas condições de vida, junto com sua identificação humana para com eles, tornou-se dedicação existencial em prol da abolição. Quando chegou o dia 13 de maio de 1888 Nabuco não se mostrou satisfeito, pois imaginava uma transformação radical da economia nacional. Diante da sobrevivência do sistema da escravatura, disfarçado nas estruturas socioeconômicas muito parecidas ao antigo sistema, e apenas substituidas por “instituições auxiliares”, Nabuco reclamou: “Acabar com a escravidão não basta.” O sistema da escravidão tinha de ser destruído totalmente.
Com uma crítica mordaz, denunciou o sistema dominante no Império, sistema de trabalho e de propriedade, no qual alguns homens eram os senhores absolutos sobre seus semelhantes, sistema pelo qual umas poucas famílias privilegiadas, em suas fazendas e a custa de seus escravos negros, enriquecem de maneira insuportável. Aos olhos de Nabuco, o que se seguiu à abolição, substituindo os escravos por chamados “livres” artífices e trabalhadores, foi apenas a aplicação do velho truque de “só para inglês ver”, porque continuava o monopólio da terra recebida como herança, sem qualquer modificação jurídica, quer dizer, o sistema perdurou por intermédio das “instituições auxiliares”, sustentando a escravidão.
“O que é o operário?”, perguntou, e sua resposta foi: “Nada, O que virá ele a ser? Tudo.” Pois gente trabalhando, isso significaria o futuro, a expansão e o crescimento da economia do Brasil, dizia. Seria o trabalho, o trabalhador, que, segundo ele, precisavam ser libertados, apoiados e protegidos, e isso em toda a extensão do país, sem diferenças de raças nem de ofícios. Apesar de que, no século XX, muita gente não concordava com isso, porque Nabuco veio da Casa Grande e sempre foi católico praticante e não marxista, por motivos da verdade histórica, deve-se constatar que este “reformador social” foi o verdadeiro precursor do moderno movimento brasileiro de valorização do trabalho e da gente de trabalho. Ele tinha percebido o desprezo tradicional ao trabalho manual cultivado pelo português. O substantivo trabalho deriva do termo latim tripalium, uma espécie de enxada de três dentes de metal. Na linguagem do povo, a palavra tripalium logo pegou um ressaibo desagradável, no sentido de tortura e cansaço. Trabalho ou, entre os vizinhos de vernáculo castelhano, trabajo, em qualquer hipótese, não era nada apropriado para um hidalgo. Os numerosos filhos de alguém, os filhos da nobreza lusitana ou castelhana — fossem eles ricos ou pobres — não tinham nada a ver com esta coisa. Seu preconceito para com o trabalho manual marcou não apenas a colônia, mas também os mais diversos povos ao longo das costas dos territórios asiáticos que ficaram por períodos mais longos sob domínio português, como por exemplo, nas ilhas indonésias de Flores e Timor.
Do ponto de vista jurídico, para Joaquim Nabuco, a escravidão foi um crime contra a humanidade. Durante toda sua vida ele não foi apenas um escritor rebelde, mas assumiu também o papel de agitador político e revolucionário social. Hoje em dia resta-nos apenas admirar tamanha visão profética revelada pelo monarquista Joaquim Nabuco em seus tempos. Ele comparou a escravidão com um mal que, como um câncer, se espalha pelo corpo inteiro da nação, contaminando e destruindo os valores morais de toda gente. É por isso que solicitou o fim desta vergonha nacional, defendendo uma democratização do solo, uma reforma agrária por meio da qual os libertados pudessem participar da expansão da economia nacional como agricultores livres e iguais. Mais urgentes do que reformas políticas, disse ele, são reformas sociais, antes de tudo duas grandes reformas: a completa abolição cívica e territorial dos escravos, o único meio para a integração da pátria, e, a segunda, a extensão global da educação moral e da instrução técnica.
A escravidão produz a permanente divisão do povo em duas classes: em livres senhores e escravos, situação que leva ao mesmo tempo a uma luta permanente entre estes dois grupos. A escravidão, explica Nabuco, está uma instituição que acompanha a nossa pátria desde que esta acordou para existir e viver. Quase simultaneamente, com o seu descobrimento, ela entrou no Brasil. Tão logo que este crime complexo começou a entrar no corpo da sociedade, ele pariu leis incompatíveis com qualquer moral, leis cívicas, contraditórias às leis da natureza. A escravidão transformou a moral em moral dupla, quer dizer, adicionalmente, uma moral para a classe dos senhores de engenhos ou donos de escravos, respectivamente. A sociedade escravista fez do trabalho, coisa mais nobre de todos os esforços humanos, a mais vulgar de todas as atividades. Assim, a escravidão é uma escola do crime, ela envenena os corações dos senhores igual aos corações de seus escravos.
Quando a abolição se tornou realidade, Nabuco não se contentou com a mera libertação dos escravizados, mas, pelo contrário, logo percebeu os problemas colaterais de uma ação tão isolada como esta forma de abolição: à massa dos libertados, não apenas faltaria a qualificação profissional para conseguir a integração na sociedade burguesa; o escravo libertado também careceria da mentalidade e autodisciplina do operário em uma sociedade capitalista. Nestas condições, os abolidos que não permaneciam nas plantações, como camponeses destituídos de qualquer direitos, formariam a grande massa de proletários nas margens dos centros urbanos. A proporção da população preta é considerável, antes de tudo, onde tradicionalmente se encontravam as grandes usinas de açúcar, no Nordeste, especialmente no Recife e na Bahia, e também, no Rio de Janeiro, mas igualmente em Minas Gerais, onde se procurou muita mão-de-obra de escravo africano durante o ciclo do ouro, e em São Paulo, onde se colocou os negros nas grandes plantações de café. Mais tarde, eram especialmente os grandes centros da indústria e do comércio, como São Paulo e Rio de Janeiro, que atraíram grandes contingentes de pretos da Bahia e do Recife.
Devemos concordar com César Benjamin, que relaciona o problema agudo dos tempos da escravidão, o da fuga de braços (baratos) das fazendas por motivo da fuga de escravos aos quilombos remotos, com a política adotada pelos escravocratas diante da abolição vindoura: como — depois da libertação dos escravos — seria possível manter a necessária mão-de-obra barata na fazenda, impedindo-se ao mesmo tempo a formação de minifúndios, ou seja, de núcleos da agricultura de subsistência, ao redor do latifúndio e, simultaneamente, manter, no país, o próprio poder, nunca questionado durante séculos inteiros?
A solução do problema seria a publicação da Lei de Terras do ano de 1850, que revogou a anterior Lei da Terra Livre, lei tradicional que garantiu a cada um o título de posse referente à parcela de solo em que ele havia vivido e trabalhado por um período suficiente, ou seja, por exatamente um ano mais um dia. O artigo 125 da antiga Constituição havia consagrado a velha prática: cada cidadão brasileiro — embora não sendo o proprietário legal de um pedaço de terra no interior ou na cidade — que lá vive por 10 anos ininterruptos, e sem que alguém tenha protestado contra isso, e sem consciência de que ele tenha ocupado o que era propriedade de outros, que — nestes termos — cada cidadão tenha o direito de cultivar uma parcela de terra até um tamanho de 10 ha e de nela morar. Ele também tem o direito de receber um título de posse pelo cartório. Assim era a antiga legislação.
A partir de então (1850) concede-se o direito de receber um título legal sobre um pedaço de terra apenas às pessoas que podem apresentar um documento de doação fornecido pela própria Coroa, ou também quando a compra legal da parcela pode ser devidamente comprovada. Assim — um efeito colateral da lei torornou-se o solo um objeto, artigo de comércio. E outro aspecto negativo: em casos duvidosos de legalidade da propriedade de terra, renova-se preferencialmente a velha prática de queimar arquivos, repetindo o exemplo de Rui Barbosa que — depois da abolição —, no dia 14 de dezembro de 1890 mandou queimar os registros dos escravos arquivados no Ministério de Fazenda. Seguindo este exemplo, há alguns anos, o cartório de São Miguel do Guamá, na região da transamazônica Belém-Brasília, foi destruído pelas chamas de um fogo de origem duvidosa.
No ano de 1822 entrou em vigor a Lei da Terra Livre; os camponeses, porém, continuavam sendo escravos destituídos de direitos. Ao chegar o tempo de pôr os escravos em liberdade, os senhores de engenho fizeram tudo para segurar o solo, como observou César Benjamin. Seguraram com toda firmeza as velhas sesmarias em seu poder, enquanto que o restante da terra brasileira ficou em poder da Coroa e dos beneficiários da monarquia, que ganharam imensos territórios que depois capitalizaram. A massa dos infortunados, os caboclos, negros libertados e camponeses, ficaram impedidos de participar da festa. Os sem-terra (como Joaquim Nabuco os chamou) não conseguiram ter acesso à propriedade de terra. Assim, o problema da escravidão transformou-se em problema de terra, constatou Joaquim Nabuco.
A partir da abolição, os pretos encontraram-se libertados da opressão da escravatura, mas ficaram cativos da pobreza nos bairros miseráveis das periferias dos centros urbanos. A massa dos ex-escravos transformou-se em uma camada marginalizada da população, subsistindo em quarteirões coletivos, nos quais viviam 50 famílias, e nos porões de velhos casarões e mocambos das grandes cidades. Nas capitais de Estado, que sofreram as conseqüências de megalocefalia, a cada manhã turmas inteiras de empregadas domésticas de pele escura deixam suas modestas moradias para assumirem seus postos nos edifícios e habitações luxuosos de seu patrão ou de sua patroa. 80% das criadas, empregadas, cozinheiras e lavadeiras provêm da senzala.
