O dia 1 de abril de 1964 em Dois Irmãos - RS

Durante a páscoa do ano de 1964 (29 de Abril) quase todo mundo esperava qualquer interferência grave na vida da nação.

Apesar de que eramos preparados, ao tomarmos conta atravez da radio-emissora gaúcha, na terça-feira, 31 de narço, pelas 22 horas da noite, que as tropas do general Morão estavam marchando de Belo Horizinte rumo a cidade do Rio de Janeiro, ficamos profundamente chocados. Até as 2 horas da madrugada sempre surgiram novas notícias alarmantes.

Na minha agenda profissional do ano de1964 encontra-se uma anotação sublinhada de lapis vermellho: GOLPE DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

O III exército, responsável pela seguranca da região suleira do país, havia colocado imediatamente suas „tropas táticas” ao longo da BR-2, artéria principal do transito entre os estados de Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, como medida de proteção do território do Estado de Rio Grande do Sul.

No dia 2 de abril anoteei na agenda:

7 horas fala Meneghetti.

golpe da esquerda

interdição da comunicação pelos meios de informação

começo da „Legalidade II Brizola”

Imediatamente apòs uma proclamação do governador riograndense, Ildo Meneghetti, começou a falar o general Ladário Teles, depois o Brizola declarou „a II. LEGALIDADE” - o segundo movimento em prol do respeito perante a legalidade do governo, ou seja, perante o Presidente da República, João Goulart.

O presidente João Goulart havia providenciado a presençã do general Ladário no estado do Rio Rgande do Sul afim de que sejam devidamente defendidas as instituições legais. Acontece que general Galhardo, até então chefe do III exército, havia sido deposto, já que não a posição política dele não foi suficientemente clara. Depois de ser deposto, ele viajou aao Rio. Brizola mandou ocupar as radio-emissoras e emissoras de TV.

Até as 10 horas da manhã havia interdição da comunicação pelos meios de informação. Pontualmente as 10 horas o general Ladário mandou promulgar uma mesagem dirigida a população da inteira região militar coberta pelo III exército, ou seja Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A „Brigada Militar”, um contingente da Polícia Militar, subordinado ao governo do Estado de Rio Grande do Sul, ficou integrada ao exército nacional - uma ordem que provocou o imediato protesto do Governador do Estado, Ildo Meneghetti, que havia transferido a sede do governo para Passo Fundo.

O general Ladário declarou sua disposição de lutar em favor do re-estabelecimento da lei e ordem em todo território da república com palavras como:

„O poder satânico dos privilégios não conseguirá de novo de tirar a bandeira das reformas das mãos do povo. Para este povo lutaremos unidos, exército e povo conjunto … Tenho certeza e confiança, que nossa causa é santa e que ninguém nos possa roubar a vitória que é nossa.”

Em seguida foi Leonel Brizola quem falou con a intenção de conjurar o míto dos „grupos dos onze”. Um de seus admiradores em Dois Irmãos havia-se aproximado de mim uns dias atráz, na sexta-feira-santa, e avisado: „Os militares em São Leopoldo estão bem informados sobre sua posição política!” Parece, que o departamento de inteligência militar havia funcionado de maneira exelente. (O chefe do 19 regimento de infanteria, Tte Coronel Oswaldo Nunes, foi conhecido como admirador do governo do Jango.) A garnisão estava em prontidão, aguardando ordens. Neste meio tempo examinava-se as reservas de armas e munição estocados na III região militar e se chegava ao resultado de que havia 20.000 armas de fogo mais 6.000.000 tiros de munição.

Pelas 16 horas de tarde o presidente Goulart aterrisou em Porto Alegre. Em Brasília, neste meio tempo, o parlamento declarou vaga a posição mais alta da República.

No Rio Grande do Sul, o deputado Brizola, apoiado pelo chefe da III região militar, chamou o povo às armas.

O ministro de guerra, neste meio tempo, enviou tropas rumo à região suleira do país.

O governador Meneghetti. com sede provisória em Passo Fundo, anunciou a marcha duma tropa de 5.000 homens, reforçados por um contingente de voluntários, rumo a Porto Alegre, apelando ao general Ladário que este reconhecesse a realidade e evitasse qualquer derramamento de sangue inocente.

Na tarde daquele dia, antes de Goulart embarcar e deixar o país, acompanhamos, um aparelho de rádio transistor nas mãos, o famos comissio na Praça da Prefeitura em Porto Alegre. Brizola instigou os uub-oficiais e sargentos para que atacarem seus oficiais - „e seja a a unha” - caso que estes não aceitassen a liderança dele nesta luta. Neste caso os sargentos deveriam assumir o comando da tropa, afim de garantir a vitória da causa nacional.

Brizola anunciou a formação duma „milícia popular”. Cada vez que ele mencionou o nome do governador Meneghetti, e dos „conservadores”, a multidão começou de gritar: „paredão, paredão!”Durante a noite seguinte resolvi de fazer tudo que era dentro de meu alcance, para impossibilitar qualquer tipo de confrontação dentro das margens de minha paróquia de Dois Irmãos. Queria tentar de evitar situações em que por exemplo jovens inocentes se deixariam atrair pela idéia de formar um grupo desta „milícia popular”. Resolvi fazer tudo possível para evitar que no meio destes colonos, naquela época politicamente pouco aclarecidos,

fosse derramado sangue inocente (e a palavra „inocente” vem de „não ter noção de nada”).

Eu tinha escutado os repetidos apelos de Brizola de formar „milícias”. Devido aos meus contatos com a esquerda radical havia tomado conhecimento da existencia de lugares onde havia núcleos onde se cogitava a formação de clandestinos grupos de extremistas - armados ou ainda não armados. Fiquei preocupado ao pensar nas poddíveis intenções dum amigo da casa, líder dos PTBistas no lugar, mas exercenddo sua profissão na capital do estado; ele era capaz de aparecer de repente em Dois Irmãos com a idéis de formar um grupo destes. Tive conhecimento de que em outras cidades já ficaram ocupados prefeituras e emissoras de radio por tais grupos. Até joje não se sabe com exatidão o número destes „grupos dos onze” existiam neste Brasil, mas é um fato mesmo que o apelo do Brizola foi ouvido em praticamente todos os estados da República e não apenas no Rio Grande do Sul. A repercussão também em círculos do PCB, inclusive em grupos de dissidentes do PCB - e não apenas no PTB - era surpreendente.

Calculei que Jango provavelmente pudesse manter-se em Porto Alegre por nais ou menos duas semanas ao máximo. Ests avaliação me motivou no dia 2 de abril de procurar o prefeito, afim de falar com ele sobre a situação atual do país. O perguntei, quem nesta situação caotica de fato governava: o governador encontrou-se „incomunicado” em Passo Fundo, o Brizola na capital do Estado, aproveitando-se dos meios de comunicação indispensáveis; perguntei, então, quem era quem de fato governava, e quem governava em nosso município de Dois Irmãos: era o prefeito que governava ou, quem sabe, o degado de polícia do lugar (que era admirador fervente do Brizola)? E, pergunteri, quem era que governava o Estadi de Rio Grande do Sul - o Meneghetti, o João Goulart o ou Leonel Brizola com o III exército?

A resposta do homem revelou o real tamanho da confusão e do medo do clássico cidadão humilde e obediente da zona rural ou semi-rural: „Quando o pessoal lá em Porto Alegre manda ordens, somos obrigados de cumprir as ordens que deles recebemos.” O prefeito continuou falando, lamentando: „Nunca antes passamos por uma situação dest, é a primeira vez rm toda minha vida! Não sei o que eu devo fazer. Na outra vez, em 1961, durante o Primeiro Movimento da Legalidade, eles haviam nos mandados instruções da capital do Estado.” Responii: „O senhor não é comunista e eu o sou tampouco, e também os nossos colonos não são. A Igreja Católica ainda não se manifestou, mas ela também não defende a bandeira comunista, por isso não devemos permitir que uma minoria por acaso produzisse câos e desordem neste município; não devemos permitir que venha uma minoria com o propósito de por os moradores em arma, arriscando que se esgotasse sangue inocente num encontro irracional. Por isso temos o dever de por as regras do jogo e proibir que alguem apareçã na rua armado. Quem vai pra rua com uma arma na mão vai pra cadeia!”

O prefeito ficou contente pela orientação que havia recebido e fez apologias por motivo de sua inexperiência e disse que a atual situação significava para ele algo completamente novo e desconhecido. Depois disso ele me perguntou: „Como vou aplicar na pratica este conceito que ora discutimos?” Aconselhei que evitasse de discutir o assunto com o chefe da polícia, senão apenas visitá-lo e declarar o mesmo que declarou o prefeito de Porto Alegre, Sereno Chaise, durante aquele comíssio da Praça da Prefeitura: „Aqui neste município sou eu quem manda e quem garante a ordem! Eu não tolero que alquem andasse armado pelas ruas da cidade. Quem não obedece, vai ser preso pela polícia e marcha instantaneamente pra cadeia!”

O prefeito me prometeu, de convocar ainda na mesma tarde os vereadores e de convidar também os religiosos das tres comunidades sedeadas na cidade. Eu ainda ofereci de ir com o prefeito ainda no mesmo dia ao quartel da infanteria em São Leopoldo afim de conversarmos com os militares.

Graças a deus, pelas 13.30 horas, a radioemissora Guaiba promulgou a notícia referente a desição do presidente João Goularts, de abandonar o país, afim de evitar uma guerra civil com muitos mortos - grandeza gaúcha!

Seja-me permitido de acrescentar um episódio típico que ocorreu nos primeiros dias de abril de 1964 em Dois Irmãos:

Alguns dias depois do golpe parou em frente da delegacia de polícia - vizinhança pertinha da casa paroquial - uma caravana composta de cinco veículos: um jeepe, um van e tres caminhões cheios de soldados vesttidos de uniforme de combate e fortemente armados. O objetivo deles era procurar e prender comunistas. Este tipo de „razzias” com o objetivo de capturar militantes daqueles misteriosos „grupos dos onze”inclusive em lugarejos muito remotos eram frequentes naqueles dias pòs-golpe (Direito à Memória e à Verdade, S. 485)

Na calçada e na rua em frente da delegacia , vis-a-vis do terreno da Comunidade Evangélica havia um aglomerado de militares. Atravesí a rua e perguntei brincando com os soldados, se porventurea sua visita tinha o objetivo de gozar um dos famosos churrascos suculentos do lugar. Os praçãs não não reagiram e ficavam calados.

Neste meio tempo havia chegado em frente da delegacia de polícia também o prefeito. O cumprimentei e pergunteri qual era Ia razão desta invasão castrense. A resposta reconfirmou exatamente o que me havia preocupado: „Eles tem ordem de caçar comunistas, todos os comunistas comprtovados e subversivos que morram no município.” Responií: „Muito bem, todo mundo sabe que não etm este tipo de gente aqui.” E adicionei para o comandante da tropa ouvir: „Durante os dias da crise reinou calma absoluta nesta cidade. Além disso, o sehnor prefeito havia tomado providencias para evitar qualquer perturbação da ordem.”

O prefeito, seu Walter Fleck, mais uma vez me agradeceu pela assistencia prestada e os „caçadores de comunistas” iam- se embora rumo a São Leopoldo sem terem caçados nada e ninguem. No contexto deste episódio lembro-me ainda bem dum momento meio engraçado: o jeepe do comandante só se moveu do lugar depois que a gente com forças unidas o empurrou…

O Brasil vai fugir da confrontação com os crimes da ditadura?

O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre uma reinterpretação da Lei da Anistia de 1979 - a qual protege integralmente os respectivos representantes dos governos militares de serem julgados por execuções extrajudiciais, por torturas e por estupros -, este julgamento do STF que tomou lugar no dia 28 de abril 2010 em Brasília, infelizmente indulta e protege àqueles representantes dos governos militares que de maneira maciça cometeram crimes contra a humanidade.

Fazendo parte do primeiro grupo de pessoas que assinaram o „Apelo ao Supremo Tribunal Federal: Não anistie os torturadores”, enviado pelo Comitê Contra a Anistia dos Torturadores, observo com estranheza e repúdio a decisão do Supremo, que em última análise absolve os torturadores que andam por aí como qualquer policial ou militar honesto, que está cumprindo seu dever de zelar pela observação das leis e pela manutenção da ordem pública no Brasil.

Engana-se o Supremo, que iguala as vitimas do terror da ditadura com os torturadores. É um equívoco falar numa „bilateralidade” com referência aos dois lados, os torturadores e as vítimas do terror nos porões. Fato é, que o governo militar em 1979 promulgou uma Lei de Anistia que exonerava todos os acusados que cometeram „crimes políticos ou conexo com estes”. As violações dos direitos humanos cometidas por agentes de segurança ou outros integrantes dos governos militares foram interpretadas como „atos políticos”, coisa injustificável, porque num Estado de direito nunca pode-se classificar prisões e execuções extrajudiciais, torturas, estupros ou desaparecimento „a serviço da Pátria” como „crimes políticos ou conexo com estes” e os incluir na anistia. É coisa absurdíssima mesmo, que só se explica refletindo sobre os motivos de tal argumentação. Quem sabe, a razão do julgamento era a mesma que valeu na elaboração da lei de 1979: a „pacificação do País”.

Sem dúvida, desde os tempos da ditadura já passaram umas décadas, por isso vale lembrar os fatos básicos do assunto em disputa:

Foi Dom Hélder Câmara quem disse, a violência dos terroristas de esquerda era a de número 2, derivada da violência número 1, ou seja, a deposição de Jango. As hostilidades foram iniciadas pelos militares que passaram a prender e a torturar, comprovadamente já nos primeiros dias da „revolução salvadora”, como costumaram chamar o movimento dos generais que assaltaram o Poder.

Os que se envolveram na luta contra a ditadura, contra os torturadores e seus mandantes, estavam apenas reagindo à violência. Atiraram depois; os que foram absurdamente chamados de guerrilheiros e até de terroristas, agiram e reagiram em legítima defesa.

Nao foi como o ex-ministo dos generais (Educação e Justiça), Jarbas Passarinho, me quis fazer crer quando me escrevia numa carta datada em 16 de dezembro de 1996, ao responder uma carta tipo resenha da interessantíssima biografia dele, que lhe havia enviado no dia 13.11.1996:

“Não sei se o senhor conhece o livro: ‘A esquerda armada no Brasil’. premiado em Cuba e escrito a partir de depoimentos de guerrilheiros e terroristas de filiação comunista. Publicado em 1973, nele se contam as ações de assassinato denominadas „justiçamento”, como as do capitão americano Chandler, sob pretexto de ter lutado contra o povo vietnamita e ser „agente do CIA”; do empresário Boilensen; e do major alemão, aluno da Escola de Estado Maior do Exército brasileiro, „justiçado” por engano, tomado que foi pelo capitão boliviano Gary Prado, que prendera Che Guevara. Tudo é revelado com orgulho pelos depoentes!”

Quem iniciou a violência nos dias da páscoa em 1964 não foram os ditos “terroristas de filiação comunista”, como hoje em dia alegam os militares; muito pelo contrário, foram os adeptos da „revolução democrática”, como consta o caso do famoso Gregório Bezerra, que no dia 1º de abril encontrava-se no caminho do sertão pernambucano rumo ao Recife. Ao ter chegado na usina Pedrosa em Ribeirão, ele foi preso por um capitão da PM. Na viagem ao Recife encontraram um destacamento do Exército acompanhado por um bando de pistoleiros, enviados pelo proprietário do latifúndio Estreliana a fim de matar o Gregório. Ocorreu uma disputa acerca do procedimento mais razoável: matar o preso na hora mesmo ou mais tarde? Resolveu-se levá-lo a Ribeirão. Chegado lá, amarraram o homem e o jogaram num veículo do Exército. No Recife o entregaram às mãos do general Justino Alves Bastos, comandante do IV. Exército. De lá o levaram ao quartel da Companhia de Motomecanização. Imediatamente o comandante, tenente-coronel Darcy Villocq Viana, junto com uma turma de soldados, o agrediu, batendo nele fortemente com seus fuzis, não poupando ponta pés. Acontece que entre os presos que juntamente com Gregório deram entrada havia também um médico, ao qual deram ordem de limpar o homem do sangue que correu fortemente. Este médico utilizou sua própria camisa para tratar os ferimentos do Gregório. Enquanto o médico se ocupava do Gregório Bezerra, por incrível que pareça, o tenente-coronel tentou induzir uma barra de ferro no ânus dum preso seminu. Isso aconteceu no primeiro dia do mês de abril e nenhum dos presos que passaram tais crueldades foi um „terrorista”, e nem se fala num „torturador” - não faz mais o mínimo sentido falar de „bilateralidade”, como o está fazendo o Supremo! A tortura tornou-se instrumento exclusivo das forças de segurança (que contradição!) da ditadura. Vejam a tragédia no nordeste: „Nos porões dos quartéis dominados pelos criminosos, mas também nas principais ruas do Recife, com prisioneiros sendo „passeados à vista de todos, e relembre-se, amarrados pelo pescoço”, diz Helio Fernandes. Também a „via crucis” do Gregório o levou pelas ruas da cidade. Num cenário macabro, envolto de uma multidão estarrecida na „Praça Burle Marx”, como o lugar se chama hoje, em frente da igreja do bairro de Casa Forte, perante um número de instalações da paróquia, inclusive um colégio de freiras, o comandante do destacamento militar gritou: „Venham todos e olham como se enforca o comunista Gregório Bezerra!” A madre superiora do colégio assistiu com horror o cenário bárbaro lá embaixo, quando suas alunas, cheias de medo, observaram tudo pelas janelas, pegou o telefone e avisou o bispo que imediatamente alarmou a hierarquia militar. „No último momento apareceu o coronel Ibiapina e parou as bestialidades que horrorizaram todos os moradores”, contou Paulo Cavalcanti. Sargento Gregório foi condenado para muitos anos de prisão, mas antes, junto com outros 69 presos políticos pelo governo brasileiro, foi trocado contra o embaixador da Suíça, Giovanni Enrico Bucher, sequestrado por guerrilhas urbanas, e levado ao Chile.