Foi o grande Rui Barbosa que comentou: O cadáver da escravidão começa a putrefazer-se nas ruas do Brasil, e acrescentou que as condições de vida dos escravos nos engenhos de açúcar seriam relativamente melhores do que as condições em que o crescente proletariado preto se encontrava depois da libertação.
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EIN RÜCKBLICK AUF BOLIVIEN ZWISCHEN 1952 UND 1992
31.10.2008 von admin.
Seit der Aymara Evo Morales das andine Binnenland Bolivien regiert (22.1.2006), ist es aus den Schlagzeilen der internationalen Presse nicht mehr herausgekommen. Im September/Oktober 2008 standen die Zeichen wieder einmal auf Sturm. Die Lage beruhigte sich erst dann ein wenig, als die Chefs der oppositionelle Departamentos mit dem Präsidenten zu einem vorläufigen Übereinkommen gelangt waren. Wie es weitergehen wird, ist schwer vorauszusehen.
Um das Land ein wenig besser zu verstehen, ist ein Rückblick auf die politische Entwicklung in Bolivien sicherlich hilfreich. Von 1952 an, als ich meinen Dienst im Gebiet der Serra das Missões an der Grenze zwischen Brasilien und Argentinien begann, nahm ich als interessierter Beobachter auch am politischen Geschehen, insbesondere in den Andenländern Bolivien und Peru, Anteil. 1965 hatte ich zum ersten Mal Gelegenheit, Bolivien zu besuchen und direkte Beziehungen zu Freunden aus diesen faszinierenden Ländern aufzunehmen.
Beginnen wir jedoch zur Einstimmung mit einem kurzen Blick auf die Ereignisse des Jahres 2005, die in vieler Hinsicht eine frappierende Ähnlichkeit mit den Vorgängen während der Monate August bis Oktober 2008 aufweisen, die jedoch vor allem den Aufstieg des „Leaders der Coca-Pflanzer“ und des MAS (Movimento al Socialismo) entscheidend markieren.
Am 6. März 2005 kündigte Präsident Carlos Mesa Gisbert, der 17 Monate zuvor mit 60% der Stimmen gewählt worden war, seinen Rücktritt an. Die Verfassung bestimmte, dass das Parlament dem Rücktritt zuzustimmen habe. Als Gründe für den angekündigten Rücktritt nannte der Präsident die im Lande herrschende soziale Krise, Proteste gegen die multinationalen Ölgesellschaften und die Forderung der Autonomie seitens der Provinz Santa Cruz. Es herrsche ein Klima, welches das Regieren unmöglich mache. Er wolle „bei der schändlichen Komödie nicht mitspielen“, ließ er verlauten. Sein Hauptgegner auf der politischen Bühne war ausgerechnet sein früherer Verbündeter Evo Morales. der „Leader der Coca-Pflanzer“ und des MAS (Movimento al Socialismo) und „Oppositionsführer“, spiritus rector der Aktionen zur Blockade der Verkehrswege, des Landes - u. a. der Ausfallstraßen der Hauptstadt in Richtung Argentinien, Chile und Peru - und der Besetzung von Petroleumfeldern, mit dem Ziel, das Parlament zur Verabschiedung eines Gesetzes zur Nationalisierung des Erdgases bzw, zumindest zu einer beträchtlichen Erhöhung der Förderabgaben zu zwingen. Mesa war Nachfolger des im Oktober 2003 zurückgetretenen Gonzalo Sánchez de Lozada, der im Jahr zuvor mit 36% der Stimmen gewählt worden war. Nach der Ankündigung seines bevorstehenden Rücktritts gingen viele der Anhänger Mesas ebenfalls auf die Straße und demonstrierten insbesondere in La Paz und Oruro für sein Verbleiben im Amt.
Evo Morales organisierte indessen eine erneute Blockade der Verkehrswege in über 50 Regionen des Landes, um das Parlament zur Verabschiedung der geforderten Nationalisierungsgesetze zu zwingen. Ganz Bolivien befand sich mehr oder weniger im Ausnahmezustand. Am 8.3.2005 machte Mesa ernst mit seiner Rücktrittserklärung und es kam zwei Tage später zu einer gefährlichen Radikalisierung: der Präsident vertrete die Interessen der Oligarchie und der Multinationalen, warf man ihm vor. Die sozialen Bewegungen befanden sich gemäß ihrer eigenen Einschätzung „im Kriegszustand“ gegenüber der Regierung. In der Hauptstadt mangelte es an allem, an Treibstoff, an Nahrungsmitteln und an Medikamenten. Die öffentlichen Verkehrsmittel blieben in den Depots. In dieser Situation rief Mesa die Bevölkerung von La Paz zu einer Protestversammlung gegen die Blockade auf. Das Ergebnis war eine noch striktere Blockade der wichtigsten Verkehrsadern im ganzen Land.
Der Präsident weigerte sich, in dieser Situation hart durchzugreifem. Er werde der Opposition nicht „den Toten bescheren“, auf den diese spekulierte. (1996 waren in den Minenstädten Amayapampa und Capacirca bei der Niederschlagung eines Aufstands durch Einheiten des Militärs 11 Indios ums Leben gekommen.)
Die Gegner riefen zu einer Masseninvasion in der Hauptstadt auf, um das Parlament zur Verabschiedung der Nationalisierungsgesetze zu zwingen.
In der Nacht vom 6. zum 7. Juni kam es endgültig zum Rücktritt des Präsidenten, dessen Mandat unter normalen Umständen bis August 2007 gültig gewesen wäre. In Bolivien gingen die Uhren allerdings seit Menschengedenken anders. Ein paar Stunden vor der unabänderlichen Rücktrittserklärung über das Fernsehen hatte Mesa aus Sicherheitsgründen für einige Stunden den Palacio Quemado verlassen müssen. Die Masse oppositioneller Demonstranten vor dem Regierungssitz - man sprach von 80.000 Personen - waren unberechenbar geworden. Neben Parolen wie „Nationalisierung der Hydrokarbonate jetzt“ waren auch die Losung zu vernehmen: „Jetzt ist Bürgerkrieg“! Da und dort explodierten hausgemachte Bomben.
Evo Morales erklärte, der Rücktritt Mesas, des Parlaments- und des Senatspräsidenten würde den Weg zu Neuwahlen freimachen. Mesa, dem die Kraft fehle, unter 157 Parlamentariern für Ordnung zu sorgen, sei nicht imstande, 9 Millionen Bolivianer zu regieren. Hinter den Kulissen versuchte die Kirche zwischen den Parteien - Regierung, Opposition, soziale Bewegungen, Oligarchie und Indios Aymara, Quetchua oder Guaranies - zu vermitteln.
Eine Entscheidung sollte am 9. Juni in Sucre, wohin die Abgeordneten einberufen worden waren, fallen; die Anhänger des MAS jedoch versuchten unter den gegebenen Umständen eine Sitzung des Parlaments zu verhindern. Zum Beispiel waren die Zufahrtswege von der 500 Meter tiefer gelegenen Hauptstadt La Paz zum aeropuerto mas alto del mundo in El Alto blockiert und der Flugbetrieb war weitgehend paralysiert. Die Maschinen des Lloyd Aéreo Boliviano blieben am Boden. Die Parlamentarier mußten mit einer Maschine der Luftstreitkräfte bis nach Surapata gebracht werden, wo sich der Flughafen fest in der Hand der Militärs befand.
Auch der unausweichliche Rücktritt Mesas vermochte die chronische Krise nicht zu beheben. Evo Morales, der am 22. Januar 2006 als Präsident der Republik vereidigt wurde, kündigte eine Bewegung zur Befreiung der Indiovölker sin parada an.
Morales hatte 54,1% der Stimmen erlangt und über den Gegenkandidaten Quiroga gesiegt. Die bolivianische Demokratie sei dabei, einen Zyklus zu beenden und einen neuen zu beginnen. Zu seiner Amtseinführung hatte er u. a.. Fidel Castro geladen. Er wolle sich mit dem Präsidenten von Venezuela koordinieren, kündigte Evo an. Bolivien benötige „Partner“, nicht „Eigentümer“, erklärte er in Richtung der „Transnationalen“ und insbesondere in Richtung USA. Das dritte Jahrtausend werde nicht dem „Imperium“ gehören, sondern den Völkern.
In den Monaten August und September 2008 wird wieder einmal von „bürgerkriegsähnlichen“ Zuständen, vom „Ausnahmezustand“ in Bolivien gesprochen.
In mehreren wirtschaftlich und politisch starken Departments, deren Gouverneure vergeblich weitgehende Autonomie für ihre Provinz forderten, hatten Massendemonstrationen und Okkupationen von Behörden Platz gegriffen, was wiederum entsprechende Gegenmaßnahmen aufseiten der regierungstreuen sozialen Bewegungen zur Folge hatte. Unter anderem wurde die Provinzhauptstadt Santa Cruz regelrecht „belagert“. Presseberichte sprachen von 30 Toten. Die Inhaftierung des Gouverneurs von Pando, Leopoldo Fernández, der für die Ermordung mehrerer Landarbeiter verantwortlich gemacht wird, heizte das Klima weiter an. Die im „Mercosur“ verbundenen Länder kündigten Bolivien ihre Unterstützung an, Chávez drohte gar mit einer militärischen Intervention.
Morales forderte die Ausweisung des US-Botschafters wegen dessen Einmischung in innere Angelegenheiten des Landes und Unterstützung subversiver Kreise, die einen Putsch planten und die „Balkanisierung“ Boliviens betrieben. Evo kritisierte die Justiz, die ein Referendum zu einer neuen Verfassung ausgesetzt hatte und sprach von einem „zivilen Putsch“. Eine neue Verfassung sollte ihm die Wiederwahl ermöglichen.
Die unruhigen 50er und 60er Jahre
Am 9. April 1952 erfolgte die Grande Revolución Nacionalista, angeführt von Siles Zuazo, Lechin Oquendo und Paz Estenssoro, der anschließend Präsident wurde, und dann auf Druck der Gewerkschaft eine große Landreform einläutete und außerdem auch die Armee durch eine Arbeitermiliz ersetzte.
1956 übergab er das Amt an Siles Zuazo, um dasselbe nach der Wahl 1960 erneut zu übernehmen. Die Substituierung der Milizen durch die wiedereingeführte Armee kostete ihn bereits während der ersten drei Monate seines zweiten Mandats von 1964 den Verlust der Macht: Er wurde von konservativen Generalen ins peruanische Exil getrieben.
Im August 1964 erließ Paz Estenssoro ein Dekret, durch welches das Land verpflichtet wurde, ausschließlich in den USA hergestellte Erzeugnisse zu erwerben. Proteste der zu Niedriglöhnen verdammten Minenarbeiter wurden vom Militär blutig niederge-schlagen. Als im November das Militär zur Erstürmung der von Studenten besetzten Universität eingesetzt wurde, bedeutete dies das Ende der Regierung Paz Estenssoro. Er wurde von einer Militärjunta unter der Führung von General René Barrientos Ortuño (jedoch direkt geleitet von einem Offizier der US-Militärmission) verjagt. Es folgte eine Zeit härtester Oppression der aufmüpfigen Arbeiterschaft. Das masacre de mayo in La Paz und Milluni, das masacre de septiembre in Siglo XX, sowie das masacre in San Juan vom 24. Juni 1965 zeugen von dieser Phase blutiger Unterdrückung. In dieser Zeit machten Che Guevara und seine guerrillas weltweit Schlagzeilen. Als einer der 12 Überlebenden der „Granmama“ schlug er sich mit den Gebrüdern Castro bis zur Sierra Maestra in Cuba durch und fungierte nach dem Sieg Fidels über Batista (1959) in Havana als Industrieminister. 1965 schloss er sich einer guerilla-Gruppe in Bolivien an, deren Ziel es war, die diktatorische Regierung zu Fall zu bringen. Am 9. Oktober 1967 wurde er von einer Gruppe der bolivianischen Armee in der Gegend von La Higuera - Vallegrande, Santa Cruz - gestellt und erschossen. Seine Gebeine und die von sechs seiner Kameraden wurden erst 30 Jahre später aufgefunden. .
Das nach dem Befreier Simon Bolívar genannte Land im Herzen Südamerikas - Bettler auf einem goldenen Thron - kam seit der conquista nie zur Ruhe. Allein in den vergangenen zwei Jahrhunderten gab es im Lande über 200 Staatsstreiche oder Umsturzversuche. Zum Zeitpunkt meines ersten Besuches in La Paz hatte gerade der Präsident Victor Paz Estenssoro Zuflucht in Peru gesucht und General René Barrientos Ortuño das höchste Regierungsamt übernommen (1964). Zunächst stand zu erwarten, dass die National-Revolutionäre Bewegung (MNR) dem allgemeinen “fidelistischen” Trend der Zeit folgen werde; es zeigte sich jedoch sehr bald, dass auch sie mehr die Unternehmer als die Arbeiterschaft oder die Bauern förderte. Die blutige Unterdrückung streikender Minenarbeiter ebenso wie die Deportierung zahlreicher Gewerkschaftler nach Argentinien und Paraguay zeugte klar vom Charakter der “neuen” Politik. Soziale Unruhen wurden von den Streitkräften wie eh und je mit grausamen Massakern beantwortet. 1971 marschierte Oberst Banzer mit seinen Truppen in La Paz ein, stürzte Barrientos und riss die Regierungsgewalt an sich. Auch er mußte später nach einem Putsch weichen.
Nach dem nie völlig aufgeklärten Tod des Präsidenten Barrientos gelangte dessen Vizepräsident, der Rechtsanwalt Adolfo Siles Salinas, ans Ruder, bis General Alfredo Ovando Candia durch einen Putsch die Macht im Staat ergriff. Seine Regierung enteignete am 17.10.69 den Besitz der amerikanischen Petroleumgesellschaft Gulf Oil.
Die Präsidenten wie René Barrientos, Siles Salinas, Candia, Torres, Hugo Banzer Suares, Pereda, Padilla, Lidia Gueiler, Luis Garcia Meza, Busch etc. lösten einander nach jeweils kurzer Frist ab; die Härte jedoch, mit der die Mächtigen ihre Widersacher verfolgten, blieb stets die gleiche: Gegner wurden grausam verfolgt, verhaftet, gefoltert, getötet oder verschwanden spurlos. Selbst der frühere Regierungschef General Juan José Torres konnte einem solchen Schicksal nicht entgehen: Er wurde entführt und blieb verschwunden, bis man nach drei Tagen seine Leiche in einem Vorort von Buenos Aires auffand. Man geht davon aus, dass der „Condor“ hinter diesem Mord gestanden habe. Einige der Verfolgten, denen es seinerzeit gelungen war, der Repression zu entkommen, wurden von der „Evangelischen Kirchen in der BRD und in West-Berlin“, wie es damals hieß, gefördert.
Im Oktober 1970 wurde Torres durch einen Putsch des Generals Miranda gestürzt und durch eine Militärjunta ersetzt. Angesichts des Widerstands der Arbeiter gegen diese Entwicklung stellte sich General Torres an die Spitze der Protestbewegung und errang die Macht. Er versprach eine “vom Volke getragene, nationale und revolutionäre“ Regierung zu führen, deren Grundpfeiler die Arbeiter, Bauern, Studenten und revolutionäre Militärs sein sollten. In Cochabamba stürmten Studenten das US-amerikanische Kulturinstitut. Der zu 30 Jahren Haft verurteilte Guevara-Bewunderer Régis Debray wurde nach Frankreich entlassen. Die Peace-Corps-kids hatten das Land zu verlassen.
Bereits nach zehnmonatiger Amtszeit, am 20.8.71, kam es zum Aufstand bzw. zur “Konspiration“ nationalistischer Militärs gegen den „linksgerichteten“ Juan José Torres. Nach diesem 187. golpe in 146 Jahren wurde Hugo Banzer Suares am 22.8.71 zum neuen Präsidenten proklamiert. Der Widerstand der Studenten und der Arbeitermilizen in La Paz vermochte dagegen nichts auszurichten. Nach dem Putsch zählte man 100 Tote und 700 Verwundete. Torres flüchtete in die peruanische Botschaft.
Die Ära Hugo Banzer Suárez
In diese Phase der bewegten Geschichte Boliviens gehört das curriculum einer von den Ereignissen Betroffenen: “Während meiner Schulzeit, das war in der Ära Candia und Torres, arbeitete ich aktiv in der Jugendorganisation der Bolivianischen Kommunistischen Partei (Juventud Comunista) mit. Im August 1971 wurde Präsident Torres von Banzer gestürzt und sogleich setzte eine Welle harter Repression ein.
Um mich vor einer langjährigen Haftstrafe oder Schlimmerem zu bewahren, verschaffte mir die Partei ein Regierungsstipendium des Landes Rumänien … Im Dezember 1978 reiste ich nach Bolivien mit dem Ziel, dort zu bleiben und als Ärztin zu arbeiten. Infolge zweier kurz aufeinander folgenden Militärputsche - der eine führte zur Ablösung Banzers durch Pereda, der andere zu dessen Ablösung durch Padilla - herrschte im Lande wiederum ein Klima harter Repression, so dass ich gezwungen war, das Land nach sieben Tagen eiligst wieder zu verlassen, diesmal über Venezuela. Auf den Rat meiner Parteigenossen reiste ich erneut nach Rumänien. Seit dem Jahre 1979 sind meine Chancen, in mein Heimatland zurückzukehren, auf Null zusammengeschrumpft. Dies hängt damit zusammen, dass mein Mann, der damals sein medizinisches Studium abgeschlossen hatte, nach Bolivien zurückkehrte. Bei Verhören durch die bolivianischen Sicherheitsorgane ließ er sich dazu verleiten, mich als politische Aktivistin zu denunzieren. Insbesondere informierte er die Sicherheitsorgane über meine Mitarbeit an dem, von Editorial Internacional PAZ Y SICIALISMO, Prag, CSSR, herausgegebenen BOLETIN DE INFORMACION. Diese international verbreitete in Spanisch, Deutsch, Arabisch, Französisch, Griechisch und Englisch erscheinende, kommunistische Zeitschrift brachte kontinuierlich auch Berichte über Bolivien, zu denen ich Informationen beigetragen hatte. Die Folgen dieser Denunziation durch meinen Mann, der sich wohl selbst in die Enge getrieben sah und nun versuchte, seine Haut zu retten, bekam sofort mein Vater zu spüren. Er wurde von den Sicherheitsleuten mehrmals aufgesucht, wobei man das Schlimmste androhte, falls ich je nach Bolivien zurückkehren sollte. Nach all dem, was inzwischen auch über kirchliche Kanäle, worüber ich durch einen Beamten der UNO in Bukarest in Kenntnis gesetzt worden bin - über die Grausamkeit von Militär, Polizei und paramilitärischen Gruppen bekanntgeworden ist, wäre meine Freiheit aufs äußerste gefährdet, wenn ich unter dem gegenwärtigen Regime bolivianisches Territorium betreten würde.“ Im April 1982 kam die Ärztin Susana mit ihren beiden Töchtern Tatiana und Lerisa auf dem Campus des Ökumenischen Studienwerks im Bochum an und nahm bis März 1983 am einem Sprachkurs teil.
Banzer herrschte von 1971-78 als Diktator, bis er im Juli 1978 Pereda weichen mußte. Politische Gegner wurden verfolgt, verhaftet, gefoltert, getötet. So wurde 1976 in einem Vorort von Buenos Aires die Leiche des drei Tage zuvor entführten früheren Präsidenten von Bolivien, Juan José Torres, gefunden.