O terror no nordeste, produzido por elementos pertencentes ao IV. Exército chegou a tamanha extensão que o presidente Castelo Branco teve que enviar o general Ernesto Geisel, chefe da casa militar, a Pernambuco para investigar a situação devido às reclamações de todos os lados. O relatório de Geisel existe, mas faz parte dos documentos que estão sendo tratados como segredo do Estado para o cidadão brasileiro não olhar.

Dói falar sobre a tortura „ou conexo com esta”.

Notei isso, quando na ocasião de uma visita a sua casa, no dia 30.8.2007, conversei com o ex-ministro dos generais, Jarbas Passarinho. Referindo-me à biografia dele, chamei atenção do fato de que, quando há 35 anos o visitei no ministério de educação na capital, não havia deixado de fazer uma observação a respeito das coisas ocorridos „nos porões” das Forças Armadas. Ele repetiu a resposta que ele havia-me dado naquela ocasião: „Estou certo de que os senhores realmente ouviram muito mais sobre o terror clandestino nos porões da polícia ou nos recintos de certos quartéis do que nós ministros civis dos governos dos generais.”

Lembrei que o ministro Passarinho naquele vez, em 1972, havia sido o único representante do Governo militar que deixou passar a palavra „tortura” por seus lábios apesar de que ele diminuiu a admissão da existência da tortura pelo termo „não sistemática”…

Após esta reminiscência, Jarbas falou por mais tempo sobre o tópico da tortura, destacando que ele, também como membro do Exército em função de oficial de reserva, rejeitava a tortura. Aí ele mencionava um caso de tortura que havia provocado sua imediata reação bastante enérgica. Nesse contexto ele mencionou o general Frota, que sem dúvida se inclinava à direita, mas que era rigorosamente contra a tortura. Jarbas contou com orgulho que durante seu mandato de governador do Estado de Pará não havia sido necessário prender nenhuma pessoa por cause do uso da tortura.

Mas …, ao disputir sobre certos métodos da tortura, através dos quais, pelas circunstâncias dentro de um prazo muito curto, poder-se-ia receber informações essenciais de natureza militar - como havia sido com os franceses na Argélia - nestas condições o sofrimento de uma só pessoa poderia ser aceitável para salvar a vida de muitas outras pessoas. Poderia dizer-se que esse sofrimento seja apenas um sofrimento menos grave, como no dentista, que tira um dente sem anestesia alguma; dói na hora, mas a gente esquece logo … Ouvindo isso, me lembrei do lema do sumo sacerdote, Caifas, presidente dos sacerdotes naquele ano da execução do rebelde Jesus: „É melhor que morra apenas um homem pelo povo, do que deixar que o país todo seja destruído” (João 11,49).

Mas, não eram dentistas os torturadores, muito pelo contrário, eram monstros que se tornaram poderosos ao maltratar os outros. Suas vítimas eram idealistas, como Jarbas Passarinho admitiu caracterizando-os: „idealistas paradoxalmente materialistas”. Foram severamente torturados, mas nunca torturaram ninguém. Convivi durante anos com esta „diáspora” brasileira na Alemanha e na Franca, jovens formidáveis.

Entre eles Luís Travassos, líder estudantil em São Paulo, como José Serra. Nos anos 1967/68 Luís liderou grandes passeatas, gritando palavras de ordem como „O povo unido jamais será vencido” - a única arma utilizada pelos estudantes rebeldes. Luis foi co-organizador do famoso Congresso da UNE em Ibiúna, onde se reuniram mais de 1.000 estudantes, clandestinamente, como pensaram, mas o SNI estava bem informado. No último dia de seu mandato como presidente da UNE, em 12 de outubro de 1968, Travassos foi preso com 920 estudantes. O rapaz ficou detido durante um ano inteiro. Quais as bestialidades que sofreu esta juventude idealista contou o colega de Luís na direção da UNE e também na prisão, Jean–Marc von der Weid, numa entrevista ao epd–Nachrichtenspiegel Nº 12 do dia 25.3.71: desde o primeiro dia foram batidos e sistematicamente torturados, houve repetidamente execuções fingidas, os presos foram pendurados pelas pernas e torturados com choques elétricos, e praticou-se o „water boarding” ou quase-afogar das vitimas horrorizadas. Tirar um dente sem anestesia?

Travassos deixou este inferno criado pelos „órgãos de segurança” depois de um ano, acompanhado de 14 presos políticos em troca do embaixador dos Estados Unidos, Charles Burke Elbrick, sequestrado por guerrilhas urbanas. Um avião da Força Aérea os levou ao México, „banidos por tempo de vida.”

Seu caminho o levou via México, Cuba e Chile à Alemanha, onde chegou com sua esposa Marijane Lisboa e onde a Obre Ecumênica de Estudos em Bochum os acolheu.

O histórico da Marijane foi muito cruel também. Junto com a juventude estudantil carioca ela agitou nos primeiros anos depois do golpe, assistindo a passeata em 1968 em que mataram o jovem estudante Edson Luís. Por ordem do serviço de inteligência da Marinha Marijane foi presa no CENIMAR - Centro de Informações da Marinha na Ilha das Flores, onde a tortura era tão brutal que o coração da moça começou a falhar. Demorou um ano e meio até que a moça teve de se apresentar perante um tribunal militar. Apesar de absolvida, ela foi detida de novo em frente à porta do tribunal. Posta em liberdade depois de 20 dias, ficou livre durante 5 dias e de novo entrou no cárcere. Depois de 30 dias foi posta em liberdade. Um advogado da família a buscou, mas no caminho o carro dele foi parado, pegaram a Marijane, e a levaram encapuzada ao centro de tortura do Exército na Tijuca. A família conseguiu que ela fosse posta em liberdade depois de três semanas. Aí, no caminho a casa, Marijane resolveu pedir asilo na embaixada chilena, de onde se foi para Santiago. Que odisséia!

Como é que é possível falar de „bilateralidade” em vista destas pessoas que sofreram todo tipo de besteira - inclusive estupro - e que nunca na vida nem tocaram em outra pessoa; como o STF pode colocar estas pessoas do lado dos torturadores?

Como os ministros do Supremo podem chamar de bilateral a anistia dada a torturadores e a brasileiros que praticaram o “crime” de resistir a esses torturadores? - perguntou também Helio Fernandes, grande repórter da Tribuna da Imprensa, praticamente liquidada pela ditadura.

Como é possível comparar monstros como aqueles que despedaçaram o preso Bacuri Eduardo Leite, militante da guerrilha urbana, primeiro cortando-lhe uma orelha, depois tirando-lhe os olhos e arrancando-lhe um braço, destruindo seu corpo, membro por membro - como é possível comparar monstros, que fizeram coisa desta, com as vitimas que não torturaram ninguém em toda sua vida? Monstros que até esquartejaram os cadáveres de suas vitimas como se fossem bois no matadouro, métodos que se usaram no Centro de Investigação em Petrópolis-RJ.

Considerando tudo isso, o julgamento do Supremo Tribunal Federal parece ser irracional. Tortura não pode ser considerada função legítima do Estado, não é possível declarar a tortura parte dos deveres dum funcionário público, Tortura é crime contra a dignidade humana e não deve ser anistiada. Se o torturador agiu em nome do Estado, deve ser responsabilizado até o governo, como neste meio tempo acontece no Chile, na Argentina e no Uruguai.

Lamentamos que o Brasil rejeite a confrontação com um período escuro de sua história.

Nicaragua ist wieder im Gespräch

Vor 25 Jahren stand an Daniel Ortegas Seite Ernesto Cardenal, Kulturminister und in aller Welt geachteter Dichter-Priester; dazu kamen die Schriftstellerin Gioconda Belli, Vizepräsident Sergio Ramírez Dr. Carlos Tünnermann Bernheim, Erziehungsminister, Comandante Enrique Schmidt u. a. Heute spricht Ernesto Cardenal von einer „Familiendiktatur”. Ortega will seine permanente Wiederwahl legitimieren lassen, um seine Macht zu verewigen. Ein Blick auf meine Reisenotizen von 1984 frischt die Erinnerung an eine Zeit voller Hoffnung für Nicaragua auf.

 

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Venezuela und die Medien

Eine France Presse-Meldung für O Estado de S. Paulo vom 1. August besagt: Ein Mitglied des Obersten Gerichts von Venezuela legte dem Nationalkongress einen Gesetzesentwurf vor, der eine Gefängnisstrafe bis zu vier Jahren für Mitarbeiter der Medien vorsieht, die „falsche“,  „manipulierte“ oder „verdrehte“  Informationen verbreiten,  welche „den Interessen des Staates schaden“ oder gegen die „öffentliche Moral“ oder die „geistige Gesundheit“ der Bevölkerung verstoßen. Diese Delikte werden als „Medienvergehen“ bezeichnet.

„Eine Gesetzgebung in Bezug auf diese Angelegenheit ist erforderlich. Es ist notwendig, dass der venezuelanische Staat die Meinungsfreiheit reguliert“, erklärte die Generalstaatsanwältin Luisa Ortega Díaz bei der Vorlage einer vorläufigen Version des Gesetzesprojekts. „Alles hat eine Grenze und es ist notwendig, diesem Recht eine Grenze zu setzen.“  Zu den beschriebenen Delikten zählt „die Weigerung, die Herkunft einer Information zu offenbaren“ und die „willentliche Unterlassung der Weitergabe von Informationen“, die, selbst wenn sie sich im Widerspruch zu dem Recht des Schutzes journalistischer Quellen steht, eine Gefängnisstrafe von 6 Monaten bis zu 4 Jahren der Übertreter rechtfertigt. „Die Nationale Sicherheit muss gewichtiger sein als die Freiheit der Meinungsäußerung“, erklärte die Vertreterin des Obersten Gerichts, um die Initiative zu rechtfertigen.

Coronel Hugo Chavez, der sich vorgenommen hat, in seinem Land und auf dem Subkontinent den Bolivarianismo wieder zu erwecken und in Gestalt eines „Sozialismus des 21. Jahrhunderts“ auszubauen,  irritiert sich seit langem sowohl an der Meinungs- als auch an der Informationsfreiheit, die, zumindest seit der französischen Revolution, zu den unveräußerlichen Rechten eines jeden Bürgers gehören. Ein Teil der Bürger begriff sofort, dass Chávez die Daumenschrauben für die Medien empfindlich angezogen hatte und ging in Caracas zum Protest  gegen diesen Angriff auf die Pressefreiheit auf die Straße. Es darf nicht wundern, dass die Assoziation der privaten Radio- und Fernsehkanäle von einem “Frontalangriff auf die Pressefreiheit” sprach. Der Präsident der Medienkommission - CONATEL - Diosdado Cabello, dagegen verteidigte die Initiative der Regierung mit der Begründung, es gelte, „den Einfluss der Oligarchie über die Medien” zu brechen. Oligarchie ist in Venezuela mittlerweile ein Synonym für Opposition.

Die Logik des modernen caudillo, dem ein Platz in der Galerie der bekanntesten Diktatoren des Kontinents -  von Rosas und Francia über Banzer bis hin zu Alfredo Stroessner bereits sicher ist - orientiert sich an drei Voraussetzungen: 1.)  Der Aufbau des Bolivarianismus bedarf einer Menge Zeit. 2.) Diese Erkenntnis bedeutet:  die absolute Herrschaft des coronel Chávez, des Tutors eines solchen Bolivarianismus, muß auf unbegrenzte Zeit sichergestellt werden. 3.) Um den ungestörten Aufbau des von Chávez eingeleiteten „Sozialismus des 21. Jahrhunderts“ zu gewährleisten, müssen die Medien - vor allem Presse, Rundfunk und Fernsehen - der neuen Idee unterworfen und komplett synchronisiert werden.

In den ersten Augusttagen dieses Jahres - agosto, mês do sem-gosto pflegen die Nachbarn in Brasilien, offenbar auf Grund schlechter Erfahrungen, zu sagen - wurden auf Anordnung der venezuelanischen Regierung 34 Rundfunksendern (NN 3.8.09) mit der fadenscheinigen Begründung, dass die Sendegenehmigung sei entweder ausgelaufen oder der rechtmäßige Lizenzträger verstorben sei, die Sendeerlaubnis entzogen. Dieses Verfahren ist, wie man weiß, in Caracas nicht neu; wir kennen es zumindest, seit der RCTV (Radio Caracas Televisión) im Mai 2007 auf Anordnung der Regierung hatte abgeschaltet werden müssen. Es handelte sich um den ältesten Fernsehsenders Venezuelas, der seit 1953 TV-Programme ausstrahlte. Der Regierung Chávez war er als Sprachrohr der Opposition unbequem geworden, also wurde er nach der Methode Goebbels kurzerhand liquidiert. An seiner Stelle wurde TVES, ein regierungskonformer Sender, gestartet, ganz nach dem Muster des „Reichspropagandaministeriums“ in Berlin, das 1933 kurzerhand den regierungsfrommen „Deutschlandsender“ aus der Taufe zog.

Nahezu zeitgleich mit der willkürlichen Schließung von 34 Rundfunksendern kündigte die Generalstaatsanwältin Luisa Ortega Díaz eine drakonische strafrechtliche Verschärfung der Gesetze, die den Journalismus betreffen, an;  Zweck und Ziel der verschärften Gesetze ist nicht weniger, als die Aushebelung der Pressefreiheit im Lande. Im benachbarten Brasilien hatte man 1967 das ominöse Pressegesetz  - Lei de Imprensa  - geschaffen. Es ermächtigte die Militärs, völlig „legal“ Journalisten zu verhaften und völlig „rechtmäßig“ und „demokratischen“ Kriterien entsprechend abzuurteilen. Der von der venezuelanischen Generalstaatsanwältin Luisa Ortega Diaz präsentierte Gesetzesentwurf mit dem neu eingeführten Tatbestand des “Medienvergehens”, mittels dessen man Journalisten „die Panik in der Bevölkerung säen”, strafrechtlich belangen und mit bis zu vier Jahren Haft belangen kann, entspricht exakt diesem Muster.

Exakt diese Praxis versucht coronel Chávez nun in Venezuela wieder zu beleben. Die geplanten Maßnahmen stehen den berüchtigten Zensurdekreten der  sattsam bekannten Diktatoren von Santiago bis Brasília, San Salvador oder Managua in ihrer Rigorosität nichts nach; wie jene kriminalisieren sie die selbstverständlichsten Rechte und Praktiken der Journalisten und scheuen sich nicht, zur Begründung der angekündigten Maßnahmen an einigen Stellen kriminalisierende und teilweise auch völlig unverständliche Ausdrücke zu benutzen, und - um auch dies hinzuzufügen - Begriffe, die Angehörige meiner Generation in einem solchen Kontext zuletzt aus dem Mund von Nazipropagandisten vernommen haben, z. B., wo von einem Angriff aus die „geistige Gesundheit“ oder ein Attentat auf die „öffentliche Moral“ die Rede ist; deshalb darf sich auch niemand beschweren, wenn hier bestimmte Praktiken des modernen caudillo Hugo Chávez mit Goebbel‘schen Methoden verglichen werden. Im vorgegebenen Kontext klingen Ausdrücke wie salud mental oder moral pública in unseren Ohren wie  nazistische slogans, palabras nazistas, obschon in einer anderen Sprache!  Von der durch die Medien gefährdeten  „Volksgesundheit“ sprachen die Nazis.