Der „Condor“ gibt Signale
Fernando Javier aus Bolivien, 1951 geboren, wurde vom Ökumenischen Stipendienprogramm ein Sprachkurs finanziert. Sein “Fall” war typisch: “Im August 1973 wählten mich meine Kommilitonen zu ihrem Fachschaftsvertreter. Von Januar bis August 1975 absolvierte ich parallel zu meinem Studium das vorgeschriebene Praktikum als Auxiliar de Economia en el Ministerio de Planificación de Bolivia. Im August 1975 wurde die Universität zum Zwecke der Neutralisierung studentischer Unzufriedenheit im Zusammenhang mit der Einsetzung von Staatskommissaren und der Suspendierung nahezu aller studentischen Rechte erneut geschlossen. Kurz vor der angekündigten Wiedereröffnung im November 1975 – es wäre meines letzten Semester gewesen – wurde ich samt der sieben Vertreter der anderen Fachschaften verhaftet, weil studentische Selbstverwaltungsgremien wie die Dirección Estudantil Universitaria in der neuen Universitätsverfassung nicht mehr vorgesehen waren und folglich als illegal angesehen wurden. Ein Prozeß wurde uns nicht gemacht. Statt dessen wurden wir nach einem kurzen Hungerstreik, mit dem wir die Einleitung eines öffentlichen Gerichtsverfahrens zur Klärung des gegen uns erhobenen Vorwurfs der Subversion und des Extremismus erzwingen wollten, auseinander gerissen und auf verschiedene Gefängnisse verteilt. Ich wurde am 4.2.76 mit einem Militärflugzeug nach Paraguay verfrachtet und dort in einer Kaserne untergebracht. Nachdem ich von einem Regierungserlaß gehört hatte, der den im Zusammenhang mit den Novemberereignissen exilierten bolivianischen Bürgern die Rückkehr in die Heimat gestattete, versuchte ich nach La Paz zurückzukehren. Ich wurde jedoch am 4.8.76 an der Grenze festgenommen, nach La Paz gebracht und dort inhaftiert. Statt dass mir diesmal der Prozeß gemacht worden wäre, sollte ich nunmehr nach Chile abgeschoben werden. Das wäre so vor sich gegangen, dass ich – wie viele andere vor mir – unter Militärbewachung an die chilenische Grenze gebracht und dort ohne Papiere oder sonstige Habe ausgesetzt worden wäre. Dieses Schicksal wurde mir dadurch erspart, dass AI für mich ein Flugticket nach Deutschland bereitstellte und damit meine Ausreise ermöglichte.” “Über Ärzte, die ai–Mitglieder sind, konnten wir auch erste ärztliche Untersuchungen einleiten, denn Fernando ist mehrfach gefoltert worden („water-boarding“ - Untertauchen bis kurz vor dem Ertrinken, tagelange Unterbringung in einer Zelle, in der er nur stehen oder hocken konnte, Elektroschocks, ausgeschlagene Zähne usw.”) [ai–Gruppe 43 Berlin]
Der Fall Fernando ließ sehr genau die Komplizenschaft der totalitären Regime in Lateinamerika und ihre tödlichen Praktiken im Rahmen des „Plan Condor“ erkennen: Bolivien schob einen bolivianischen Staatsbürger als unerwünschte Person in eines der befreundeten Nachbarländer ab, in der geheimen Erwartung, dass man dort schließlich das schmutzige Geschäft der Liquidierung schon übernehmen werde. Man konnte dann selbst seine Hände in Unschuld waschen. Glückte es einem Gefährdeten, in die “freie Welt” zu gelangen, stand er dort oft erneut am Rande des Abgrunds, da mangelnde wirtschaftliche Sicherheit ihn entweder zu einem klinischen oder psychiatrischen Fall werden ließ oder ihn in die Illegalität trieb. Bei den Wahlen von 1978, 1979 und 1980 gewann Siles Zuazo.
Blutige Zusammenstöße im Minengebiet
Schlagzeilen machten die Ereignisse von Coripata, die von einer Menschenrechts-kommission minutiös dokumentiert wurden (Protesta Popular y Repression, Coripata, Junio - Agosto 1978), Meldungen, denen zufolge durch einen Wahlbetrug „wie üblich“ der Sieg Pereda zugeschanzt werden sollte, wurden über den Rundfunk von La Paz verbreitet. Es kam zur Dekretierung des Ausnahmezustands und zum Aufstand von Pereda in Santa Cruz, der in der Übernahme der Staatsgewalt durch diesen bereits am Nachmittag desselben Tages gipfelte. Ein Detail zum Thema “Wahlbetrug“: die örtlichen Autoritäten hatten in vielen Regionen die ländlichen Gemeinden am Wahltag nicht mit Wahlurnen versorgt. Nach Bekanntwerden des gefälschten Wahlergebnisses kam es vielerorts zu Unruhen. Ein paar Tage nach der Wahl verbreitete das Oberkommando des Heeres eine Presseerklärung, in der es hieß: “Gestern um 11.00 Uhr wurden Angehörige des Pionierbataillons General Roman, die zwischen den Ortschaften Coripata, Arapata und Corioco (Schlucht des Rio Seco) verschiedene Arbeiten verrichteten, von einer Gruppe bewaffneter Extremisten überrumpelt und gefangengenommen. Besagte Pioniere wurden später auf die hinterhältigste Art und Weise hingerichtet, zusammen mit zwei Angehörigen der Nationalgarde und zwei Zivilisten, die am Vormittag von den Extremisten festgenommen worden waren.“ Sofort verbreitete die offizielle Fernsehstation: In Coripata agierten guerrilleros! Bezeichnenderweise verbreiteten die Polizei und das Innenministerium weitaus gemäßigtere Communiqués. Für das Militär war der Vorfall ein Grund zur “Übernahme der Kontrolle“. Im Zusammenhang mit dem Eingreifen des Militärs ereigneten sich nervenaufreibende Auftritte in einem Klima von Einschüchterung und Panik. Es kam zu systematischen nächtlichen Hausdurchsuchungen, zahlreichen Verhaftungen, Schlägen, Drohungen, Diebstählen und Vergewaltigungen. Einige Männer verschwanden spurlos. Bereits im November 1978 erfolgte die Absetzung von Juan Paredes Asbún und die Übernahme der Macht durch General David Padilla Arancibia. Nach 125 Tagen wurde dieser zu mitternächtlicher Stunde telefonisch in die Casa Quemada, dies ist der Name des Regierungspalais, gerufen - wo man ihn festnahm.
Bestimmte Einzelschicksale fügen sich nicht nur genau in das generelle politische Panorama Boliviens ein, sie lassen dieses auch erst richtig plastisch werden. Ein Beispiel dafür ist die Geschichte von Roberto, 1956 in Potosí geboren. Er leistete nach seiner Schulzeit (1962 - 76) im Jahre 1977 den Militärdienst ab, war 1978/79 Student der Agronomie an der Universidad Tomás Frias und setzte das Studium 1979-80 an der Universidad San Simón in Cochabamba fort. Im September 1981 wurde er KED-Flüchtlingsstipendiat. Das Stipendium beinhaltete einen Sprachkurs im ÖSW Bochum und das Studium der Landwirtschaft in Witzenhausen. Roberto berichtete: “Ich war als Augenzeuge bei dem Massaker der Minenarbeiter in Siete Suyos dabei gewesen, wo bei Zusammenstößen der Militärs mit den Bergarbeitern mein Vater in Haft genommen wurde, weil er Mitglied der Arbeitergewerkschaft war. Nach einigen Tagen erfuhren wir, dass man ihn getötet hatte. Darum wurde ich als ein gefährliches Element betrachtet. Es wurde der Befehl gegeben, mich zu verhaften. Wegen der ständigen Verfolgung durch die Militärs bis in meine Wohnung sah ich mich gezwungen, von diesem Minen–Zentrum wegzugehen. Meine Mutter hat mich überredet wegzugehen, weil sie befürchtete und ahnte, dass es mir so gehen würde wie meinem Vater.”
Roberto begab sich zunächst nach Cochabamba zu Verwandten, war aber dort ebenfalls gefährdet. Deshalb ermöglichten ihm seine Verwandten die Ausreise, indem sie alle Ersparnisse zusammenlegten. Seine Mutter war ohne finanzielle Mittel; sie hatte 10 Kinder zu versorgen.