Die Welt horcht auf, wenn wieder einmal eine Nachricht über die Verletzung der Pressefreiheit in Venezuela kursiert. Im Jahr 2007 machte der Disput über CA National Telefonos de Venezuela - CANTV Furore, 2008 hörte die Welt perplex zu, als der Minister für Kommunikation die privaten Medien als „die größten Aggressoren gegen das Recht auf Meinungsfreiheit“ bezeichnete. Mi dieser Bemerkung konterte er auf die, bei einer Tagung der Sociedade Interamericana de Imprensa  - SIP - in Madrid lautgewordene Besorgnis über den Stand der Pressefreiheit in Bolivien, Ecuador, Mexiko und Venezuela.

Der Spielraum der Medien in den Ländern, welche die „Bolivarische Revolution“ auf ihre Fahnen geschrieben haben, wird immer geringer; unter anderem steht der Schutz von Informanten der Medien auf dem Spiel. Der autoritäre Staat pocht - gegebenenfalls unter Hinweis auf die „Nationale Sicherheit“ - auf sein selbstverständliches „Recht“, die Herkunft einer Meldung zu erfahren. Dies bedeutet dann die Preisgabe der Quelle einer Information und führt die Rede von der Pressefreiheit völlig ad absurdum. Jeder Journalist, der nicht in den Verdacht der Subversion zu kommen riskieren möchte, wird auf diese Weise zu einem gefügigen Lakaien der Staatssicherheit.

Die Massenliquidierung venezuelanischer Medien im August 2009 hat der Medienbranche unzweideutig gezeigt, was die Stunde geschlagen hat.

Der „Volksautokrat“ Chávez, wie manche ihn bezeichnen, hatte bereits zwei Monate zuvor, im Juni, getönt, er werde „Schritte gegen den imperialistischen Hetzsender“ Globovision ergreifen.  Sollte dieser seine Berichterstattung - z. B. über Themen wie Korruption, Inflation, verminderte Einnahmen im Petroleumgeschäft, Arbeitslosigkeit und dergleichen mehr  - nicht ändern, werde er ihm „den Saft abdrehen.“  Im Jahr zuvor hatte man zwei Journalisten bereits den „Saft abgedreht“.  Im Juni 2008 prügelte man einen unbequemen Journalisten - Javier García - zu Tode; damit waren kurz nacheinander zwei oppositionelle Journalisten gewaltsam  ums Leben gekommen. Pierre Fould Gerges war Vizepräsident eines Wirtschaftsblattes. Dieses hatte gerade eine Reihe von Artikeln über Fälle von Korruption durch staatliche Organe veröffentlicht. Auf dem Weg nach Hause starb der Publizist in seinem Auto, nachdem ihn mindestens zehn Kugeln getroffen hatten.

Derartige Vorfälle sollten nach dem Willen der Regierung künftighin vermieden werden; statt dessen sollte das Parlament in Kürze ein Gesetz verabschieden, das „die Meinungsfreiheit reguliert“, unter anderem, indem der Staat die Befugnis erhält, die Finanzen aller Nicht-Regierungs-Organisationen - und damit auch der privaten TV-Rundfunk- und Printmedien - zu kontrollieren. So konnte man leichter und weniger spektakulär den „Saft abdrehen“, wo man dies für nötig hielt.

“Es ist notwendig, dass der Staat in Venezuela die Meinungsfreiheit reguliert“, hatte die Generalstaatsanwältin Luisa Ortega Díaz in ihrem statement vor der Presse erklärt. Damit positionierte sie sich oder den bolivarianischen Staat „Seit an Seit“ nicht nur mit dem Sozialismus stalinistischer oder maoistischer Prägung, sondern - ohne dies in ihrer politischen Naivität zu begreifen - mit dem System Goebbels, das uns sehr schnell gelehrt hatte, dass regulierte und reglementierte Freiheit keine Freiheit mehr ist. Luisa Ortega Díaz sollte eigentlich bekannt sein, dass die Interamerikanische Menschenrechtskommission in ihrem Jahresbericht 2009 die Einschüchterung von Oppositionspolitikern und Fälle von Medienzensur in ihrem Land gerügt hatte. Bereits im März 2008 war die Regierung Chávez von der Sociedade Interamericana de Imprensa - SIP - angeklagt worden, die Meinungsfreiheit verletzt zu haben. Es hatte sogar einen gelinden Eklat gegeben: bevor nämlich eine Inspektionsgruppe der SIP nach Venezuela reiste, gab man ihr deutlich zu verstehen, dass sie in Caracas nicht erwünscht sei. Im Jahre 2007 hatte es übrigens auch eine Verstimmung gegeben, als Caracas in bestimmten Fällen plötzlich eine Beschränkung der Freizügigkeit im Zusammenhang mit der Auslandspresse verfügte. Im Dezember 2007 hatte Venezuela von brasilianischen Journalisten im letzten Augenblick überraschend die Vorlage eines Visums verlangt, ehe sie zur Berichterstattung über das Treffen der beiden Staatschefs Hugo Chávez und Inácio Lula da Silva einreisen durften, wohingegen ausländische Journalisten, die den Ruhm des Bolivarianismus verbreiteten, ohne irgendwelche Beschränkungen ungehindert einreisen und arbeiten durften.

Die Absicht - Ziel oder Zweck aller derartigen Maßnahmen - ist klar: es geht um die Errichtung eines absolutistischen „Sozialismus des 21. Jahrhunderts“; da sind alle Mittel recht, welche dem Siegeslauf der neuen Zeit die Bahn freimachen; dazu gehört selbstverständlich auch die Manipulation des Wahlgesetzes, durch die soll verhindert werden soll, dass die Opposition Oberwasser erhält. Es ist noch nicht vergessen, wie Hugo Chávez nach den Wahlen in Dezember 2005 großschnäuzig vom „Tod“ der Oppositionsparteien gesprochen und  erklärt hatte, die Wahl sei zu ihrem „Grab“ geworden. Diese Parteien hätten bereits lange genug gelebt und nun sei die Stunde ihres Todes gekommen. Wie sehr dem caudillo die Opposition zu Schaffen macht, offenbart nicht nur seine drastische Sprache, vielmehr demonstrieren es auch die ungewöhnlichen Maßnahmen, deren er sich zu ihrer Bekämpfung bedient: So befahl er den venezuelanischen Streitkräften, die von der Opposition verwaltete Häfen und Flugplätze des Landes militärisch - wie im Krieg also - zu besetzen. Vor der Regionalwahl im November 2008, um ein anderes Beispiel zu nennen, verkündete Chávez lautstark, er sei  „entschlossen, Manuel Rosales, der unbequeme Oppositionschef unter allen Umständen „ins Gefängnis zu bringen; der aber suchte und fand in Peru Asyl, woraufhin Caracas sogleich die Abberufung des Botschafters aus Lima ankündigte. Zu den Kampfmaßnahmen, wie coronel Chávez sie bevorzugt, gehört auch die Androhung vom September 2007, Schulen, die sich den Erfordernissen im Zusammenhang mit der Installation des „Sozialismus des 21. Jahrhunderts“ nicht anpassten, zu schließen. Als Kuriosum vielleicht noch ein Detail: Neuerdings wird in Venezuela der Import von handies erschwert und streng kontrolliert. Es würde möglicherweise die „Nationale Sicherheit“ bedrohen, wenn die Venezuelaner über das Mobiltelefon mit jedermann frei kommunizieren oder sogar im Internet surfen könnten! Schließlich gibt es noch kein Gerät, das - wie der „Volksempfänger“ zu Goebbels Zeiten - sozusagen über eine eingebaute Zensur verfügt; also mußte der Staat für entsprechende Restriktionen der bürgerlichen Freiheit sorgen!

In Deutschland haben wir Vergleichbares unter Hitler bereits einmal, vom Anfang bis zum bitteren Ende, erlebt.
Die NSDAP begannen sofort nach der Machtübernahme Hitlers mit der Säuberung der gesamten Presse. Um die beabsichtigte radikale Knebelung der Medien zu tarnen, schoss man sich zunächst auf den Begriff der „Entjudung“ ein. In Wahrheit handelte es sich dabei um ein recht vordergründiges Argument, denn in Wirklichkeit ging es um etwas ganz anderes: In einem Treffen mit Vertretern des Rundfunks am 25. März 1933, gerade zwei Monate nach der Berufung Hitlers zum Reichskanzler, machte Goebbels deutlich, dass der Rundfunk unverzüglich von Nonkonformisten und Linken gesäubert werden müsse. Andere Maßnahmen, die den Weg zum absolutistischen Staat ebnen würden, waren bereits vorausgegangen, so z. B. - nach dem Reichtagsbrand am 27. Februar - das Verbot der kommunistischen Presse, flankiert vom Verbot der Wahlpropaganda pro KPD, zunächst für 4 Wochen und pro SPD, für 2 Wochen. Bald folgte das Verbot der gesamten „marxistischen Presse“, so wie es übrigens auch mit den Parteien bald ganz aus war. Am 4. Oktober trat konsequenterweise das „Schriftleitergesetz“ in Kraft, am 12. November schließlich das Gesetz über die „Wirtschaftswerbung“, ein Desaster für die Medien, deren ökonomische Grundlage bei Wegfall eines ihrer tragenden Pfeiler gefährlich ins Wanken geriet.

Die neuen Herren in Berlin gaben sich mit Teilerfolgen nicht zufrieden. „Die Revolution, die wir gemacht haben“, tönte Goebbels am 15. November 1933, „ ist eine totale. Sie hat alle Gebiete des öffentlichen Lebens erfaßt.“ Die nationalsozialistische Revolution sei vor allem eine „kulturelle Revolution“, hieß es; (wer dächte da nicht an Mao Tse Tung?) Der „Kulturbolschewismus“ hatte dem „Germanentum“ Platz zu machen, zu dessen seinerzeit bekanntesten Propageuren der Wirrkopf Alfred Rosenberg mit seinem „Mythus des 20. Jahrhunderts“ zählte. Die Kulturrevolution war für die Äternisierung der nationalsozialistischen Macht von grundlegender Bedeutung. Es war ja nichts weniger als das „tausendjährige Reich“, das man zu installieren gedachte!

Waren es zunächst eher einzelne Vorreiter wie Goebbels mit der tonangebenden Tageszeitung „Völkischer Beobachter“, oder der infame Frankenführer Julius Streicher mit seinem Hetzblatt „Der Stürmer“, die gegen die Presse-und Meinungsfreiheit zu Felde zogen, so folgten ihnen bald die Institutionen des Staates, wie etwa die am 15.11.33 kreierte „Reichskulturkammer“, die von nun an die ideologische Aufrichtung des „Reiches“ bestimmten. Für ein Organ des Staates gab es nichts Unantastbares mehr; da gab es kein Recht aus der Zeit der „Reaktion“ mehr, das hätte respektiert werden müssen. Nun hieß es: „Die Straße frei den braunen Bataillonen, die Straße frei dem Sturmabteilungsmann …“

Die Folge der nationalsozialistischen „Bilderstürmerei“ war unter anderem, dass binnen weniger Jahre ca. 2000 Vertreter des kulturellen Lebens aus politischen Gründen das Land verließen - Schriftsteller, Künstler, Musiker, Filmschauspieler,  Filmregisseure, Journalisten,  Architekten, viele von ihnen jüdischer Herkunft.

Der schon in den 20er Jahren begonnene „Kampf um die deutsche Presse“ endete 1933 mit der Machtübernahme der NSDAP mit einem totalen Sieg des Nazismus. Mit der Begründung, den Einfluss der Juden und der Marxisten zu brechen, hatte es begonnen; am Ende waren nicht nur die Kommunisten und Sozialdemokraten aus dem politischen Leben ausgeschaltet, sondern alle Parteien außer der NSDAP. Die Regierung übte nun völlig ungestört die uneingeschränkte Herrschaft über alle Medien aus. Literatur, Rundfunk, Film und Wochenschau, Theater, Kunst, Musik - alles wurde gleichgeschaltet. Der braune Chefdemagoge  Joseph Goebbels dirigierte von seinem  „Ministerium für Volksaufklärung und Propaganda“ aus „die Kultur“. Was den neuen Herren nicht passte, wurde mit dem Makel  „entartete Kunst“ oder „entartete Musik“ etc. versehen und mit Rumpf und Stumpf ausgerottet. Die Regierung verbreitete ihre Botschaft via „Volksempfänger“, der inopportune Wellenlängen technisch ausschloß. Wer ein leistungsfähigeres Rundfunkgerät besass, hatte sich vorzusehen: Im Krieg stand auf das Abhören von Feindsendern die Todesstrafe. Kritik war kriminell. „Zähne müssen in Deutschland künftig durch die Nase gezogen werden, weil es verboten ist, den Mund aufzumachen“, flüsterten die Spötter. Als Kind hörte ich unzählige Male die Warnung: „Halt‘s Maul, sonst kommst nach Dachau!“

Die Entwicklung, die wir in Venezuela beobachten, erinnert mich in vielen Einzelheiten an die nazistische Diktatur, in der ich aufgewachsen bin. Über die Presse wurde bereits genügend gesagt.  Von der Lust des coronel Chávez auf unbegrenzte Macht war bereits die Rede. Im Dezember 2007 hatte er unverblümt erklärt, wenn er gesund bleibe, beabsichtige er bis 2050 an der Macht zu bleiben. Bis dahin, wenn nicht bereits bis 2019, sollte die Bolivarische Revolution abgeschlossen sein, kalkulierte Chávez. Seit seinem Triumph im Februar 2009 hat er die Möglichkeit, sich permanent wiederwählen zu lassen, jedenfalls ist ihm die Gültigkeit seines Mandats bis zum Jahr 2021 jetzt schon sicher. (Die unbegrenzte Wiederwahl sei „Teil der venezuelanischen Kultur“, beschwichtigte sein brasilianischer Kollege Lula neidvoll) Ich habe keinen Grund, die Einschätzung des erfahrenen brasilianischen Journalisten Hélio Fernandes zu bezweifeln, wenn er kommentiert: Chávez ist weder Sozialist noch Humanist oder auf die Entwicklung der Gesellschaft bedacht, er hat vor niemandem auch nur den geringsten Respekt.“  (TI 4.12.07)

Das Gesetz, welches Chávez das Recht verleiht, den Gouverneuren und alcaldes sozialistische Regionalchefs überzuordnen, ist bereits in Kraft.  Mir fällt dazu die Parallele aus dem „Dritten Reich“ ein, die den „Kreisleiter“ den Administratoren der Landkreise und Kommunen und den „Gauleiter“ den Provinzen überordnete, so wie der Offizier der sowjetischen Armee den Kommissar als letzte Befehls- und Kontrollinstanz über sich hatte.

Venezuela befindet sich unter Hugo Chávez auf einem gefährlichen Weg, mögen die Ideale, die man verwirklichen möchte, noch so hehr sein: ein bolivarianisches Venezuela oder sogar ein Lateinamerika im Sinne Simon Bolivars, Sozialismus des 21. Jahrhunderts oder was auch immer: wo die vom Staat eingesetzten Mittel die individuelle Freiheit antasten, ist Gefahr im Verzug. Dies gilt für die Meinungs- und Pressefreiheit ebenso wie für die Versammlungsfreiheit, wie überhaupt für die demokratischen Rechte insgesamt. Und da muß es auch erlaubt sein, dem coronel Chávez mit Don Carlos zuzurufen: „Por que no te callas?!“

ARGENTINIEN IM FOCUS

Mit nachfolgendem Beitrag soll eine dreiteilige Serie als ein knapper Rückblick auf eine wichtige Periode argentinischer Geschichte begonnen werden, die sich im sogenannten cordobazo eindrücklich widerspiegelt. Mit der Veröffentlichung dieses wichtigen Paragraphen  der  jüngeren Geschichte Argentiniens  wird zugleich auf eine Publikation hingewiesen, die demnächst unter dem Titel erscheinen wird: DEUTSCH-ARGENTINISCHE REMINISZENZEN,  Argentinische Politik  - deutsche Diplomatie zu turbulenten Zeiten.

Argentinien nach dem „cordobazo“

Die jüngere Geschichte Argentiniens begann - im Rahmen der nach dem Ende des Zweiten Weltkriegs  einsetzenden Neuordnung vieler Völker, auch in Lateinamerika. Was Argentinien betrifft, könnte man das Jahr 1946, In welchem Juan Domingo Perón nach einer eher turbulenten Phase der Politik das Ruder des Staates übernahm, im Blick auf die kommende Entwicklung des Landes als einen wichtigen Markierungspunkt betrachten. Eine Generation später befand sich die Nation an der Schwelle zur blutigsten Diktatur, die das Volk in seiner unruhigen Geschichte jemals erlebt hatte. Politische Katastrophen brechen nicht wie ein zerstörendes Unwetter aus heiterem Himmel über ein Volk herein, sondern haben, wie wir wissen,  eine Vorgeschichte. Es gibt „Stationen der Geschichte“ wie wir sie hier einmal nennen wollen, welche die Richtung des Weges anzeigen, auf dem man sich befindet.  Eine solche Station waren die Ereignisse, die man heute als den cordobazo bezeichnet.

Zweifellos bezeichnete der cordobazo einen Wendepunkt der argentinischen Geschichte.  Auf den ersten Blick markierte er die historische  Phase von General Ongania zu General  Lanusse. De facto - könnte man dramatisierend sagen – symnolisierte er den  Umschwung von Perón zu Videla. Einer meiner koreanischen Freunde, der frühere Leiter der Korea Christian Academy, Dr. Won Yong Kang, schrieb einmal ein Buch unter dem Titel „Zwischen Tiger und Schlange“.  In seiner Predigt vom 15.Oktober 1971, dem Tag,  an dem in Südkorea das Kriegsrecht in Kraft trat, erinnerte Dr. Kang im Gottesdienst der Presbyterianischen Kirche von Seoul an die alte asiatische Fabel von einem Mann. der auf seinem Weg durch gefährliches Gelände von einem Tiger angegriffen worden war. Um der Bestie zu entrinnen, sprang der Mann in ein tiefes Brunnenloch. Zu seinem Glück konnte er sich am Ast eines verkrüppelten Baumes, der auf halber Höhe aus der Wand herausragte,  festklammern und so der Wut des Tigers entkommen, der oben vom Brunnenrand fauchend und mit drohend erhobener Pranke auf ihn hinunter starrte. Voller Angst ­blickte der Mann in die Tiefe und überlegte, ob er nicht sicherheitshalber hinabspringen sollte. Doch voller Schrecken sah er auf dem Boden des Brunnens den weit geöffneten Rachen einer großen, giftigen Schlange. Sie wartete nur darauf, ihn zu verschlingen. Eine verzweifelte Situation: oben der Tiger, unten die Schlange! An diese Geschichte mußte ich denken, als ich mich mit der Bedeutung des cordobazo für das argentinische Volk befaßte.

Der „cordobazo“ vom 29. Mai 1969 könnte durchaus als Spiegelbild der damaligen nationalen Situation Argentiniens betrachtet werden, jedenfalls bildete er den Auftakt zum „letzten Gefecht“ des „Peronismus“, der seit dem Sturz des Caudillos im Jahre 1955 mehr oder weniger in den Untergrund verdrängt worden war.  Zugleich kündigte er „ungestümes Wetter“ an, an dessen Ende die gnadenlose Unterdrückung aller bürgerlichen Rechte und Freiheiten durch die harte Hand einer barbarischen Diktatur stehen sollte.

Meine ersten persönlichen Eindrücke vom peronismo gehen auf das Jahr 1972 zurück, als mir bei einem Besuch in Buenos Aires eine Zahnmedizinerin und lutherische Pfarrfrau namens Mercedes vorgestellt wurde, eine sozial außerordentlich engagierte Patriotin. Einer Familie entstammend, die der Sozialpolitik Peróns selbst viel  zu verdanken hatte,  war sie ganz selbstverständlich Mitglied der „Peronistischen Jugend“ und später der Partei geworden - ein klassisches Beispiel, könnte man sagen, für die Jugend eines ganzen Volkes: Die jungen Leute hatten die Inklination zum Peronismus mit der Muttermilch eingesogen und von Kindesbeinen an den Glaubenssatz vernommen: que de Perón abajo todos eramos iguales  (abgesehen von Perón sind alle Menschen gleich), wie es Álvaro Abós in seiner politischen Autobiographie ausdrückte. Das gesamte Leben der Argentinier war von einem Peronismus mythischen Charakters und von einer politischen Kultur geprägt, in deren Mittelpunkt die „Ikone“ Perón stand. Zum Mythos Perón  trug maßgeblich auch Evita bei, die nach ihrem Tode sozusagen zur Heiligen des Landes erhoben worden war. So engagierte sich also  Mercedes in den 60er Jahren mit ganzem Herzen  in einem Kreis von Priestern für die Dritte Welt. Prof. Obermüller von ISEDET hatte sie gebeten, den Besucher in die argentinische „Realität“ einzuführen. In diesem Zusammenhang machte sie mich auch mit dem „Sozialzentrum Albert Schweitzer“ im Hafenviertel der Capitale bekannt. Der ganze Bau, eine einfache Baracke, war der Umgebung gut angepasst und war eher zu armselig und schmutzig als auch nur um ein Grad zu luxuriös ausgefallen. In diesem Zentrum wurde auch Volksschulunterricht gehalten. Die Kinder kamen aus einem Elendsviertel, das sich in der unmittelbaren Nachbarschaft gebildet hatte. Es gab auch einen kleinen Behandlungsraum für gynäkologische Untersuchungen. Die Kartei der Arztpraxis zeigte, dass es dort viele Klienten zu behandeln galt, gebührenfrei, versteht sich. Außerdem gab es  eine öffentliche Dusche, die für 1 Peso benutzt werden konnte; die meisten Leute hatten ja in ihrer schlichten Behausung kein fließendes Wasser und waren auf öffentliche Duschen angewiesen. Man beabsichtigte 1972 im Sozialzentrum einen zahnärztlichen Betreuungsdienst aufzubauen, verfügte jedoch nicht über die notwendige Einrichtung, besass weder einen Behandlungsstuhl noch irgendwelche Ausrüstung. Man wollte zunächst ein Team von (ehrenamtlichen) Zahnärzten bilden und sich dann an „Brot für die Welt“ wenden und um die Finanzierung eines Stuhles bitten. Ich hielt dies für eine sehr sinnvolle Investition und setzte mich dann in Deutschland für eine entsprechende Unterstützung ein.

In einem Brief vom 26.1.73 bedankte sich Mercedes für die Hilfe bei der Beschaffung eines gebrauchten Zahnarztstuhls für das Centro Médico Social Albert Schweitzer – wobei Dr. A. van Soest vom Deutschen Institut für Ärztliche Mission (Difäm) in Tübingen entscheidend mitgeholfen hatte – sowie für die Überweisung einer Geldspende und fügte eine Bemerkung über die politische Entwicklung in Argentinien bei: „Sie werden über die politische Situation in unserem Lande und über die infame Kampagne, welche die Regierung gegen die Volksbewegung, die durch die Nationale Befreiungsfront (eine Allianz zwischen dem Peronismus und anderen politischen Kräften)  repräsentiert wird, im Bilde sein.“ Álvaros Abós‘ Bemerkung:  „der Antiperonismus machte die Jugend zu Peronisten“ entspricht exakt der damaligen Realität.  „Als Führer der Jugend streben wir danach, das Glück des Menschen und die Größe des Vaterlandes und darüber hinaus die Einheit Lateinamerikas erfüllt zu sehen. Gegenwärtig spricht man von der Unterzeichnung des Friedensvertrages mit Vietnam, und es wäre wunderbar, wenn der Mensch damit begänne, sich Gott zu nähern, um den inneren Frieden, der in dieser Zeit so nötig ist, zu gewinnen”, hieß es weiter in Mercedes‘ Brief.

Vier Wochen später berichtete sie: “Ich arbeite politisch auf nationaler Ebene zusammen mit einer Gruppe junger  berufstätiger Frauen. Wir beschäftigen uns mit den Projekten, welche die Regierung der Justitialisten (Justitialistische Befreiungsfront) realisieren will. Auf Peróns Anordnung hin hat die Befreiungsfront als Kandidaten die Doktoren Cámpora für die Präsidentschaft und Solano Lima als Vize aufgestellt.“  Die Frente Nacional Justicialista bildete sich 1972 aus der Partei (Partido Justicialista) unter der Regie des in Madrid befindlichen Ex-Präsidenten Perón und seines in Argentinien agierenden Sachwalters, Héctor J. Cámpora.  Des weiteren zählte zu dem Bündnis die Bewegung für Integration und Entwicklung (MID) unter Anführung des Ex-Präsidenten Frondizi und Rogelios Frigerios; außerdem nahmen drei kleinere Parteien - Partido Conservador Popular unter der Führung von Vicente Solano Lima, der dann unter Cámpora als Vizepräsident agierte, und Partido Popular Cristiano unter  Oscar Allende, sowie die Unión del Pueblo Argentino (Udelpa) unter Horacio Sueldo y Héctor Sandler  - an der Frente teil. Diese Parteien trennten sich am Ende von der Frente Justicialista de Liberación (Frejuli), um die Alianza Popular Revolucionaria zu bilden. Bei der Wahl im März 1973 errang Frejuli satte 50% der Stimmen, während die APR  8% für sich zu verbuchen vermochte.

Mercedes fuhr in ihrem Brief vom Februar 73 fort: „Wir stellen fest, dass die geplanten Arbeitsprojekte vor allen Dingen die Kinder sowie die berufstätigen Frauen, einschließlich der Hausangestellten, im Blick haben. Es handelt sich um großartige Projekte, die jenen der einstigen Eva-Perón–Stiftung vergleichbar sind.” Die Fundación-Eva-Perón wurde während des ersten Mandats des Caudillos (1946-1952) gegründet und von der Präsidentengattin geleitet. Die Opposition hatte stets daran Anstoß genommen, dass sich das Stiftungsvermögen aus „Spenden“ speiste, die unter mildem Druck der Vorsitzenden eingegangen waren.

Am 26.3.73 schrieb Mercedes: „Ich nehme an, dass Sie durch die Presse über den totalen Triumph des Peronismus bei den Wahlen vom 11. März, dem Datum unserer Befreiung, informiert sind. Das Schwierigste steht nun erst bevor, nämlich die Etappe des Wiederaufbaus; unser Ziel ist der christliche nationale Sozialismus, den wir mit Gottes Hilfe erreichen werden.“ Der Enthusiasmus und die Euphorie jener Generation waren grenzenlos. Die Herzen der Studenten schlugen für die Ideale des Peronismus. Die gesamte Mittelklasse war peronistisch. Als 1973 der entscheidende Wahltag kam, war die gesamte argentinische Jugend voll „peronisiert“. Der Peronismus der Jugend und die guerrilla, die montoneros, waren so etwas wie der Schaum auf einer riesigen Woge des Peronismus, Schaum als der geräuschvollste Sektor, der von sich reden machte, ohne jedoch tatsächlich das Zentrum gewesen zu sein. „1960 war Perón für die Jugendlichen ein schlimmes Wort. Damals haben wir uns seinetwegen in unserer Einsamkeit und in unserem Unverstand gebalgt. Zehn Jahre später war er der Prophet der Revolution,“ erinnert sich Álvaro Abós. „Ein Komplex nationaler und internationaler Umstände hatte den Sinneswandel erzwungen. Die kubanische Revolution und die teoria foquista Che Guevaras hatten die Jugend des gesamten Kontinents radikalisiert.  Eine Welle jugendlichen Protests ging um die Welt: die chinesische Kulturrevolution, der Mai 68 in Paris, das II. Vatikanische Konzil, in dessen Gefolge in Lateinamerika die Theologie der Befreiung Wurzeln schlug, welche die Verantwortung einer Kirche des Volkes für die Armen auf ihre Fahnen schrieb, ein Impuls, der sich in der Bewegung der Priester für die Dritte Welt manifestierte“ - dies waren einige der nationalen und internationalen Faktoren, die dazu geführt hatten, dass praktisch die gesamte Jugend des Landes sich um Perón scharte.

Padre Carlos Múgica, einer der „Priester für die Dritte Welt“, sagte später im mexikanischen Exil von der argentinischen Jugend jener Jahre: „Wir haben tiefen Respekt vor den jungen Katholiken, die, in der Überzeugung, dass die friedlichen Möglichkeiten ausgeschöpft worden sind, den Weg der Waffen gewählt haben, dem Beispiel San Martíns und „Che“ Guevara folgend, und für die Befreiung ihrer Länder kämpfen … Wir respektieren zutiefst ihre Option, die dem Glauben an Christus entspringt.  Jesus Christus starb nicht im Bett, Jesus Christus starb am Kreuz, als Opfer einer Verschwörung der Autoritäten seiner Zeit, die ihn mit seiner Botschaft der Befreiung nicht zu ertragen vermochten. So glauben wir und sind  mit Gottes Hilfe und im Bewusstsein unserer Schwäche bereit, vorwärts zu gehen bis zur letzten Konsequenz.“ (El Caso Argentino, Hablan sus Protagonistas, México 1977)

Am 29.3.74 berichtete Mercedes: „Ich fand eine Anstellung im Privatbüro von General Perón … Bald darauf begann ich im Amt der Vizepräsidentin, Frau Perón zu arbeiten, stets im Bereich der Verwaltung, bis man meine Nominierung als Angehörige der Zahnmedizinischen Abteilung des „Instituts der Rentner und Pensionäre“, in dem ich jetzt tätig bin, bewirkte … Sie fragen mich nach der gegenwärtigen Situation des Landes … Die Lage hat sich in letzter Zeit wesentlich verbessert, die Zahl der Arbeitslosen geht täglich zurück, man errichtet in einem beschleunigten Tempo Wohnungen. Sie haben ja selbst beobachtet, welche Tragödie der Wohnungsmangel in ganz Lateinamerika ist … Es besteht ein Dreijahresplan der Regierung, der alle Aspekte berücksichtigt und der termingerecht erfüllt werden wird. Es ist nur zu bedauern, dass es Leute gibt, die, anstatt das Positive zu sehen, lediglich auf die Fehler blicken. Sowohl die Marxisten der Ultralinken als auch die Leute der Ultrarechten beschmutzen den Prozess. Anstatt den Frieden zu suchen, trachten sie nach Krieg … Ich bin davon überzeugt, dass uns die Doktrin des Generals Perón mit ihrer Vision vom „Dritten Weg” einen wichtigen Platz unter den Völkern der Dritten Welt sichern wird.”

In einem Gruß zum Jahreswechsel vom 17.1.77 antwortete Mercedes auf die besorgte Anfrage  des Vf. bezüglich ihres Ergehens noch vollkommen sorglos: „Ich kann Ihnen nur sagen, dass es keinen Anlass für Ihre Besorgnis gibt und dass es mir gut geht … Es ist mir gelungen, mein Leben wieder zu ordnen, ich habe mich verheiratet und habe noch einen dreijährigen Sohn und betrachte mich als sehr glücklich … und obwohl es noch nicht lange her ist, dass ich von der Kirche nichts mehr wissen wollte, hat mir die Lektüre Ihrer Botschaften in den Nachrichten des Ökumenischen Studienwerks in dieser konfliktreichen Zeit spirituell sehr geholfen.”

Es konnte nicht ausbleiben, dass Mercedes als eine Person, die im Privatsekretariat Peróns und der Vizepräsidentin etc. mitgearbeitet hatte, als Camporista denunziert und danach monatelang von Unbekannten telefonisch belästigt wurde. Im Februar 1977 setzte eine verstärkte Welle des Psychoterrors ein, bis hin zu dem Versuch, die einst besonders von Isabelita Perón Protegierte nach bewährtem Muster mit einem Pkw zu überfahren. Mehrere Kollegen aus dem „Ministério de Bien-Estar-Social“, in dem sie tätig war, waren in jenen Wochen ermordet aufgefunden worden. Mitte März kam es in der Hauptstadt zu einer umfassenden Verhaftungsaktion, der vor allem Angehörige des, vormals von López Rega geleiteten, Wohlfahrtsministeriums zum Opfer fielen. Der frühere Rektor der Nationalen Universität in Buenos Aires, Rodolfo Puiggrós, den ich später in seinem  Refugium in Mexico-City besuchte, hat von López Rega behauptet, er sei ein Mann des CIA gewesen. „Die Zentren der weltweiten Spionage hatten die Erfahrung mit Evita. Man mußte Perón eine Anti-Evita an die Seite stellen. Isabelita war schlicht und einfach ein Mittel, dessen sich López Rega bediente, um selbst in das Umfeld Peróns zu gelangen und unersetzbar zu werden. Während wir gegen die Militärdiktatur und für den Sozialismus kämpften, arrangierte sich López Rega mit der CIA und war zweifellos mit den Geheimdiensten des Imperialismus in Verbindung. So sieht die Wahrheit aus.” (Alejandro Dorrego, Victor Azurduy, El Caso Argentino, Hablan sus protagonistas, Editorial Prisma, S.A., Serie América Latina: Los actores, México 1977) In der letzten Märzwoche 1977 erschien Mercedes aus Angst um ihr Leben nicht mehr in ihrem Büro, sondern hielt sich bei Verwandten verborgen. Nach einem verzweifelten Hilferuf, der das ÖSW über einen USA-Reisenden erreichte, wurde der akut Gefährdeten die Einreise in die Bundesrepublik ermöglicht, wo sie Mitte April - ohne die Familie (die später nachkam) – eintraf.