Der Student selbst schilderte auf meine Bitte hin schriftlich das Motivo de salida: “El motivo fué el haber presenciado la masacre de los mineros en Siete Suyos donde en enfrentamientos de militares con los mineros le detuvieron a mi padre por que era miembro del sindicato de trabajadores x que despues de unos dias supimos que le habian matado y por todo ello yo estuve considerado como un elemento peligroso, por ello se me ordeno a que se me deteniase por el solo hecho haber presenciado esa masacre, por ser hijo de un trabajador miembro del sindicato y por ser estudiante universitario. Luego de constantes allanamientos a mi domicilio por los militares me vi obligado a salir de ese centro minero aunque yo no quería dejar a mi madre como a mis hermanos menores. Pero mi madre me obligo a salir por que ella tonia el temor y el presentimiento de que me iva a suceder como lo sucedió a mi padre, por ello mi madre me dijo de que me fuese por esa razón tuve que abandonar mi hogar y como e unico lugar donde tenía familiares era en Cochabamba tuve que irme ahi y ellos me acogierón y me ayudarón bastante, ai permanecí hasta eltiempo en el que salí de Bolivia. Al ver que el peligro a mi persona seguia vigente, por que aun seguía deteniendose a aquellas personas que tenían problemas similares a mio o problemas politicos, apesar de que yo no tenía nada que ver con problemas politicos ni nada por el estilo, corria el riesgo de que se me detuviera como dije anteriormente por el solo hecho de ser hijo de un dirigente sindical. Por todo ello se ve claramente la injusticia que existe en mi paiz. Y como temía primos acá en Alemania; Mis familiares de Cochabamba me conseguieron al pasaje de salida reuniando los pocos ahorros que tenían, por que mi madre no cuanta con recursos economicos ya que nosotros somos diez hermanos. - Es asi que ahora me encuentro en Alemania, bajo la ayuda de mi prima que es estudiante y que no puede ayudarme financiar ni mucho menos garantizar mi estadía en Alemania. Por lo cual acudo a la Iglesia Evangelica para que me dé la posibilidad y garantizar mi estadía acá en Alemania.“
René Mario, 1947 geboren, war bereits unter Banzer als engagierter Gewerkschaftler verhaftet worden, bis man ihn des Landes verwies und ins Nachbarland Ecuador abschob. Dort war er bis 1981 am Forschungszentrum der Katholischen Universität für die Ausbildung von Indios in ökologischer Bodenkunde tätig. Obwohl er mit dem Status eines von ACNUR anerkannten Flüchtlings in Ecuador lebte, waren bestimmte politische Kräfte, die sich gegen die geforderte Selbstbestimmung der Eingeborenen stellten, an seiner Ausweisung interessiert. Ihr Druck auf die Regierung führte dazu, dass Mario Gabriel von Regierungsseite wiederholt aufgefordert wurde, das Land zu verlassen. 1982 gab er dem Druck nach und begab sich, da eine Rückkehr in sein Heimatland ausgeschlossen war, mit seiner deutschen Ehefrau in die BRD, um seine Kenntnisse zu vervollkommnen. Das ÖSW lud ihn mit seiner Frau nach Bochum ein, wo die beiden zunächst als Gäste betrachtet wurden und Mario am Sprachkurs teilnahm. Im Oktober wurde ein Stipendium (M. Sc. Agrarwirtschaft, Göttingen) bewilligt. Der Quechua Mario machte 1984 zusammen mit Roberto Acebey im Kirchenkreis Bochum eine Kampagne für den Erwerb motorgetriebene Wasserpumpen im Hochland, die das Wasser aus 50 m Tiefe empor holen und auf die ausgedörrten Felder leiten. Die Dürrekatastrophe der vorangegangenen Jahre führte dazu, dass die Äcker vertrockneten, so dass viele Bauern ihre Saatkartoffeln verzehren und aus Futtermangel das Vieh abschlachten mußten.
Douglas Antonio studierte als ÖSW-Stipendiat Soziologie bei Prof. Houtart in Löwen. Sein Vater hatte als Liberaler 1948 in Argentinien Zuflucht suchen müssen. Der Sohn gelangte erst zwanzig Jahre später wieder in sein Heimatland zurück. Dort wurde er Mitbegründer des Partido Socialista de Bolivia. 1970-71 war er zuerst im Erziehungsministerium, dann im Außenministerium als Generalsekretär tätig. Nach dem Putsch Hugo Banzers 1971 gelang ihm die Flucht nach Chile, wo er bis zum Putsch im September 1973 als Professor für Soziologie (Methoden & Techniken; Fragen der Entwicklungssoziologie) in Antofagasta bleiben konnte. Sogleich am 11.9.73 wurde er samt seiner Frau, die an der Universität als Bibliothekarin arbeitete, direkt auf dem Campus verhaftet, um am 16.9.73 zusammen mit seiner Frau und den drei Kindern über die Grenze nach Bolivien abgeschoben und dort sofort verhaftet zu werden. Die ganze Familie war in La Paz vier Wochen lang in einer Kaserne interniert. Danach wurden Frau und Kinder auf Betreiben von Verwandten nach Cochabamba entlassen. Antonios Eltern gelang es, nach Verhandlungen mit verschiedenen ausländische Botschaften für den Sohn die Erlaubnis zur Ausreise nach Europa zu erwirken. Für den Fall jedoch, dass er in einem lateinamerikanischen Land Asyl suchen würde, hielt man die Familie als Geiseln zurück. Antonio begab sich völlig mittellos von Frankreich, wohin man ihn hatte ausfliegen lassen, nach Löwen. Dort nahm ihn Prof. Houtart - der aus Brasilien ausgewiesene frühere Mitarbeiter Dom Hélders im ITER (Recife) - vorübergehend bei sich auf. Dieser setzte sich mit mir in Verbindung und erbat Hilfe für seinen Schützling, der kurz darauf nach Bochum eingeladen werden konnte. Es gelang, auch die Familie aus Bolivien heraus zu bekommen. Sie wohnte dann, glücklich wiedervereint, auf dem Campus. Dort konnte der Exilierte an einem Sprachkurs teilnehmen und zugleich eine schriftliche Arbeit - Kritische Analyse der Entwicklungstheorien in Lateinamerika - in Löwen einzureichen, um den Grad eines Lizentiaten der Soziologie zu erwerben. Erfreulicherweise ergab sich in Belgien eine günstige Studienmöglichkeit. Im Rückblick auf die Bochumer Zeit schrieb Antonio: „Der Geist der Solidarität, von dem im allgemeinen alle, die durch das ÖSW liefen, erfüllt sind, hat mich dazu inspiriert, dass ich mich hier in Belgien den ausländischen Arbeitern und Studenten zuwende.” Nach der Promotion arbeitete der Exilierte für die UNESCO und konnte nun selbst vielen Flüchtlingen helfen.
La salida al mar
1979 rumorte es in Bolivien angesichts der Tatsache, dass inzwischen 100 Jahre seit dem Pazifikkrieg verflossen waren, was die Erinnerung an das Problem salida al mar stark belebte. Am 14. Februar 1879 hatte ein chilenisches Kriegsschiff den Hafen von Antofagasta, der seinerzeit zu Bolivien gehörte, besetzt und Bolivien den Zugang zum Pazifik versperrt. Ich erinnere mich an eine boshafte Anekdote aus dem Jahr 1979: Bei einem Staatsempfang in Lima wurde zum Gespött der Anwesenden ein bolivianischer Gast als el ministro de la marina , marina que no hay vorgestellt, doch der Bolivianer rächte sich, als gleich darauf ein peruanischer Herr als el ministro de la justicia vorgestellt wurde, indem er sogleich die Bemerkung hinzufügte: justicia que no hay … (Dabei fällt mir auch die Anekdote von jenem Bürgermeister eines Quechua-Pueblos ein, der bei einer Versammlung zur Begrüßung mit den Worten anhob: Señores y Señoras, y Señoritas, que no hay …)
Im Juli 1979 begründete General Asbun seinen Putsch mit der Bemerkung: „Sollte die linke Unionspartei der Demokratischen Volksunion hier die Wahlen im Jahre 1980 gewinnen, werden die bolivianischen Streitkräfte auf keinen Fall zulassen, dass dieses Wahlbündnis die Macht übernimmt.“ Bereits ein paar Tage später hatte ihn eine andere Gruppe von Militärs gestürzt. Walter Guevara Arce übernahm das Steuer des Staatsschiffes. Ihm folgte Oberst Natusch - der bereits 16 Tage später wieder gestürzt wurde. Im Oktober 1979 bestimmte das Parlament Lídia Gueiler Tejada zur Übergangspräsidentin.
Am 17.7.80 erfolgte der golpe gegen Lídia Gueiler Tejada durch General Luís García Meza, der so die Übernahme der Regierung durch den 19 Tage zuvor gewählten Hernán Siles Zuazo verhinderte. Ein Brief der mujeres mineras vom 10.11.80 an Kardinal Clemente Maurer nimmt zu diesem Ereignis Stellung: „Al produ-cirse del golpe de Estado del 17 de julio los explotados del país, especialmente los obreros de las minas, nos declaramos en huelga general indefinida conscientes de que sólo así podríamos, sino evitar, por lo menos frenar los excesos del nuevo quartelazo, cuyo objetivo no era únicamente cancelar la demo-cracia como forma de gobierno capitalista, sino, sobre todo, preseguia, y sin aún pretende, aplastar la política independiente del proletariado liquidando sus sindicatos, sus organizaciones revolucionarias y sus cuadros de dirección usando la violência estatal, es decir, el facismo, como nueva forma de gobierno capitalista, que no otra cosa constituye el actual gobierno.“
Zu Beginn des Jahres 1981 wurden neun Mitglieder der sozialdemokratischen Partei MIR, darunter drei Abgeordnete des suspendierten Parlaments und Vorstandsmitglie-der der Partei, von paramilitärischen Kommandos ermordet. Infolge verschiedener Putschversuche - u. a. durch den ehemaligen Präsidenten Alberto Natush Bush und Hugo Banzer Suárez sowie Gen. Lucio Añez Rivero - verlor García Meza seinen Rück-halt bei den Streitkräften. Nach seinem erzwungenen Rücktritt wurde er am 4.8.81 durch eine Militärjunta ersetzt. (1986 wurde García Meza wegen systematischer Menschenrechtsverletzungen, wegen Mordes, Betrugs und Amtsmißbrauchs der Prozess gemacht.) Am 4.9.81 wurde General Celso Torrelio Villa zum Präsidenten erklärt. Nach schweren Zwischenfällen bei Arbeiterdemonstrationen am 26.3.82, bei denen 6 Personen erschossen worden waren, legte am 29/30. März ein von der verbo-tenen COB ausgerufener Generalstreik das Land lahm. Torrelio Villa hob das Verbot politischer Parteien und Gewerkschaften auf und verkündete eine umfassende Amnestie.
Am 19.7.82 trat Celso Torrelio Villa zurück und am 21.8.82 erklärte das Oberkomman-do des Militärs General Guido Vildoso Calderón zum Präsidenten der Republik 1983 war Hernán Siles Zuazo Präsident.