Wie die junge Zahnärztin Mercedes waren  zur Zeit Peróns unzählige junge Leute zunächst entscheidend von der Religion, die ihr „soziales Gewissen“ geweckt hatte, motiviert und fanden sich am Ende in politischen - zum Teil militanten - Bewegungen wieder. So beschreibt es auch Teté Piñero, deren politischer Weg dem der idealistischen Zahnmedizinerin, einschließlich des endlichen Exils, weitgehend ähnlich ist: „Die Botschaft Paulo Freires hatte mein Leben verändert. Es begann nach dem Vaticanum II und nach Medellin, im Gebiet der alten jesuitischen Mission. Im Rahmen der katholischen Kirche hatte unser Engagement begonnen und wir waren nicht mehr weit von dem Augenblick entfernt, an dem wir post-konziliaren Katholiken unserer politischen Verantwortung gewahr wurden. In jenen Tagen lernte ich meinen Mann kennen und im Bewusstsein unseres religiösen und sozialen Auftrags verschrieben wir uns beide dem Kampf um Gerechtigkeit für jene, die immer nur die Brosamen vom Tisch der Herren bekommen hatten. Mein Mann fiel in die Hände der Repression und wurde ermordet. Sieben Monate später begab ich mich mit unserer dreijährigen Tochter ins Exil, ins Nirgendwohin, es hätte Bangkok oder Australien sein können, es war alles einerlei; doch ich landete in Paris und fand schließlich eine Bleibe in der Schweiz. Der Ökumenische Rat der Kirchen öffnete mir seine Tür, ich bekam dort eine Stelle und konnte an der Genfer Universität mein Studium fortsetzen.“

Brasilien: Kirchlicher Konservativismus versus Theologie der Befreiung

Heinz F. Dressel

Was wir seit geraumer Zeit im Vatikan beobachten, nämlich einerseits die Rehabilitierung konzilfeindlicher Bischöfe und Kleriker, aber auf der anderen Seite die systematische Liquidierung der „Befreiungstheologie“, die ihre Wurzeln vor allem in Lateinamerika hat, zeichnete sich bereits seit ungefähr einem Vierteljahrhundert ab, insbesondere jedoch, seit Josef Ratzinger, der heutige Papst, im Jahre 1981 das Kommando in der päpstlichen „Glaubenskongregation“ (einst als „Inquisition“ gefürchtet) übernommen hat.

Es ist ungemein aufschlussreich, die Geschichte des innerkirchlichen Wandels von „Medellin“ bis zum „Skandal Williamson“ einmal aus brasilianischer Perspektive zu registrieren.

Die katholische Kirche in Brasilien, die seit der Eroberung des Landes durch die Portugiesen mit der jeweiligen Regie­rung eng verbunden war, besann sich nach dem II. Vatikani­schen Konzil und der Konferenz von Medellin (1968) zunehmend auf ihre gesellschaftspolitischen Aufgaben. Je entschiedener sie sich auf die Seite der Armen stellte, desto größer wurde der Abstand zur Regierung. Der Platz des Priesters sei nicht mehr die Sakristei und Evangelisation bedeute in dieser Zeit, gegen Hunger, Krieg, Unterdrückung, Folter und die Aus­beutung des Menschen zu kämpfen, hieß es in einer Erklärung des Erzbischofs von São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns.

Einer solchen Position begegnete Widerspruch nicht nur seitens des Staates, sondern auch innerhalb der Kirche. Gemeinsamer Ausgangspunkt der Opponenten gegen eine Auffassung, wie D. Paulo sie vertrat, war die Überzeugung, dass die Kirche sich aus den Dingen dieser Welt herauszuhalten bzw. dieselben den dazu Berufenen zu überlassen habe. Für die Geschäfte der res publica sei die weltliche Macht zuständig, während es Aufgabe der Kirche sei, sich um die geistlichen Dinge zu kümmern. Das war auf beiden Seiten gut traditionell katholisch gedacht. Allerdings hinkten die Verteidiger einer absoluten Abstinenz der Kirche in Sachen rerum politicarum der Entwicklung, welche die Kirche seit den Tagen einer nahezu völligen Identität des Wollens und Handelns von Staat und Kirche, wie sie zu Zeiten der Monarchie ganz selbstverständlich gewesen war, beträchtlich hinterher. Das war u. a. an dem Engagement der Kirche im sozialen Bereich abzulesen.

Bereits in den 50er Jahren hatte die Kirche in Brasilien einige bedeut­same sozialreformerische Projekte begonnen, z. B. die „Be­wegung für Erwachsenenbildung“ (MEB) oder die „Agrar­front“. Besonderen Nachdruck legte sie auf die „Bewegung A, E, I, 0, U”, d. h., die Juventude Agrária, Estudantil In­dependente, Operária und Universitária (Landjugend, Schü­lerarbeit, Unabhängige Jugendarbeit, Arbeiterjugend und Studentische Jugend). Es waren vor allem die Kleriker in den Parochien der Diözesen, sei es auf dem Lande oder in den Industriegebieten und Universitäten der Metropolen, die in solchen Projekten der Kirche wirkten. Es gab für sie nicht den geringsten Zweifel darüber, dass sie an der fundamentalen Aufgabe der Kirche mitarbeiteten, das Heil zu verkünden, an jedem Ort und zu jeder Zeit. D. Paulo hatte dies einmal ganz nüchtern so ausgedrückt: „Die Kirche ist nicht von der Welt getrennt, sondern sie lebt darin.“ Weil dem so sei, müsse jedes Bemühen um die innere Erneuerung der Kirche scheitern, wenn es ihr nicht erlaubt sei, sich mit verstärktem Engagement auf die Straßen der Welt zu begeben, um dort die ihr aufgetragene Gute Nachricht zu verkünden. Die modernen sozialreformerischen Projekte waren Früchte solcher ekklesiologischer Überlegungen. Zunächst fügten sie sich fast nahtlos in die Entwicklungsmaßnahmen der Regierung ein. So­gleich nach der Revolution vom 31. März 1964 jedoch waren die einschlägigen Organisationen einer harten staatlichen Unterdrückung ausgesetzt, die zunächst vorwiegend auf die Einschüchterung von Laienmitarbeitern zielte. Die Bischöfe verurteilten diese Unterdrückung katholischer Gruppen bereits auf ihrer ersten Konferenz nach dem Putsch der Militärs aufs schärfste. Bis zum Ausbruch der Studentenunruhen 1968, die zeitlich mit dem Beginn militanter Aktionen marxistischer Gruppen zusammenfielen, kam es dann zu einer Art von Burgfrieden zwischen Staat und Kirche.

Generell muss leider gesagt werden, dass die Kirche insgesamt, jedenfalls die große Mehrheit der katholischen Kirche, bzw, die „hierarchische Kirche“, wie manche zu sagen pflegen, die traditionelle Position der Unter­stützung der etablierten und konstituierten Macht, und im speziellen Fall ei­ner Macht, die sich 1964 im Lande einrichtete und von welcher Willkürakte und Missachtung der grundlegenden Bürgerrechte ausgingen, im Prinzip nicht verlassen hatte.

Der ehemalige Priester Pedro Mansueto de Lavor, Generalsekretär der PMDB-Pernambuco, sagte mir im Januar 1981 wörtlich: „Es gibt überhaupt keinen Zweifel, dass die Kirche das Regime unterstützt hat. Die Kirche kann dies nicht leug­nen, es gibt überhaupt keine Möglichkeit, dies zu leugnen. Damals gab es noch jene antikommunistische Abscheu innerhalb der Kirche, die so tat, als ob der Kommunismus das große Übel für Brasilien gewesen wäre, als ob es keinerlei andere Übel gegeben hätte und als ob es die Aufgabe der Kirche gewesen wäre, den Kommunismus zu bekämpfen. Die katholische Kirche hielt es in jener Zeit für ihre Aufgabe, die Rettung der Seele zu predigen, wobei oft die leiblichen und zeitlichen Probleme des Volkes übersehen worden sind, und darüber hinaus galt es, den Kommunismus als das große Übel, das wilde Tier der modernen Welt, zu bekämpfen. Nun gut, mit der Zeit ließ aber das Regime, das sich etabliert hatte, erkennen, dass es an der Macht zu bleiben gedachte, dass es sich nicht einfach um eine militärische Bewegung zur Wiederherstellung der Ord­nung gehandelt habe, und dass die Militärchefs nicht zu den Aufgaben zurückzukehren gedachten, welche die Verfassung für sie vorgesehen hatte. Die Aufgabe der Militärs ist nicht jene, die diese vor 16 Jahren übernommen haben. Sie sind jedoch geblieben, als ob sie Brasiliens Lehrmeister wären. Sie meinen dies noch heute, obwohl sie inzwischen die Zu­stimmung des Volkes und der Kirche nicht mehr besitzen. Sie sind sozusagen isoliert, aber sie halten sich durch die Magie ihrer Gesetzgebung, die sie mit Hilfe einer unterwürfi­gen Minderheit im Kongress betreiben, an der Macht.“

Die Darstellung der Situation durch den Ex-Priester unterscheidet sich übrigens in keiner Weise von der Sicht des Erzbischofs D. Paulo Evaristo Arns, der 1978 auf die Frage, wie der Staat die Sorge der Kirche um den Menschen ansehe, antwortete: „Der brasilianische Staat wünscht ein westlicher und zugleich christlicher Staat zu sein, gänzlich auf einen einzigen Feind fixiert, den Kommunismus. Die Kirche hat für ihn praktisch ein Instrument zu sein, über welches der Staat verfügt. Von daher kann man sich vorstellen, dass unser ganzer Einsatz, sowohl zur Verteidigung der Schwachen und Armen im Kampf um die Eroberung des Inneren Brasiliens, in den neuen Ländereien in Mato Grosso und Amazonien, als auch zur Verteidigung der Armen in den Städten, zur Verteidigung der politischen Gefangenen und all derer, die der Hilfe bedürfen, üblicherweise als subversives Handeln angesehen wird. Die Geschichte vom Eindringen des Kommunismus in die Reihen des Klerus ist etwas, was man Tag für Tag hören kann und die Beschuldigungen verbieten uns oft zu handeln. Übrigens hat die Kirche selbst unter dem Volk die Vorstellung verbreitet, dass der Kommunismus vom Teufel sei. Jemanden einen Kommunisten zu nennen bedeutete für das Volk, ihn als teuflisch zu bezeichnen.“

Pedro Mansueto de Lavor wurde in seiner Antwort auf meine Frage nach der Position der Kirche während der Militärdiktatur noch deutlicher: „Im Verlauf der Zeit und angesichts einer Situation der Willkür, die das Regime entweder verschleiert oder ganz offen herbei­geführt hatte, mit all den Verhaftungen und vor allen Dingen mit der Folterpraxis, und als schließlich auch Priester ver­haftet, Bischöfe verfolgt und ihre Laien ermordet wurden, ist die Kirche sich langsam dessen bewusst geworden, dass das große Übel Brasiliens nicht nur der Kommunismus ist, sondern auch die Armut, der Hunger und das Elend, die während dieses Willkürregimes zugenommen haben, und dies bedeutete doch schließlich, dass sich durch die Revolution nichts geändert hatte. Diejenigen, die vor 1964 die Macht besassen, sind auch danach an der Macht geblieben, während das Volk weiterhin an den Rand gedrängt blieb, die Armut zunahm und die ganze Lage sich nur noch verschlimmerte. Das heißt: Die Konzentration des Einkommens­in den Händen Weniger nahm ausgesprochenermaßen zu; gleichzeitig war die Beherrschung des Landes durch das Ausland ­sehr viel stärker ausgeprägt als zuvor. Die Kirche begann sich nun darüber Gedanken zumachen und begriff, was Kardinal Aloisio Lorscheider, der zweimal Präsident der Na­tionalen Bischofskonferenz gewesen ist, gesagt hat, dass nämlich dieses Regime anti-evangelisch und sündhaft sei. Dies ist zweifellos ein starkes Wort, aber auch wiederum nicht, denn die Herrschenden missachten in der Tat die Men­schenrechte etc. Früher waren diejenigen, die gegen das Militärregime eingestellt waren, die Isolierten und bildeten die Ausnahme. Heute sind dieje­nigen, die das Militärregime stützen, die Ausnahme und die Isolierten. Da ist D. Scherer dort unten im Süden. Gute Unterstützung gibt auch der Bischof von Viana in Maranhão, der alle naselang Medaillen vom Heer verliehen bekommt, und vielleicht D. Alberto dort oben in Pará, manchmal auch D. Ilton, der sehr diplomatisch ist usw… Die Brasilianische Bischofskonferenz als solche jedoch und die Mehrheit der Kir­che in der Person ihrer Vertreter und auch die Leute aus den Basisgemeinden, welche die Wirklichkeit des kirchlichen Le­bens von der Wurzel her kennen, sind gegen das Regime. Dies bedeutet allerdings nicht, dass sie sich in einer der politi­schen Parteien engagierten. Man sagt zwar, die Kirche habe angesichts der Zersplitterung der politischen Parteien ihre Sympathien für die alte Brasilianische Demokratische Bewe­gung (MDB) aufgegeben und diese heute der Arbeiterpartei (PT) zugewandt, aber das entspricht bestimmt nicht der Wahrheit.“

Seit der Präsidentschaft Costa e Silvas im März 1967 war der Kirche mehr und mehr die Rolle des moralischen Wächteramtes zugefallen, da es im öffentlichen Bereich infolge der Aufhebung bestimmter Bürgerrechte und des Inkrafttretens von Ausnahmegesetzen keine unabhängige Justiz, keine wirk­liche parlamentarische Opposition, keine autonomen Gewerk­schaften und keine freie Presse mehr gab. Die Kirche verfügte über eine bis ins letzte Dorf reichende Infrastruktur im gan­zen Land und für ihre Gottesdienste, sozialen Programme und pastoralen Verlautbarungen usw. über einen verhältnis­mäßig weitgestreckten Freiraum. Damit wurde sie zur wichtig­sten moralischen Instanz im Lande, deren Stimme intern und extern eine ge­wisse Beachtung fand. Dabei spielten, im Unterschied zur katholischen Kirche in Argentinien, die ihr rigoroser Antikommunismus angesichts der unsäglichen Gräuel des Regimes der Generäle hatte blind werden lassen, in Brasilien selbst so namhafte Repräsentanten des Episkopats wie Kardinal D. Eugenio Sales, der zu den markanten Vertretern einer eher konservativen Linie gehörte, oft eine wichtige Rolle. Obgleich entschiedener Gegner der „Theologie der Befreiung“, wusste er seinen guten Draht zu mächtigen Militärs wie General Frota zu nutzen, wenn es darum ging, Unmenschlichkeiten gegen politische Gefangene anzuzeigen. Damit befand er sich voll im Kontext der CNBB und der gesamten brasilianischen Kirche, deren Devise es war, den Dialog mit den Mächtigen zu pflegen, um Menschen zu retten, wo dies möglich war. So hatte D. Eugenio z.B. in den Tagen einer brutalen Jagd auf Kommunisten in einem offiziellen Schreiben an die Sicherheitsbehörde auf die Wichtigkeit der Auffindung einer Gruppe von Gefangenen, die „verschwunden“ sei, hingewiesen. Dies würde die Absicht der Regierung, die Menschenrechte zu achten, unter Beweis stellen. (O GLOBO, 3.3.2008)

„Die Kirche ist die einzige brasilianische Institution, die nicht in Verruf geraten ist und die bei der Bevölkerung Kre­dit genießt.“ Im Oktober 1967 verbreiteten 300 Priester in der Tagespresse den „Brief von Belo Horizonte“, ein Wort zur Stellung der Kirche angesichts des sozialen Elends, auf das der Innenminister Albuquerque Lima sehr gereizt reagierte. Er sprach ironisch von den „Priestern und Bischöfen der feiernden Linken“. In Volta Redonda, einem ständig von sozialen Krisen erschütterten Gebiet, kam es zur Verhaftung einiger Priester und Diakone. Die Erzbischöfe von São Paulo bzw. Belo Horizonte quit­tierten die staatlichen Unterdrückungsmaßnahmen durch ihr Fernbleiben bei der Ehrung des Präsidenten Costa e Silva im Oktober bzw. Dezember 1968.

Von nun an machte die staatliche Unterdrückung auch vor dem Klerus nicht mehr Halt. In etwa drei Jahren hatte man nicht weniger als 29 Priester verhaftet und vor Gericht gestellt. Im Mai 1969 geschah in Recife der Mord an dem Priester und Soziologieprofessor Antônio Henrique Pereira Neto. Das Militärgericht in Juiz de Fora klagte 1973 gleich 38 Priester des Umsturzes an. Schließlich wurden selbst Bischöfe bedroht, kirchliche Institute, wie das Instituto Brasileiro de Desenvol­vimento (IBRADES) in Rio, besetzt und der damalige Gene­ralsekretär der CNBB, Kardinal Aloisio Lor­scheider, verhaftet. Die Bischöfe Hélder Câmara von Recife, Fragoso von Cratéus, Paulo Evaristo Arns von São Paulo und andere gerieten immer stärker in die Schusslinie des Militärs. D. Paulo hatte wiederholt schriftliche Todesdrohungen erhalten. Er befand sich stets in Lebensgefahr. Die Militärs hatten einen „Unfall“ geplant, um sich dieses „gefährlichen Elements“ zu entledigen. D. Hélder wurde buchstäblich beschossen: fünfmal drangen Kugeln in seine Residenz ein. Ich habe die Einschusslöcher bei einem späteren Besuch noch sehen können.

Im Oktober 1970 wandte sich auch die Evangelische Kirche Lutherischen Bekenntnisses in Brasilien (EKLBB) mit einem „Manifest“ an den damaligen Präsidenten Emílio Garrastazú Médici, in dem auf „unmenschliche Praktiken, vor allem im Zusammenhang mit der Behandlung politischer Gefangener“, hingewiesen wurde. Unter anderem hieß es in diesem Mani­fest: „Auch in Ausnahmesituationen sind Verhaltensweisen, welche die Menschenrechte verletzen, nicht zu rechtfertigen.“

Das gespannte Klima im Verhältnis Kirche und Staat wäh­rend der Regierung Médici ließ sich auch aus einem 1973 von Erzbischof Fernando Gomes, Mato Grosso, veröffentlichten Hirtenbrief ablesen: „Es herrscht ein Regime der Gewalt, in dem alle überwacht und in den Archiven des Schreckens registriert sind.“ Dem vom Regime geför­derten Antikommunismus stehe ein Totalitarismus gegenüber, „der die Methoden eines kommunistischen Regimes über­nahm“. Alles werde als umstürzlerisch betrachtet, „was den unantastbaren Zielen des Regimes entgegensteht, die zu erreichen ihm alle Mittel, auch die infamsten, recht sind“.

Zur Charakterisierung des „Klimas“ im Verhältnis Staat - Kirche ist folgender Vorfall äußerst aufschlussreich: Präsident Médici hatte D. Paulo im Verlauf einer Audienz einmal angefahren, er „verteidige Banditen, die Unschuldige umbrächten, Botschafterentführer, die Minister bedrohten.“ Sein Platz sei „in der Sakristei“, (ähnlich wie es auch im Jahre 2007 der Präsident von Paraguay einem dortigen Bischof gegenüber formulierte, als er voller Zorn erklärte que no se meten en política - die Priester sollten sich gefälligst nicht in die Politik einmischen. (Inzwischen wurde jener einstige Bischof - Lugo - am 20.4.2008 - mit großer Mehrheit zum Präsidenten von Paraguay gewählt!) In Argentinien hatte zu Zeiten des Peronismus die „Bewegung der Priester der Dritten Welt“ von sich reden gemacht, bis die meisten jener „Priester für den Sozialismus“, wie sie sich anderorts auch nannten, sich mit dem Aufkommen der Militärdiktatur der stock-konservativen hierarchischen Kirche „beugten“ oder, sofern es ihnen nicht gelungen war, das Land rechtzeitig zu verlassen, im Kerker sassen und dann die Zahl der „Verschwundenen“ vergrößerten. In Brasilien hatten die Padres die Geborgenheit der Sakristei verlassen und waren auf die Straßen oder auf die Felder gegangen, um den Menschen in ihrem Umfeld nahe zu sein und beizustehen. Die Zeiten, zu denen die Kirche als Stütze der Mächtigen - im „Mikro- und Makrokosmos“ des riesigen Landes - gewirkt hatte und für Ordnung sorgte - vom Sklavenhaus bis zum Herrenhaus - und in denen der Padre gleichsam als Agent des Staates unter den Menschen wirkte, waren vorbei, offenbar ohne dass dies auch alle bereits bemerkt hatten. Der traditionelle Pfarrherr, der - zurückgezogen in seinem Haus oder in der Sakristei - die Sakramente verwaltet, und der nur zur Messe und in besonderen feierlichen Momenten des Lebens seiner Schäfchen in Erscheinung trat - Geburt und Grab, dazwischen die Trauung - diese Spezies von Priestern, die Ivan Illich in seinem Buch The vanishing clergymen beschrieben hatte, gehörte der Geschichte an.

Als Ernesto Geisel für die Präsidentschaft nominiert wurde, setzte man im ganzen Land große Erwartungen auf eine bal­dige allgemeine Entspannung. In der EKLB setzte man auf den deutschstämmigen Präsidenten, der eine evangelische Er­ziehung genossen hatte, besondere Hoffnung. „Wenn nun zum ersten Mal einem Lutheraner eine solche Verantwortung übertragen wird“, hieß es in einer Erklärung der EKLB, „müssen wir ihm etwas sagen (und wir hoffen, dass er es versteht) von unserer tiefen Sorge um die Mehr­heit des brasilianischen Volkes, von seinem Streben nach Frie­den, von seinen materiellen Bedürfnissen nach Arbeit, nach Schulbildung, nach Lebensunterhalt, kurz: nach einem men­schenwürdigen Leben.“

Auch die Bischöfe des Staates São Paulo meldeten sich erneut exemplarisch zu Wort. Auf ihrer Versammlung vom 27. - 30.10.1975 verabschiedeten sie unter dem Titel Não Oprimas Teu Irmão - Du sollst Deinen Bruder nicht unterdrücken - eine Erklärung. Aber auch die CNBB sah sich gezwungen, am 17.2.1977 einen Brief an die Diözesen zu richten, in dem es um die Exigências Cristãs de uma Ordem Política - Christliche Forderungen nach einer Politischen Ordnung - ging.

Die auf eine Politik der Entspannung gerichtete Hoffnung der Brasilianer erfüllte sich erst einmal nicht - abgesehen von einigen bescheidenen Anzeichen einer gewissen Liberalisierung - zumindest bis Ende 1976 nicht. Die ständige Verletzung von Menschenrechten hielt an. Die soziale Ungerechtigkeit hatte sich nicht verringert, sondern war infolge der Wirtschaftskrise nur noch spürbarer geworden.

Dementsprechend nahm in der Bevölkerung der Unmut gegenüber den Militärs zu, und auch im Klerus fand diese Stimmung ihren spezifischen Widerhall. Die Repression ließ nicht auf sich warten. In diese Atmosphäre war auch der nordamerikanische Missionar der United Methodist Church, Fred Birten Morris, hineingeraten, als er in Recife zu wirken begann. 1974 wurde er dort unter falschem Verdacht von Sicherheitskräften gekidnappt und in der Gefangenschaft schwer mißhandelt, bis man ihn aufgrund eines Ausweisungsdekrets der Regierung Geisel abschob. Sein „Verbrechen“ war das christliche Engagement zugunsten der Miserablen und Ausgeschlossenen gewesen.

Die Kirche hatte sich in all diesen Jahren unbeirrt mahnend und anklagend zu Wort gemeldet. Es gab ungezählte Er­klärungen und Proteste der katholischen Kirche wie der ver­schiedenen evangelischen Kirchen, in denen zu Menschen- und Bürgerrechtsfragen, zum Bodenrecht, zum Indianerpro­blem, zu Eingriffen in die kirchliche Arbeit usw. klar Stel­lung bezogen wurde. Ein Beispiel dafür ist der „Fall“ des im Gewahrsam der Militärs ermordeten Fernsehjournalisten Vladimir Herzog, der, wie manche es sahen, die Geschichte Brasiliens veränderte.

Im September 1977 drohte die Ausweisung des Bischofs Casaldáliga. Aus diesem Anlass veröffentlichte die Päpstliche Kommission für Gerechtigkeit und Frieden zusammen mit 19 anderen Organisationen am 18. 9. ein Manifest „Für Gerechtigkeit und Befreiung“, das in seiner Weise einen Eindruck vom systematischen Vorgehen rechts-radikaler Orga­nisationen und der Regierung gegen die Kirche zeugte, indem es die seit 1964 ausgewiesenen Pfarrer und Ordensleute auf­zählte: 1964 war Pfarrer Francisco Lage, Belo Horizonte, zu 28 Jahren Haft verurteilt worden. Es gelang ihm, in der mexika­nischen Botschaft Asyl zu finden und das Land zu verlassen. 1966 hatte man den amerikanischen Pastor Brady Tyson ausge­wiesen, 1967 den französischen Diakon Guy Thibault, 1968 den französischen Priester Pierre Wauthier, 1969 den belgischen Pater Jan Honoré Talpe. 1970 wurde Schwester Maurina Borges verhaftet und nach Mexiko verbannt, 1971 der Domi­nikanerbruder Tito de Alencar Lima nach Chile. Ebenfalls 1971 wurde der italienische Pfarrer José Pedandola ausge­wiesen. 1972 verweigerte man Pater José Comblin, dem bel­gischen Professor und Mitarbeiter Hélder Câmaras am Theo­logischen Institut von Recife (ITER), das Recht auf Wiedereinreise nach Brasilien. 1974 wurde der 1964 von der nordamerikanischen Mutterkirche nach Brasilien entsandte methodistische Pastor Frederick Birten Morris von Sicherheitskräften entführt, inhaftiert und gefoltert, bis man ihn aufgrund eines Ausweisungsdekrets der Regierung Geisel abschob. Erst 1988 hob man das über ihn verhängte Wiedereinreiseverbot auf. 1975 wurde der französische Priester Francisco Jentel ausgewiesen. Er hatte sich in Mato Grosso für Kleinlandwirte, die von der Vertreibung durch einen landwirtschaftlichen Großkonzern bedroht waren, eingesetzt. Das Oberste Militärgericht verurteilte ihn daraufhin 1973 wegen seiner „subversiven Haltung“ zu 10 Jahren Gefängnis. Obwohl er später von allem Verdacht freigesprochen worden war, wurde 1976 das Ausweisungsdekret gegen den italienischen Pater Giuseppe Fontanella verkündet.

Auch im Jahr des Reformkurses, 1978, hatte sich das Klima nicht wesentlich verändert. Im Juli hatte D. Paulo Evaristo Arns schriftliche Todesdrohun­gen erhalten. Der Erzbischof von Paraíba, D. Jost Maria Pires, übergab der Presse einen Brief, in dem er mitteilte, dass die Entführung eines seiner Mitarbeiter für Fragen der Menschenrechte, des Rechtsanwalts Vanderly Caixe, sowie des stellvertretenden Erzbischofs D. Marcelo Cavalheira, der sich besonders für die Rechte der Landarbeiter eingesetzt hatte, geplant sei. Bischof D. Jost Brandão de Castro, Propriá, informierte die Bundespolizei über Todesdrohungen, die er und seine Mitarbeiter erhalten hätten, und bat um Sicherheits­garantien. Dennoch sprachen hohe Kirchenmänner wie Kardinal Arns lieber von „Meinungsverschiedenheiten in Bezug auf die Menschenrechte“ als von einem „Konflikt zwischen Kirche und Staat“. Wenn schon Konflikt, dann in umgekehrter Reihenfolge: Staat und Kirche.

Tatsache ist, dass die Christen Lateinamerikas immer stärker auf die Teilnahme ihrer jeweiligen Kirche an der politischen Diskussion drängten. So hatte sich im Oktober 1978 die 11. Kirchenver­sammlung der EKLB in Florianópolis ausdrücklich dafür ausgesprochen, dass die Lutheraner endlich aufhören müßten, „eine Kirche des Schweigens“ zu sein, und dass jeder Christ sich mit politischen Angelegenheiten zu befassen habe.“ Was eine Auseinandersetzung des Staates mit einer politisch herangereiften neuen Christenheit in Lateinamerika für die Kirche zu jenen Zeiten de facto bedeutete, hatte Bischof Pedro Casaldálgia so ausge­drückt: „Unsere Kirche ist wieder die Kirche der Kata­komben.“

Zur Zeit der „Öffnung“ begannen sich, nicht anders als auf dem Felde der großen Politik, auch in der Kirche die Koordinaten zu verändern und es schien so, als ob das Pendel nun wieder nach rechts ausschlagen würde. Primär religiöse Aspekte traten mehr und mehr an die Stelle des sozialen Engagements der Priester. Einen gewissen Reflex dieser veränderten Situation bildet ein kurzer Blick auf ein Interview das der Journalist Edson Luiz mit dem als „progressiv“ geltenden Bischof von Pelotas-RS, D. Jayme Chemello, Vizepräsident der CNBB (ZH 18.5.95) im Anschluss an die Zusammenkunft der brasilianischen Bischöfe in Itaici-SP führte und in dem er bekräftigte, die Kirche werde auch künftighin auf der Seite der Ausgeschlossenen verbleiben. Die Mehrheit de Episkopats hatte sich bei einer Neuwahl des Leitungsgremiums der CNBB soeben den als konservativ geltenden Erzbischof von Salvador, D. Lucas Moreira Neves, als ihren neuen Vorsitzenden gewählt. Dieser hatte bei der Wahl am 15. Mai 1995 145 Stimmen erhalten, 33 Stimmen mehr als sein Gegenkandidat, D. Jayme, für den sich lediglich112 Bischöfe ausgesprochen hatten. Auf die Frage des Journalisten, ob die Kirche nun den Nachdruck anstelle des sozialen Engagements auf die Evangelisation legen werde, antwortete der neue Vizepräsident der CNBB: „Die Kirche wird sich nicht vom Volk entfernen. Die Bischöfe wissen, dass die soziale Frage vom Papst verteidigt wird.“ Im übrigen gelte: „Wer sich um die Armen und um die Menschenrechte kümmert, betreibt Evangelisation.“ Sich um das brasilianische Volk zu kümmern sei wichtiger als die Sorge um Petroleum, fügte D. Jayme hinzu. Er wusste auch, dass letzten Endes die Pfarrer an der „Frontlinie“ des Kampfes um mehr Gerechtigkeit den Ausschlag gaben und nicht die Bischöfe.

De facto befanden sich die von der „Theologie der Befreiung“ geprägten sog. „progressiven“ Kräfte mittlerweile in der Minderheit. Hatten sie in den 70er Jahren noch knapp zwei Drittel der Diözesen und Erzdiözesen ausgemacht, so waren es eine Generation danach - 1995 - nur noch etwa ein Viertel von ihnen. Dies hing zweifellos mit einer Richtungsänderung der vom Vatikan vertretenen Politik zusammen. Überall, und man konnte dies besonders deutlich im Erzbistum von Olinda und Recife beobachten, wurden in die zuvor von Vertretern der Igreja Progressista besetzten Parochien und Bistümer systematisch „Konservative“ berufen. Ein bezeichnendes Beispiel für eine solche Strategie war die Suspension des Padre Reginaldo Veloso und Entfernung aus seiner Gemeinde Morro da Conceição durch den Nachfolger D. Hélders, Erzbischof D. José Cardoso. Der Priester hatte in einer Problemzone der Stadt zusammen mit den Bewohnern des Viertels, mit einer NGO , dem Staat und einer Gruppe von Freiwilligen aus Recife ein vorbildliches Sozialwerk aufgebaut. Es gab einen funktionierenden Einwohnerrat, eine Kinderkrippe, mehrere Schulen, einschließlich berufsfördernder Kurse, Gesundheitsberatung, Physiotherapie, Musik- und Tanzunterricht und sogar ein Zentrum zur Betreuung und Förderung körperlich und geistig behinderter Kinder. Trotz aller Proteste der Gemeinde mußte Padre Reginaldo gehen. Und dies war kein Einzelfall im Erzbistum.