Während seiner Regierungszeit erfolgte am 24.11.83 ein Bombenanschlag auf das Parlamentsgebäude. Unter Beteiligung des MIR kam es zu einer Notstandsregierung. Am 12.1.1985 wurde Siles Zuazo nur noch von seiner eigenen Partei gestürzt. Am 8.2. sprengten erzürnte Bauern die Eisenbahnlinie nach La Paz. Bei den Parlamentswahlen vom 14.7.85 erhielt Hugo Banzer die relative Mehrheit der Stimmen. Im 2. Wahlgang wählte das Parlament Paz Estenssoro zum neuen Präsidenten. Das Land wurde erneut von mehreren Generalstreiks erschüttert. 1985 wurde Hernán Siles Zuazo im Verlauf von 25 Jahren - inzwischen 77 Jahre alt - zum vierten Mal Präsident und dann von Alberto Natusch Busch ersetzt.Im August 1985 wurde Victor Paz Estenssoro Präsident.
Ein Blitzlicht auf das Jahr 1988: „Im Moment sind alle dabei, schnell ihr Parteihemd zu wechseln, da die herrschende MNR allen Voraussagen nach ausgespielt hat, und damit man am Ball bleibt, muß man Vorsorge treffen (ein „anständiger“ Bolivianer hat sowieso vier oder fünf Parteimitgliedschaften, je nach dem eben). Dass der Cocain-König Soarez hier im Gefängnis sitzt, … halte ich zunächst für eine Show vor den USA, der wird sich nach all dem Rummel klammheimlich freikaufen, abgesehen davon wird er ja vom Volk geliebt, wie fast alle Cocainbosse, die eben wesentlich mehr soziale Werke mit ihren Millionen hervorbringen als der bürokratische Staat mit abgetrotzten Steuern. Was wird den armen Bauern auch ein kokainsüchtiger Snob in New York interessieren, wenn sein Dorf endlich eine Schule und eine Gesundheitsstation erhält.“ So sah es Caroline, die Frau eines früheren Stipendiaten.
Der Aufstieg der „Eingeborenen“
Nach meinem Abschiedsbesuch in Bolivien im Januar 1990 und rechtzeitig vor meinem Eintritt in den Ruhestand erreichte mich über Bischof Carlos Huacani N., Iglesia Evangélica Metodista en Bolivia - IEMB - der Stipendienantrag des Lic. theol. Carlos Intipampa Aliaga, auf dessen Spuren ich bereits 77/78 bei ISEDET in Buenos Aires gestoßen war, und der nun an die Promotion in Kirchengeschichte gehen wollte. Die IEMB litt nicht nur unter dem Mangel an befähigten und engagierten Mitarbeitern in den Gemeinden des Hochlandes, sondern vor allem an “autochthonen“, im Volk der Aymara verwurzelten Pastoren und insbesondere auch theologisch versierten Predigern und Lehrern. Im Grunde war die Kluft zwischen der traditionell „westlich“ orientierten Methodistischen Kirche und der indigenen Bevölkerung eine Folge dieses Mangels. Die zunehmend „erwachenden“ Indianervölker der Hochanden begannen mittlerweile Fragen aufzuwerfen, die mit den Mitteln der traditionellen, auf europäischen und historisch weit zurück liegenden Fragestellungen beruhenden Theologie nicht beantwortet werden konnten. Die Bereitschaft der jüngeren Generation unter den bolivianischen Methodisten zur wissenschaftlichen Auseinandersetzung mit dem Christentum, das den einheimischen Völkern vor 500 Jahren von Eroberern aufgedrängt worden war, eröffnete zum ersten Mal die Chance, das Evangelium als gute Nachricht zu vermitteln. Im Trend des Gedenkens an die „500 Jahre Unterdrückung in Lateinamerika“ fand man sich im Stipendienkomitee ohne viel Hin- und Her zur Stipendierung des begabten Aymara-Theologen bereit. Zu meinem großen Bedauern mußte ich jedoch bald nach meinem Abschied von Bochum erfahren, dass man ihn aufgrund von „Sprachschwierigkeiten“ zur Promotion an eine katholische Universität nach São Paulo geschickt hatte. Als er mich über zehn Jahre später in Nürnberg besuchte, war er inzwischen vom Professor zum Bischof seiner Kirche aufgestiegen.
Was in der Kirche endlich geschehen war: die Leitung der IEMB durch einen Aymara, zog sich auf dem Feld der Politik noch lange hin. Erst mit Evo Morales steht nun zum ersten Mal ein „indigena“ an der Spitze des Staates. War es schon im Bereich der Kirche zu Problemen gekommen, über die hier nicht berichtet werden soll, so häuften sich solche im Kontext der Politik ganz massiv, bis hin zu bürgerkriegsähnlichen Unruhen. Es ist nicht ohne Herzklopfen, dass wir die weitere Entwicklung des „höchsten Landes der Welt“ beobachten.
Heinz F. Dressel
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Paraguay: Dr. Martín Almada, der Entdecker des „Archivs des Terrors”
7.10.2008 von admin.
Martin Almada schrieb 1972 an der Universidad Nacional de La Plata seine Doktorarbeit: „Paraguay: educación y dependencia” - Paraguay: Erziehung und Abhängigkeit. Die These galt in Paraguay als revolutionär und subversiv. Aus diesem Grund geriet der junge Doktor der Erziehungswissenschaften bald ins Visier der „Sicherheit”.Am 26 Dezember 1974 fanden sich ein bekannter Offizier der Reserve samt etlichen Polizisten in der Grundschule Juan Bautista Alberdi, an welcher der junge Direktor zusammen mit seinen Lehrerkollegen - inspiriert von Paulo Freire - „Demokratie im Klassenzimmer” praktizieren wollte. Paulo Freires „Pädagogik der Befreiung” bedeutete: „Die Pädagogik ist ein Akt der Liebe, deshalb handelt es sich um einen wertvollen Akt. Die Pädagogik braucht die Debatte, die Analyse der Wirklichkeit, nicht zu fürchten; sie darf vor der schöpferischen Debatte nicht fliehen, es sei denn, sie riskiere es zur Farce zu werden.” Amado wollte, unterstützt von vielen seiner Kollegen, die Beurteilung nicht allein der Schüler, sondern auch der Lehrer an seinem Colleg praktizieren. Reformen lagen in der Luft, insbesondere bei den jungen Katholiken. Die Kirche hatte bei der lateinamerikanischen Bischofskonferenz in Medellin u. a. verkündet, dass auch die Erziehung auf allen Stufen dazu gelangen müsse, schöpferische Anstöße zu geben, um einen neuen Typus der Gesellschaft zu gestalten, nach dem ganz Lateinamerika sich sehne. Derartigen Gedanken anzuhängen, war in den Augen des Sicherheitsdienstes eine Todsünde.Almada wurde zum Departamento de Investigación gebracht und dem berüchtigten Polizeichef, Pastor Coronel, vorgeführt, um anschließend von „Experten” aus der ganzen Region die sich in Asunsión eingefunden hatten, 30 Tage lang immer wieder, nackt und an Händen und Füßen gefesselt, verhört und gefoltert zu werden. Zu den Besonderheiten der Tortur in Paraguay gehörte die „pileta”, eine mit aus Wasser, Urin und Exkrementen gefüllte Badewanne. Diese besondere Version des berüchtigten „water boarding” war 1956 vom US-amerikanischen Sicherheitsoffizier Robert K. Thierry eingeführt worden. Der erste Spezialist, der ihn verhörte, war ein argentinischer Polizist aus Córdoba. Er versuchte die vermutete Verbindung des Entführten mit subversiven Argentiniern herauszufinden. Beim nächsten, in der Escuela de las Américas (Panamá), ausgebildeten Verhörexperten handelte es sich um einen Angehö-rigen der chilenischen Armee. Er wollte wissen, ob es Beziehungen zu subversiven Chilenen der Universidad Católica gab, da Martín Almada dort Psychologie und Päda-gogik studiert hatte. Dem argentinischen und chilenischen Inquisitor folgten Militär-attachés aus Bolivien, Brasilien und Uruguay. In seinem Buch Paraguay, La Cárcel Olvidada, erinnert sich Almada: „Ich hatte es nicht mit Personen, sondern mit toll-wütigen Hunden zu tun.” Nach den sadistischen Misshandlungen, Schlägen, Elektro-schocks und der „pilata” stellten sich heftiger Durchfall und Erbrechen infolge der geschluckten Exkremente ein. In der Zelle, in der er mit ein paar weiteren Häftlingen auf dem harten Boden lag, wimmelte es von Kakerlaken, die über die Körper der Geschundenen huschten, während Dutzende von Ratten aufmerksam auf eine günstige Gelegenheit zum Angriff harrten.Die dem Tribunal angehörenden Militärs kamen aus Paraguay, Brasilien, Argentinien und Chile. Die „multinationale” Zusammensetzung des Tribunals widerspiegelte deutlich die Komplizenschaft innerhalb des „Plan Condor” bzw. der „Operação Condor”. Die totale Abhängigkeit der miteinander verbündeten lateinamerikanischen Streitkräfte von den aus Washington (Henry Kissinger) kommenden Instruktionen war ganz offensichtlich.Das perfekte Zusammenspiel der Militärs wurde mit der lapidaren Feststellung begründet, es handle sich um nichts weniger als um die „Rettung der westlichen, christlich geprägten Welt aus den Krallen des Kommunismus.” Die im Bereich des „Condors” herrschende antikommunistische Hysterie jener Jahre führte zuweilen zu unglaublichen Absurditäten, wie dies eine vom Botschafter der Bundesrepublik Deutschland, Jörg Kastl, aus Argentinien berichtete Episode veranschaulicht: „In Formosa warnt der Stellvertretende Gouverneur den Bürgermeister einer abgelegenen Siedlung vor der kommunistischen Gefahr der Zeugen Jehovas. Dass sie sich weiger-ten, den Staatssymbolen Ehre zu erweisen, beweise ihre Verkommenheit.” (Kastl 3.11.76). Die Welt befand sich in der Zeit des „Kalten Krieges”. Es herrschte die „Doktrin der Nationalen Sicherheit”. Das Ziel des Verteidigungsbündnisses war: ermitteln (averiguar), Informationen erlangen (trocar informações), entführen (sequestrar ) und töten (matar).