Den Höhepunkt der erzbischöflichen Intoleranz bildete die Maßregelung des weit über seine Pfarrei - Casa Forte/Recife - hochgeachteten Pfarrers Edvaldo Gomes, der im September 2007 seitens der römischen Glaubenskongregation wegen eines Verstoßes gegen den Codex Iuris Canonici nach 36jährigem segensreichen Wirkens in der historischen Pfarrei - kurz vor seinem Eintritt in den Ruhestand - für drei Monate von seinen priesterlichen Amtspflichten suspendiert und dazu verurteilt wurde. seiner Parochie für 3 Monate fernzubleiben. Padre „Edivaldo“, wie ihn alle nannten, überbrücke das vom Erzbischöflichen Sekretariat verkündete befristete Berufsverbot durch einen „retiro espiritual“ - übersetzen wir dies hier einmal „mit einem geistlichen Rückzug (!)“ Das Motiv der bischöflichen Anklage und der folgenden Bestrafung durch die Glaubenskongregation bildete die menschenfreundliche ökumenische Weitherzigkeit des allseits verehrten Priesters. Zur Zelebration seines 50. Priesterjubiläums hatte er auch zwei Vertreter der Anglikanischen Gemeinde eingeladen. Ihr Mitwirken bei der feierliche Messe bildete einen verstoß gegen Canon 908 des Codex Iuris Canonici. Padre Edvaldo bekräftigte, wie in der kirchlichen Presse berichtet wurde, in aller Demut seine Liebe und Treue zur Heiligen Kirche, der er sein Leben geopfert hatte. Es spricht Bände, dass sogar die Abgeordnetenkammer des Staates Pernambuco gegen die Maßregelung dieses Geistlichen protestierte. Pe. Edvaldo hatte, um nur dieses Detail zu erwähnen, auf Wunsch der Angehörigen die kirchliche Bestattung des früheren Gouverneurs Miguel Arraes vorgenommen.

Ich durfte die ökumenische Offenheit Pe. Edvaldos vor Jahren persönlich erfahren: Am Samstag, dem 12. Februar 2000 gegen 16.00 Uhr vollzog ich in der Kirche von Casa Forte die Taufe unserer Enkeltochter Tainá. Ein paar Tage zuvor hatte ich den katholischen Kollegen in seinem Büro aufgesucht, um ihn zu bitten, mir bei der bereits zuvor angemeldeten Taufhandlung zu erlauben, als der Opa aus Deutschland ein paar Worte zu sagen. Als ich im Verlauf unseres Gesprächs erfuhr, Padre Edivaldo sei ein guter Freund und Verehrer Dom Hélders gewesen, erzählte ich ihm die Geschichte der Soziologiestudentin Maria do Socorro de Magalhães. Auf Bitten von D. Hélder Câmara hatte ich mich zu Anfang der 70er Jahre dafür eingesetzt, dass Nina, wie wir sie nannten, unter der Protektion der Evangelischen Kirche in Deutschland das Land verlassen und in der Bundesrepublik Deutschland weiter studieren durfte. Sie hatte an der UFPe studiert und daneben zur Sicherung ihres Lebensunterhalts an drei Schulen unterrichtet. Im Zusammenhang mit der Semana Nacional de Sociologia in Belo Horizonte während des 1. Semesters des Jahres 1972 hatte die Bundespolizei Nina zusammen mit einigen Kommilitonen verhaftet und mit verbundenen Augen misshandelt, interrogiert, der Folter unterzogen, indem man ihr befahl, sich nackt und mit am ganzen Körper befestigten elektrischen Drähten auf den nassen Fußboden zu legen. Zweimal täglich wurde sie einer solchen Prozedur ausgesetzt. Die Polizei versuchte vor allem, von Nina Informationen über den Verbleib ihrer Schwester zu erhalten, deren Name auf der Fahndungsliste des Sicherheitsdienstes stand. Nach etwa einem Monat wurde Nina schließlich entlassen. Als man sie entließ, wog sie nur noch 37 kg. Da man ihr nicht gestattete, die Wohnung, die sie gemeinsam mit ihrer Schwester, die flüchtig war, gemietet hatte, zu betreten, brachte sie de erste Nacht nach ihrer Freilassung im Treppenhaus zu. Es gelang ihr, sich mit Hilfe von Freunden so gut wie möglich durchzuschlagen. Im Instituto de Teologia von Recife (ITER), das D. Hélder besonders am Herzen lag, fand sie den Rückhalt, dessen sie damals bedurfte. Die postalische Korrespondenz in Ninas Angelegenheiten musste über Albrecht Baeske, seinerzeit Gemeindepfarrer der EKLB in Recife, laufen, da Nina aus Sicherheitsgründen keine Adresse mehr besass. Ich erinnere mich, dass ich ein paar Jahre später Ninas Schwester, deren Name auf der Fahndungsliste des SNI stand, „im Untergrund“, das hieß in diesem Fall konkret in einem etwas abgelegenen Stadtteil von Porto Alegre-RS, besuchte, um ihr Grüße der Schwester aus Deutschland zu übermitteln. Im Gespräch mit dem Padre gab ich dann noch eine wunderhübsche Anekdote zum besten, die mir D. Hélder einmal erzählt hatte: die estória von der doutora und dem Fischer, dessen Ratschlag am Ende eines Gesprächs mit jener jungen Soziologin aus Rio de Janeiro gelautet hatte: Temos que trocar a nossa ignorância - wir müssen unsere Unwissenheit austauschen! Nachdem ich diese Anekdote erzählt hatte, wurde ich ohne langes Federlesen eingeladen, die Taufhandlung zu übernehmen. Eine erstaunliche Offenheit! Der batismo der kleinen Tainá in der Igreja de Casa Forte war für 17.00 Uhr - im Anschluss an eine Messe für Familien - angesetzt. Pe. Edvaldo hatte mich nach der vorangehenden Messe der Gemeinde vorgestellt und angekündigt, dass der anwesende Pastor luterano da Alemanha nun sein Enkelkind taufen werde. Die ganze Gemeinde klatschte Beifall. Anstatt, wie zuvor besprochen, an der Kasualie mitzuwirken, sagte mir Pe. Edvaldo in der Sakristei, es sei nicht sehr sinnvoll, wenn er während der Taufe auch zugegen wäre, ich solle die Amtshandlung allein vollziehen und zwar ganz genau so, wie es in meiner Gemeinde üblich sei. - Sieben Jahre später wurde dieser Mann, ein weltoffener Priester mit Leib und Seele, wegen seiner ökumenischen Aufgeschlossenheit schändlich gestraft. Der Buchstabe des Gesetzes galt in den Augen der Traditionalisten mehr als applizierte Liebe zu den Mitmenschen.

Die Liste der im Gefolge einer rückwärtsgewandten Politik des Vatikans ist lang. Es wurden viele lateinamerikanische Theologen, die mehr oder weniger der „Theologie der Befreiung“ anhingen, gemaßregelt oder exkommuniziert, angefangen bei dem weltbekannten nicaraguanischen Jesuiten Ernesto Cardenal, bis hin zu Gustavo Gutiérrez und dem Brasilianer Leonardo Boff. Prof. Houtart vom Instituto de Teologia von Recife (ITER) ging nach Europa zurück und am Ende wurde das Institut ebenso geschlossen, wie das Seminar des Nordostens, beide von Dom Hélder gegründet. Diesen selbst vermochte man nicht disziplinarisch anzutasten, er verstarb ja auch noch rechtzeitig, in seiner Diözese allerdings räumte man rücksichtslos auf. Alle „seine“ Leute wurden nach und nach entfernt; Pe. Edvaldo war wohl als einziger noch übriggeblieben, bis es 2007 auch ihn erwischte. Er waren nicht wenige Katholiken aus Recife, die mir um die Jahrtausendwende sagten: „Wenn Dom Hélder noch lebte, wäre Padre „Edivaldo“ längst Bischof!“

Die neue Politik des Episkopats musste sich letztendlich auch auf die Arbeit der CNBB auswirken. Von dort kamen allerdings durchaus noch Töne, wie die des scheidenden Vorsitzenden D. Luciano Mendes de Almeida, der im Juli 1994 das persönliche Engagement der Bischöfe und Priester in Fragen der Politik befürwortete. Es handle sich dabei um einen notwendigen Dienst am Vaterland, der zum Erziehungsauftrag der Geistlichen gehöre.

Die Kirche kehre zurück zum catolicismo à moda antiga, de hostia, incenso, coroinhas, batinas e oração - zu einem altmodischen Katholizismus mit Hostie, Lobgesängen, Krönchen, Priesterröcken und Gebet - kommentiert veja (24.5.95). Wenn die eigentlichen Merkmale des „ultramontan“-konservativen Katholizismus, der die erste Hälfte des 20. Jahrhunderts in der noch kaum erwachsenen Republik beherrscht hatte, in einem starren Ritualismus und rigorosen Moralismus bestanden hatten, so war die Kirche gegen Ende des zweiten Jahrtausends nun wieder zu der Gestalt zurückgekehrt, in welcher sie in einer konservativen katholischen Strömung wie dem Movimento Familiar Cristão gepflegt wurde; dann entsprach sie in frappierender Weise der Religiosität, die man aus der Bewegung TFP (Tradição, Família e Propriedade) bestens kennt.

Es fällt schon auf, dass anstelle von Begriffen wie pastoral da terra nun von einer pastoral Litúrgico-musical die Rede ist, wie in der Diözese Bagé, im Grenzgebiet zu Uruguay, deren Bischof, D. Gílio Felicitas, sich derzeit engagiert um die Anschaffung einer Orgel der traditionellen Firma Bohn , Novo Hamburgo, bemüht, wie er mir im Mai 2008 erzählte, als ich ihn in seiner neuen Umwelt unter den riograndenser fazendeiros besuchte. Die Entwicklung der Römisch-katholischen Kirche nach dem Vaticanum II bis zum neuen Millennium lässt deutlich eine Phase der Reorientierung erkennen, um es hier einmal so auszudrücken. Man legt stärker als bislang Wert auf die spirituellen Elemente der Religion und misst dem Engagement in Sachen der res publica weniger Bedeutung bei, eine durchaus bemerkenswerte Koinzidenz. Dies alles korrespondiert erkennbar auch mit der päpstlichen „Rehabilitierung“ des Lateinischen im gottesdienstlichen Gebrauch. Dass bereits Kardinal Joseph Ratzinger als Chef der Glaubenskongregation kein Freund der von lateinamerikanischen Theologen vertretenen „Theologie der Befreiung“ gewesen ist, zeigte sich u. a.. an seinem - glücklicherweise vergeblichen - Bemühen, Männer wie P. Gutiérrez durch disziplinäre Maßnahmen mundtot zu machen.

Das Bild des neuen Präsidenten der CNBB, D. Lucas Moreira Neves, entsprach den Merkmalen eines „altmodischen Katholizismus mit Hostie, Lobgesängen, Krönchen, Priesterröcken und Gebet“ in jeder Hinsicht. Er lebte sozusagen in der Welt des 19. Jahrhunderts, in der die Kirche noch der Mittelpunkt des Dorfes war und in der man dem padre vigário noch mit dem alten Gruß „gelobt sei Jesus Christus“ die Zeit bot, wie es bei den Bauern im Landesinneren hieß. Das Fernsehen hielt er für ein Instrument im Dienst des Bösen. Obgleich, wie selten ein Bischof, in einer Umgebung von Menschen afrikanischer Herkunft agierend, waren die afro-brasilianischen Kulte in seinen Augen dämonisch. Bezeichnend für die Haltung D. Lucas‘ war es auch, dass er 1998 den schwarzen Bischof D. Gílio Felício, der es liebte, in afrikanischen Gewändern zu zelebrieren und der seine Sympathie für die afro-brasilianischen Traditionen nicht verhehlte, aus der Stadt verbannte. Ein weiterer Punkt auf seinem Programm war der Kampf gegen die „Promiskuität“. Die Benutzung von Kondomen, die Anwendung aller Verhütungsmittel oder Praktiken außer Keuschheit brandmarkte er als unmoralisch. Die von ihm vertretene Sexualmoral - von „Ethik“ konnte man in diesem Fall auf keineswegs sprechen - entsprach mittelalterlichen Vorstellungen. Geburtenkontrolle, Schwangerschaftsunterbrechung, Geschlechtsverkehr außerhalb einer kirchlich approbierten ehelichen Bindung standen auf dem Index. Auf seine konservative Einstellung hin angesprochen, erwiderte er: „Wenn jemand, der den Glauben und die ethischen und moralischen Werte der Gesellschaft konserviert, als konservativ gilt, dann fühle ich mich nicht betroffen, wenn man mich so bezeichnet. Die wichtigste Aufgabe der Kirche ist die Evangelisation.“ Dies ist die eine Seite der Medaille. Die andere ist nicht weniger bezeichnend. Sie reflektiert sich in einer Begebenheit aus dem Jahr 1969. Damals war D. Lucas Moreira Neves Weihbischof in São Paulo.

Zu jener Zeit, seit September 1969, befanden sich im Zuge der Bekämpfung der von Carlos Marighela gelenkten Stadtguerrilha - Ação Libertadora Nacional (ALN) - vier Ordensbrüder, Dominikaner wie D. Lucas, unter ihnen frei Beto (Carlos Alberto Libânio Cristo), Ives do Amaral Lesbauspin und Fernando de Brito sowie frei Tito de Alencar Lima - in Haft. Bei einem späteren Prozess durch die Militärjustiz hatten sie sich gegenüber insgesamt 134 verschiedenen Anklagen wegen Verbrechend gegen die Nationale Sicherheit, insbesondere der subversiver Tätigkeit in Komplizenschaft mit den erschossenen Terroristenführern Carlos Marighela und Joaquim Câmara Ferreira zu verantworten. Man legte ihnen zur Last, Carlos Marighela und Câmara Ferreira versteckt gehalten haben. Darüber hinaus hätten sie sich um einen falschen Pass bemüht. Brito soll gestanden haben, die Dominikanergruppe, der sich Marighela angeschlossen und laufend Kontakt zu ihm gehalten habe, angeführt zu haben. Im Sommer 1968 soll die Polizei entdeckt haben, dass das Kloster der paulistaner Dominikaner ein Hauptquartier Marighelas sei. Auf Veranlassung D. Paulos habe man damals die Untersuchung eingestellt. Ein Jahr später sei der Skandal ans Tageslicht gekommen, als 2 Dominikaner Geständnisse abgelegt hatten. Später wurde immer wieder behauptet, zwei der Gefangenen hätten der Folter nicht standgehalten und schließlich dem berüchtigten Polizeichef Fleury geholfen, das Versteck Marighelas ausfindig zu machen.