Dabei handelten die Militärs nicht allein, vielmehr konnten sie mit breiter Unterstützung aus dem zivilen Bereich rechnen, in Paraguay z.B. erfreuten sie sich der Kollaboration der Associação Rural und der Industrie. Man verhaftete Gewerkschaftler, Genos-senschaftler, Ärzte, Journalisten, Geistliche und Intellektuelle. Die Verfolgung richtete sich gegen die Schicht derer, die in Lateinamerika selbständig dachten, gegen die „Wissensgesellschaft” (sociedade do conhecimento) …Und der Condor fliegt noch immer! Die Schulungskurse für Offiziere aus lateinamerikanischen Ländern an der „Escola de Georgia” in den Vereinigten Staaten von Amerika bildet weiterhin „Experten” aus…
1995 fand in Bariloche ein Treffen statt, an dem Angehörige der Streitkräfte aus nahezu allen lateinamerikanischen Ländern ebenso wie die Präsidenten Menem und Pinochet teilgenommen hatten, um miteinander über Subversive in Lateinamerika zu sprechen.
Martín Almada, der im Rückblick auf den Militärputsch in Argentinien in einem Interview mit Noel Leiva über „die Militärs, die nichts anderes gelernt haben als zu spionieren” sprach, hatte seinerzeit die „Archive des Terrors” - die Archive des „Plan Condor” - in Lambaré entdeckt. Zwei Fragen hatten ihn umgetrieben: Warum seine junge Frau, die Lehrerin Celestina Pérez, während seiner Haft zu Tode gekommen war und weshalb seine Folterer Ausländer gewesen waren. Ein Kommissar hatte ihm 1975 zu verstehen gegeben: „Wir befinden uns in den Krallen des Condor.” Zugleich hatte er ihn auf die „revista policial”, hingewiesen. In dieser Zeitschrift der Polizei würden alle „Fälle” ver-zeichnet, mit denen es der Sicherheitsdienst zu tun habe. Martín Almada befand sich 3 Jahre lang, von 1977 - 1979, als politischer Häftling im Campo de Concentración Emboscada, Paraguay. Als man ihn nach einem Hungerstreik mit hilfe des „Comité de Iglesias del Paraguay” aus der Haft entlassen hatte, setzte er sich nach Panama ab und gelangte schließlich nach Paris, wo er 15 Jahre lang als Berater der UNO für Lateinamerika tätig war. Er strengte einen Prozess gegen Stroessner an, in dem er sich - in Analogie zu der juridischen Figur des „habeas corpus” - auf das Recht des „habeas data” berief. Die Polizei verfügte jedoch über keinen Haftbefehl des Klägers, da dieser heimlich entführt worden war, ein typischer Fall eines „Verschwundenen”. Eines Tages setzte sich die Frau eines hohen Militärs mit Almada in Verbindung und machte ihn auf einen Ort aufmerksam, an dem sich aller Wahrscheinlichkeit nach die von ihm gesuchten Unterlagen befänden. Möglicherweise wollte sich diese Frau aus irgend einem Grund an ihrem Gemahl rächen. Mit Unterstützung seines Anwalts fand Almada schließlich 1992 hinter einer Polizeistation in Lambaré tonnenweise verstecktes Material über die Repression seit 1929 (!) bis 1980.

Als die Menschenrechtskommission des Parlaments im Jahre 2007 ernstlich mit der Aufarbeitung der „Archivs der Operation Condor” begann, ging man von 10.000 Opfern der Diktatur Stroessner aus. Inzwischen ergaben die Recherchen, dass diese Zahl viel zu niedrig gegriffen war: „Wo immer man einen Stein aufhebt, findet sich ein weiteres Opfer”, berichtete Dr. José Carlos Rodriguez, eines der Mitglieder der Commission. Mittlerweile geht man von 40.000 Opfern aus.
Heinz F. Dressel
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Uma cerimônia no Itamaraty que mantém viva a memória
30.9.2008 von admin.

Heinz Dressel
No contexto da homenagem que tomou lugar no Itamaraty, dia 29 de abril, Dia do Diplomata, ao receber a Medalha da Ordem de Mérito do Rio Branco na presença do Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, Lula da Silva, lembrei-me de maneira muito intensiva dos acontecimentos ocorridos nos dias 31 de marco e 1 de abril do ano de 1964 que marcaram pelo menos duas gerações de brasileiros. Pensei igualmente daquilo que ocorreu há 40 anos, o golpe dentro do golpe - a publicação do Ato Institucional No. 5, que tornou a “democratura” existente desde abril 1964 em severa ditadura. Nas minhas palestras proferidas na Unijuí-RS duas semanas após a honrosa condecoração em Brasília tive a oportunidade para apresentar uma retrospectiva aos 20 anos de ditadura neste país.
Durante meio século havia observado a história política deste país: de Getúlio a Costa e Silva em condições de convívio. Depois estive muitas vezes no país e conversei com personalidades importantes da vida pública, da política, da igreja, da cultura e da ciência. E lá fora eu convivia com muitos brasileiros desterrados - exilados, refugiados e banidos - banidos por tempo de vida!
Na minha função de diretor da Obra Ecumênica de Estudos, entidade criada pela Igreja Evangélica na Alemanha para apoiar jovens acadêmicos da África, Ásia e América Latina, logo tomei conhecimento das amarguras pelas quais haviam passados milhares de jovens acadêmicos durante as décadas de 60 e 70 pelo governo repressivo que se havía instalado no Brasil.
“O medo de ser jogado nos porrões atormentava a gente de minha geração cada dia”, lembra-se um dos refugiados por nós acolhidos.
Foi este o panorama que nos anos de 70 me levou a apelar aos membros da Junta Diretiva da Obra Ecumênica: “Pode-se comparar a situação dos latinoamericanos perseguidos com a situação dos Judeus no “Terceiro Reich”, que eram condenados de viver com o medo permanente de serem procurados o pela polícia, ou pela SS e serem transportados para um campo de concentração mortal. A Igreja não deve ignorar os acontecimentos nos países sul-americanos.”
Em 1974 recebemos - entre outros - um estudante da UnB, Lúcio Castelo Branco, seqüestrado, preso, torturado e posto em “liberdade”. Acolhemos este jovem acadêmico, já que ele não encontrou condições de segurança em termos de integridade física para seguir estudando no Brasil. O convidamos para absolver um curso de língua em Bochum, para depois de ter prestado o exame de proficiência no vernáculo fazer o doutorado na universidade de Nürnberg/Erlangen. A história dele não preciso contar aqui; encontra-se no tomo BRASIL: NUNCA MAIS apresentado pela Arquidiozese de São Paulo 1985 (pg. 207).
Outro brasiliense era o estudante de Sociologia João Carlos de Moura. Observei que nos anos de 1972 - 73 entre os refugiados brasileiros havia um elevado número de estudantes ou professores de Sociologia e de Filosofia, inclusive professores destacados como o saudoso professor gaúcho Gerd Bornheim. Obviamente os militares tentaram de erradicar a inteligencia política.
Em 1973 - 74, no período pós-golpe-Chile chegaram refugiados acadêmicos de destaque, como o exilado líder da UNE, José Serra, em 1973 membro do FLASCO, entidade das Nações Unidas em Santiago. Serra com sua família havia-se refugiado na Embaixada da Itália de outubro até maio. Já no mes de novembro ele estava em poder de uma carta minha que anunciava o nosso socorro. Com a Embaixada cercada por troupas golpistas apenas em maio de 1974 o refugiado conseguiu de sair do Chile. O recebia no aeropporto de Düsseldorf e logo fomos embora rumo ao campus da Obra Ecumênica em Bochum.
Logo depois do golpe de Pinochet chegou em Europa uma turma de brasileiros “banidos por tempo de vida”, sofrendo o segundo exilo, entre eles Marijane Vieira Lisboa, esposa do carismático presidente da UNE, Luis Travassos (que, recem retornado ao seu país perdeu a vida num acidente de transito em 1982), Samuel Arão Reis, estudante de Economia, com sua esposa Irene Reis Loewenstein e sua filinha Tania. Os pais da Irena, judeus que em 1936 emigraram da Alemanha nazista rumo ao Brasil, onde 36 anos mais tarde a filha Irene ficou perseguida, refugiou-se no Chile e procurou finalmente socorro no país do qual seus pais se haviam salvados há uma geracao. Integraram a turma dos banidos também o técnico de enfermagem Irany Campos, Reinaldo Guarany Simoes e Maria Auxiliadora Barcellos Lara. Todos eles e elas fizeram parte daquela “juventude de `68″ que acreditava no slogan que se tornou em símbolo na famosa Passeata dos 100 Mil no dia 26 de junho de 1968: „O povo organizado derruba a ditadura.” Havia tamberm outros que entonaram versam mais agressiva do slogan, gritando: „O povo armado derruba a ditadura.” Era uma coligacao de intelectuais, artistas, religiosos, operários, estudantes e os pais dos jovens, que rejeitaram o sistema implantado pelos militares, os quais não haviam hesitado de matar até adversários muito moços, como aquele aluno de escola secundária Edson Luis Lima Souto, que havia chegado de Belém do Pará para morrer pelas balas dos militares no Rio durante uma demonstracao na Rua 1° de Março no dia 28 de março de 19668. Contra aquele regime de terror haviam protestato 50.000 cidadaos que no dia seguinte acompanharam a marcha funebre que se tornou memória histórica do povo brasileiro.
Seja-me permitido de fazer um breve comentário junto à esta última, a Dora:
Presa em 1969, severamente torturada no presídio de Bangú, Rio de Janeiro, e Linhares, Juiz de Fora - depois de 2 anos com outros 69 presos políticos foi trocada pelo Embaixador Suíço Giovanni Enrico Bucher, seqüestrado pela guerrilha urbana que na época agia. Os banidos por tempo de vida foram acolhidos no Chile de Allende.
Depois do golpe do dia 11 setembro de 1973 eles procuraram proteção na Embaixada Mexicana até que conseguiram um vôo rumo à Bélgica. Em janeiro de 1974 encontrei-me com este grupo na casa dum refugiado gaúcho em Colônia. Em fevereiro todos eles foram admitidos como bolsistas da Igreja Ivangélica. na Alemanha.
Em outubro a Dora imatriculou-se na Universidade Livre de Berlim. Pouco antes do exame final do curso de Medicina lamentavelmente ela teve de ser intern<ada para tratamento psiquiátrico na Clínica de Psiquiatría Berlim-Spandau onde logo a visitei. No dia 1 de junho de 1976 ela chocou-se contra um trem da Metro e morreu uma morte muito cruel. Não pode ter dúvidas de que esta catástrofe pessoal da moça foi uma reação tardia devido ao trato brutal durante a prisão em 1969. Existem depoimentos da presa nos protocolos de seus processos - p. e. na 2ª Auditoria da Marinha - que comprovam as crueldades pelas quais passou nos porroes da ditadura. O caso dela inclusive foi incluido no livro Direito à Memória e à Verdade, Comissao Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Brasília 2007, pg.418.
Na lista de nossos bolsistas refugiados brasileiros consta muitos nomes. O último brasileiro exilado foi Flávio Koutzii a quem em 1980 outorgávamos uma bolsa para um curso acadêmico em Paris.
Hoje todos nós - os que foram acolhidos em momentos difíceis, e os que estenderam a mão para recebe-los - hoje todos nós somos felizes que no Brasil instalou-se um governo democrático.
Estive na Capital do Brasil pela primeira vez em 1972. Lembro-me que na chegada do vôo da Varig no Rio um inspetor da saúde entrou e fumegava o avião com detefon. Aí um jogador dum time de futebol que havia embarcado em Casablanca disse de voz alta: “Agora tudo que não presta está morto!” Era este o clima no país. A gente andava na Capital até com medo do governo.
Agora, uma geração mais tarde, o governo me honra numa cerimônia inesquecível! Não é o mesmo governo de então, graças a Deus, mas é o governo da mesma nação! Que mudança!
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Nie wieder! Nunca mais! Nunca más vivirlo!
29.9.2008 von admin.
Seit Mitte der 50er Jahre (Paraguay!) bis in die 80er Jahre hinein hatte eine beträchtliche Zahl von Völkern in ganz Lateinamerika - von El Salvador über Nicaragua bis zum Feuerland - unter der brutalen Repression von Militärdiktaturen zu leiden. Für viele Menschen in den betreffenden Ländern - z.B. Brasilien, Chile, Argentinien, Paraguay, Uruguay (und auch Bolivien und Peru sind nicht zu vergessen) - waren diese leidvollen Jahre die Hölle. So haben sie es selbst empfunden.
„Die Angst, ins Gefängnis geworfen zu werden, begleitete die Angehörigen meiner Generation ständig”, erinnert sich ein früherer Stipendiat des Flüchtlingsprogramms, das wir im Ökumenischen Studienwerk Bochum eingerichtet hatten. Ein prominenter Zeitzeuge aus Argentinien schrieb im Frühjahr 1977: „Jeder vernünftige Mensch weiß, dass er jeden Augenblick aus seinem alltäglichen Leben herausgerissen und in ein Reich unvorstellbaren Horrors hineingestoßen, dass er verhaftet oder entführt werden kann.”
Irrationale Gewalt prägte das gesamte Leben des argentinischen Volkes. In Chile hatte sich das Militär bereits 1973 an die Macht geputscht. Ein gutes Jahr später wurde bekannt, dass in 22 Folterzentren Inhaftierte häufig mit unsäglicher Brutalität zu Tode gequält worden waren. Binnen eines guten Jahres waren 1.800 chilenische Bürger „verschwunden”. 2004 sprach die Comisión Valech - nach ihrem Vorsitzenden, Bischof Sergio Valech, benannt - von 28.000 Zeugen, an deren Aussagen über die von der Repression begangenen Grausamkeiten es keinen Zweifel gab. In Paraguay befand sich Stroessner bereits seit 1954 an der Macht. Brasilien wurde seit 1964 von Militärs regiert. Bolivien ächzte seit 1971 unter der Herrschaft Banzers.
Ausgehend von den USA, hatte sich auf dem gesamten Kontinent die neue Heilslehre der „Nationalen Sicherheit” wie ein Krebsgeschwür verbreitet. Es herrschte der „kalte Krieg”. Der „kubanische Schock”, eine hysterische „Castrophobie”, hatte auf dem Kontinent das Gefühl der unmittelbaren Bedrohung durch den internationalen Kommunismus verstärkt. Der „Plan Condor” oder die „Operação Condor” überzog den gesamten Kontinent.
Die neue Staatsphilosophie, die auf dem Gedanken der der „Segurança Nacional” beruhte, und die das Übergreifen des Kommunismus auf die Völker Lateinamerikas verhindern sollte, wurde vornehmlich über die Indoktrination Zig-Tausender von lateinamerikanischen Offizieren, die durch die Militärakademie der USA in Panama gelaufen waren, verbreitet. Deren Feindbild orientierte sich nicht so sehr an der Annahme einer „äußeren Aggression”, sondern am internationalen Kommunismus, der es verstanden habe, in die eigene Gesellschaft einzudringen.
Der Mythus von Che Guevara schien diese Sicht der Dinge voll zu bestätigen. Die in den einzelnen Ländern Lateinamerikas zu beobachtende Unruhe sei eine Folge derartiger ideologischer Unterwanderung. Solche Subversion, die von ihr ausgehende Gefahr und ihre potentiellen Auswirkungen gelte es mit Hilfe des Instruments der „Nationalen Sicherheit” zu bekämpfen. Der „Condor” flog überall in der Region.
Zur effektiven „Bekämpfung des subversiven Krieges” wurde systematisch die Folter eingesetzt. Wir wissen, daß diese häufig Tod und „Verschwinden” zur Folge hatte. Der chilenische Präsident Lagos brachte es im Jahre 2004 klar zum Ausdruck: „Die Folter entsprach der Politik des Staates.” Der Oberbefehlshaber des Heeres, General Juan Emilio Cheyne, hat die institutionelle Verantwortung bezüglich der vormals geschehenen Mißbräuche” oder „Fehler” - wie er es nannte - nolens volens anerkannt.
Inzwischen sind 30 Jahre übers Land gegangen. Leider ist der kollektive Aufschrei „Tortura Nunca Mais”, „Nunca más vivirlo” - Nie wieder Folter! - weltweit gesehen nur ein frommer Wunsch geblieben. In der Zwischenzeit hat die Welt das Grauen von Srebreniza erlebt und den Skandal von Guantanamo sowie die Schande der Folterungen durch US-Soldaten im Irak.
Und nicht nur dies: In Argentinien tauchte im Dezember 2006 plötzlich das Gespenst der desaparición, das fürchterliche Phänomen des Verschwindens von Personen, wieder auf. Diesmal hatte es den 77-jährigen Jorge Julio López erwischt, der in einem Prozess gegen einen bekannten Folterer geschildert hatte, was er seinerzeit an Schrecklichem erlebt hatte. Es war der erste Verschwundene im demokratischen Argentinien. Und es war alles wieder genau so wie 1977: Keiner wusste irgend etwas, aber López war verschwunden. Die Schrecken der finstersten Zeit der Nation waren wieder gegenwärtig. Es war als ob die Geschichte sich einfach wiederholen würde. Und diejenigen, die das Inferno des Schmutzigen Krieges überlebt hatten, oder ihre Angehörigen, zitterten erneut vor den “Operationen” der Polizeikräfte genau wie anno 1977.
Weil wir, die Älteren, Zeugen dieser Ära des Schreckens waren, dürfen wir heute, da in Lateinamerika bessere Zeiten aufgezogen sind, nicht schweigen. Übrigens führen uns Beispiele wie das des „Verschwindens” jenes argentinischen Zeitzeugen Jorge Julio López erschreckend vor Augen, dass der „Condor” noch immer fliegt!
Und den Jüngeren, die mit solchen Namen wie Stroessner, Médici, Videla, Somoza, Pinochet, Banzer oder Fujimori vielleicht keine Vorstellung mehr verbinden, sei die Wahrheit ans Herz gelegt, dass uns die Rückschau auf die eigene Geschichte auf unserem Weg in die Zukunft ebenso zu orientieren vermag, wie der Blick in den Rückspiegel den Autofahrer vor Gefahren schützen kann.
Ich freue mich über die mir liebenswürdigerweise gebotene Möglichkeit, per latinotopia insbesondere auch unsere lateinamerikanischen Freunde „in der Diaspora”, ansprechen zu können und möchte sie mit einem fuerte abrazo herzlich begrüßen. Ein portugiesischer Text über ein für mich überaus markantes Ereignis in Brasília mag zugleich als eine Art von Vorstellung gegenüber denjenigen Lesern, die mich bisher nicht kennen, dienen.
Heinz F. Dressel
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