D. Lucas, begleitet vom Provinzial der Dominikaner in São Paulo, frei Domingos, besuchte die vier Ordensbrüder. Dabei war es ihm nicht entgangen, dass die Inhaftierten schwer misshandelt worden waren. Als man ihn jedoch bat, über den Besuch bei den Patres einen Bericht abzufassen, weigerte er sich. Man habe ihn nicht um einen Appell gegen die Folter zur Veröffentlichung gebeten, sondern um einen nüchternen Bericht für den internen Gebrauch, erläuterte später frei Ivo (Ives do Amaral Lebauspin) einer der vier Häftlinge. Der Weihbischof hatte die Gräuel in den Kellern der Gefängnisse gesehen, jedoch darüber geschwiegen. Frei Tito wurde später gegen den entführten Schweizer Botschafter Giovani Enrico Bucher ausgetauscht und verbannt. In einem Waldstück des französischen Klosters, das ihn aufgenommen hatte, nahm sich 1974 durch Erhängen das Leben. Auch frei Beto bezog sich in seinem Buch Batismo de Sangue auf D. Lucas: Beim Prozess gegen frei Tito hatte dessen Verteidiger D. Lucas als Zeugen dafür benannt, dass sein Mandant gefoltert worden sei. Der hohe Würdenträger weigerte sich auszusagen, mit der Bemerkung, eine Aussage könne seinen seelsorgerlichen Aufgaben schaden. (veja, 24.5.95)

Im Verlauf eines Interviews, das ich am 15. 1. 1981 mit D. Hélder Câmara geführt hatte, war dieser auf meine Rückfrage hin noch einmal auf die Situation im Lande während der Militärdiktatur zurückgekommen. Ich hatte den Erzbischof auf sein Buch „Bekehrun­gen eines Bischofs“ angesprochen. Dort oder möglicherweise auch in einem anderen seiner Bücher glaubte ich zwischen den Zeilen eine gewisse Besorgnis hinsichtlich der politischen „Öffnung“ in Brasilien erkannt zu haben: Auf die Öff­nung zu vertrauen sei eine Illusion. So fragte ich nun ganz direkt: „Sehen Sie eine akute Gefahr für die abertura - Öffnung? Meinen Sie, es könnte bald einen Rück­schlag geben?“ Die Antwort lautete: „Ich spreche normalerweise nicht nur über mein Land, zumal, so unwahrscheinlich dies auch klingen mag, das, was sich heute in einem Land ereignet, sich leicht in anderen Ländern wiederholt, manchmal in unterschiedlicher Ausprägung. In Lateinamerika zum Beispiel gibt es eine Ideologie der Natio­nalen Sicherheit. Das ist eine sehr ernste Sache, weil die nationale Sicherheit als der höchste Wert angesehen wird. Sehen Sie, wenn man einen Wert absolut setzt, dann ist dies Idolatrie, Götzendienst, und jeder Götzendienst bringt Unglück. Es handelt sich bei der nationalen Sicherheit wirklich um den höchsten aller Werte: alles ist erlaubt, diesen Wert aufrecht zu erhalten: Entführungen, Folter, das Verschwindenlassen von Menschen, das Töten von Menschen. Aber sehen Sie, dies ist weit davon entfernt, nur ein lateinamerikanisches oder nur ein Problem der Dritten Welt zu sein. Ich beobachte, wie man heute unter allen möglichen Vorwänden und unter Berufung auf die nationale Sicherheit mit der Möglichkeit des Krieges spielt. Noch immer gilt der alte römische slogan: Wollt ihr Frieden, dann rüstet für den Krieg. Paul VI hat diesen slogan geschickt abgewandelt, als er sagte: „Wollt ihr Frieden, dann bereitet den Frieden.“

Da sich zu jener Zeit nicht nur im politischen Bereich gravierende Änderungen abgezeichnet hatten, sondern auch im Bereich der Kirche eine gewisse Neuorientierung zu beobachten war, fragte ich ganz gezielt auch nach D. Hélders Beurteilung der Situation: „Ich habe in diesen Wochen in den Andenländern, aber auch in Paraguay, und hier in Brasilien mit vielen Menschen gesprochen, die großen Respekt vor der Kirche haben, besonders angesichts ihres sozial-politischen Engagements. Nun las ich von dem Weihnachtsbrief des Papstes an die brasilianischen Bischöfe und spürte bei seiner Lektüre eine gewisse Besorgnis, dass die Kirche in Brasilien sich auf die alten konservativen Positionen zurückziehen könnte und dass die Priester wieder in die Sakristei zurückkehren würden. Ist dies tatsächlich eine Gefahr?“ D. Hélders Antwort war von ungewöhnlicher Präzision: „Nein, nicht im geringsten. Der Papst war hier bei uns. Schon bevor er kam, ließ er darüber keinen Zweifel, dass er nicht als Tourist zu kommen gedenke, sondern als Pilger. Er wollte nicht nur Städte besuchen, sondern unsere Probleme kennen lernen und mit den Bischöfen zusammenkommen, und da gab es zehn, zwölf Begegnungen. Er bestand darauf, seitens der örtlichen Kirchen Zahlen, Informationen und Berichte zu bekommen, denn er wollte nicht nur als Tourist kommen, sondern als Pilger der Kirche. Hier zum Beispiel habe ich ihm vorgeschla­gen, über die Landarbeiter, die camponeses zu sprechen. Es war einfach bewundernswert, wie er das ihm zur Verfügung gestellte Material auswertete, einfach bewundernswert. Was nun die Posi­tion der Kirche betrifft, so ließ er nicht den geringsten Zwei­fel daran, dass die gesamte Kirche, einschließlich der hierarchi­schen, sich nicht aus der Politik im Sinne der Sorge angesichts der großen Probleme der Menschheit und der Verteidigung der Menschenrechte, die keine Erfindung der Vereinten Nationen sind, zurückziehen darf. Den Vereinten Nationen gebührt der Ruhm, die Menschenrechte zu verkünden, aber sie stammen von Gott selbst, der diese Rechte in unser Fleisch und in unseren Geist geschrieben hat, und kein Mächtiger dieser Welt wird diese Rechte unterdrücken dürfen. Die Rechte der Menschen zu vertei­digen und uns zur Verteidigung einer gerechteren Welt zu schlagen, ist also nicht nur ein Recht sondern eine Pflicht einer jeden menschlichen Kreatur und mehr noch eines Christen und, ganz selbstverständlich, eines Pastors. Was allerdings die Parteipolitik anbelangt, so ist diese traditionsgemäß ein be­sonderes Wirkungsfeld der Laien. Wir müssen so weitsichtig sein, unsere Laien vorzubereiten, damit sie aus den verschiede­nen Parteien, sofern es verschiedene Parteien gibt, und der Programme derjenigen Personen, die diese Programme vertreten, und auch im Zusammenleben - die Erfahrung selbst ist ein guter Lehrmeister - damit sie also aus den verschiedenen Parteien eine Partei auswählen, die den christlichen Forderungen im Rah­men einer politischen Ordnung am ehesten entspricht. Der Papst hat also in seinem Brief nichts von alledem zurückgenommen, was er während seines so überaus providentiellen Besuchs, der uns Unterstützung und Ermutigung brachte, gesagt hat.“

Was der Generalsekretär der PMDB-Pernambuco und ehemalige Priester, Pedro Mansueto de Lavor, zur Frage eines politischen Engagements der Priester und der Kirche erklärte (23.1.81), klang schon etwas anders: „Man kann sagen, es gibt Gemeinsamkeiten der Arbeit, eine ständige Verbindung zwischen den Basisgemeinden und einigen Leuten, die in der Arbeiterpartei (PT) tätig sind, oder anderen, die in der Partei Brasilianische Demokratische Bewegung (PMDB) mitarbeiten. Dies kann jedoch nicht bedeuten, dass die Kirche irgendeine dieser Parteien unterstützt, und noch viel weniger, dass sie sich mit einer derselben identi­fiziert. Die Haltung der Kirche ist eindeutig. Sogar die Mitarbeiter einiger Leute aus dem Klerus in politischen Par­teien, sei es auf der Seite der Regierung oder aufseiten der Opposition, wird mit vielen Vorbehalten angesehen, und dies umso mehr, als der Papst, wie wir seit kurzem wissen, solche politische Mitarbeit nicht gerade gern sieht. In diesem Punkt muss ich energisch widersprechen, sowohl dem Papst als auch der Hierarchie der Kirche. Gemeindeglieder, ob es sich nun um Pfarrer oder Laien handeln mag, haben nicht nur das Recht, sondern, wie ich glaube, aus bestimmten Anlässen und unter bestimmten Umständen sogar die Pflicht zur Mitarbeit in den politischen Parteien. Es ist besser, in einer politi­schen Partei mitzuarbeiten, als mit Waffengewalt und im Guerrillakampf gegen das zu kämpfen, was man für falsch hält. Und wir haben ja hier in Lateinamerika Beispiele von Priestergruppen, die gegen die Unterdrückung zur Waffe greifen mussten, wie zum Beispiel im Falle Nicarágua. Wir meinen, dass es besser ist, als Christen oder als Priester und Angehörige des Klerus, innerhalb einer politischen Partei zu kämpfen, und dies, ohne unsere Handlungsweise mit der offiziellen Handlungsweise der Kirche gleichzusetzen. Wir müssen inner­halb der politischen Parteien kämpfen, ehe es dafür zu spät ist, ehe es notwendig sein mag, zur Verteidigung des Volkes und der Rechte, die wir für unveräußerlich halten, zu den Waffen zu greifen. Es ist sehr wichtig, dies zu sagen. Und ich sage nicht etwa, dass ich das Aufflammen eines bewaff­neten Kampfes in unserem Lande wünsche, nichts dergleichen. Was ich sage, ist dies: Eine Auseinandersetzung innerhalb einer politischen Partei ist einer Auseinandersetzung inner­halb einer bewaffneten Gruppe vorzuziehen. Wir wissen dies aufgrund von Beispielen aus anderen Ländern Lateinamerikas, wo sogar Priester zu den Waffen greifen mussten, um gegen die Diktatur zu kämpfen. Wir meinen, es sei vorzuziehen, die vorhandenen Instrumente innerhalb brauchbarer, anerkannter politischer Instrumente, wie es die Parteien sind, zu nutzen, anstatt den Weg des bewaffneten Kampfes zu beschreiten. Es gibt innerhalb des politischen Systems und des begrenzten Freiraums, den uns das gegenwärtige Regime zubilligt, keine anderen Mittel des Kampfes gegen die Willkür und das Regime als die politischen Parteien. Und die Öffnung des Systems ist, wie alle wissen, eine recht zweifelhafte Sache.“

Die Konferenz des Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) von Puebla, Mexiko, im Jahre 1979 und der Besuch des Papstes in Brasilien haben in der katholischen Kirche einen Reflexionsprozess verursacht, der zu einer Neudefinierung der Rolle der Kirche führte: Im sozio-poli­tischen Kontext haben sich gewisse Wandlungen vollzogen - so gibt es beispielsweise neue Parteien und einen größeren Spiel­raum für die Kommunikationsmedien - die sich auch auf die Verhaltensweise der Kirche auswirkten. Die Kirche ist heute nicht mehr die einzige gesellschaftliche Kraft, die sich, mit rela­tiver Immunität ausgestattet, kritisch zu Wort melden kann. Sie darf sich, ohne dass die Gesellschaft dadurch Schaden erleiden würde, wieder stärker auf ihr „eigentliches“ Gebiet konzentrieren, sie braucht sich nicht mehr, wie dies zuzeiten geschehen ist, mit „allem“ zu beschäftigen. Sie war zu besonderen Notzeiten in die Bresche gesprungen. Der Platz, den sie dabei eingenommen hatte, wird heute von anderen Sektoren der Gesellschaft, zum Beispiel von Parteien, Gewerkschaften, NGOs und mehrerer Menschenrechtsorganisationen, ausgefüllt. Dennoch steht die Kirche auf dem Gebiet der Vertei­digung der Menschenrechte nach wie vor in der Frontlinie, ob­gleich sie die Akzente anders setzt als noch vor ein paar Jahren.

Unter einem Folterregime war die Wachsamkeit der Kirche in Bezug auf die „persönlichen“ Rechte der Bürger eine vordring­liche Aufgabe. Nachdem sich die Verhältnisse in dieser Hin­sicht gebessert hatten, war eine Akzentverschiebung in der Menschenrechtsdebatte nur folgerichtig. Der Nachdruck liegt jetzt mehr auf den grundlegenden sozialen Problemen, wie der Lohn- und Wohnungspolitik, den Landverteilungsfragen, dem Problem der Multinationalen und der Nord-Süd-Problematik.

Die Verteidigung der Menschenrechte in globalem Sinne wird nicht nur als ein Recht, sondern als die Pflicht eines jeden Menschen, eines jeden Christen und insbesondere eines jeden Pfarrers verstanden. Die katholische Kirche in Brasilien sieht sich in dieser Auffassung durch den Papst in besonderer Weise bestätigt. Die in den drei Dekaden von 1960 - 1990 von ihr übernommene Rolle wurde von den oppositionellen Parteien voll gewürdigt. Die Tatsache, dass die Kirche zuzeiten mehr Popularität genoss als die Parteien, ließ sie als Verbündete oder - allerdings auch, sehr zu ihrem Missfallen - als Vehikel für die eigenen, ideologischen Inter­essen bestimmter politischer Gruppen begehrt erscheinen. Wenn man die Geschichte der Landlosenbewegung oder der Industriearbeiter von São Paulo, die gegen das Regime aufbegehrt hatten oder noch aufbegehren, genau besieht, stellt man fest, dass die „progressiven“ Bischöfe ganz selbstverständlich zu strategischen Verbündeten revolutionärer Bewegungen werden konnten oder auch geworden waren, wie Márcio Moreira Alves anmerkt. D. Luciano Mendes de Almeida hatte einmal gesagt, es gebe zwar Invasionen durch die Landlosen, damit habe die Kirche allerdings nichts zu tun. Wenn solche Okkupationen jedoch einmal geschehen seien, hätten christliche Gruppen die Pflicht, ihnen Schutz und Nahrung zu gewähren.

Die Kirche versucht, die Gläubigen auf die Mitarbeit in geeigneten po­litischen Parteien vorzubereiten. Die meisten engagierten Katholiken finden sich vermutlich in der Arbeiterpartei (PT) und in der Partei Brasilianische Demokratische Bewegung (PMDB). In ihren comunidades eclesiais de base (CEBS) - Basisge­meinden -, Bürgergemeinschaften und ländlichen Genossenschaften leistet die Kirche selbst allgemein-politische Arbeit, die zweifellos zu einer stärkeren Konszientisierung der Bürger führt. Genau besehen, haben sich die Basisgemeinden, deren Zahl in den 80er Jahren auf etwa 70.000 geschätzt wurde, zwar nicht gerade überlebt, jedoch minimiert und grundlegend gewandelt. War einst z.B. die blutigrote Fahne der „Bewegung der Landlosen“ (MST) eines der beliebtesten Symbole, denen man in den Räumen begegnete, in denen sich die CEBs zu versammeln pflegten, waren gemeinsame Akte von Vertretern verschiedener Religionsgemeinschaften nichts Ungewöhnliches - ein Priester oder sogar ein Bischof, eine mãe-de-santo - Candomblé-Priesterin -, ein Pfingstprediger und der Schamane eines Índiovolkes, die nebeneinander vor einem Altar standen und, jeder auf seine Weise, mitwirkten - so der revolutionäre Messianismus der Blütezeit mittlerweile einer überraschenden Ernüchterung gewichen oder er hatte sich, tomados pelpo fogo da fé - vom Feuer des Glaubens ergriffen - in charismatisch geprägten Gruppen, in ökologisch orientierte Zirkel und in die alte katholische Mystik geflüchtet. Vamos responder aos apelos que vêm da nova realidade em que vivemos - wir reagieren auf die Herausforderungen der neuen Wirklichkeit, in der wir leben -, erklärte D. Luís Fernandes, Bischof von Campina Grande. (veja 30.7.97) Konkret gesprochen, ist es wahrscheinlich richtig, was Márcio Moreira Alves am Ende seines Buches A Igreja e a Política no Brasil sagt: „Mittelmäßíge Generäle ziehen die erkennbare Sicherheit der Maginotlinie einer gewagten zügigen Durchdringung der Verteidigungslinie mittels eines Blitzkrieges vor. Die Mehrheit des katholischen Hierarchie Brasiliens besitzt noch immer die Mentalität der Maginotlinie.“

Einigen Bischöfen, wie z.B. D. Antônio Celso de Queirós, Catanduva-SP, ist es durchaus bewusst, dass sich die Welt zu Beginn des 3. Jahrtausends in einer Zeit des Umbruchs befindet, die dem Übergang vom Mittelalter in die Neuzeit, im 16, Jahrhundert, vergleichbar ist, wobei hinzuzufügen wäre, dass es sich diesmal um den Übergang von der durch die Französische Revolution markierten „Moderne“ in die „Post-Moderne“ handle, bemerkt D. Celso. Die Auswirkung dieses Umbruchs auf die Gemeinde seien gravierend. So sei ein allgemeines Desinteresse der jungen Generation an der Politik zu beobachten. Altruismus, Engagement zugunsten der Armen und Schwachen werde durch ein oberflächliches Glücksstreben verdrängt. Die Stimmungslage widerspiegele sich in dem slogan: „Jedermann für sich und Gott für sonst niemand.“ Umso wichtiger seien Initiativen wie die der Basisgemeinden, von denen die hierarchische Kirche sich in letzter Zeit mehr oder weniger abgewandt habe. Evangelisation gehöre zum Auftrag der Kirche, doch müsse sie zur Solidarität mit den Brüdern führen. (Tribuna da Imprensa, 4.4.08)

Dazu passt nahezu nahtlos die zur Jahresmitte 2008 von den brasilianischen Bischöfen verkündete Campanha da Fraternidade. Löblicherweise soll durch die „Kampagne der Brüderlichkeit“ die Gesellschaft aufgerüttelt und mobilisiert werden, andererseits ist sich die Hierarchie dessen voll bewusst, dass mit guten Wünschen allein nichts zu bewegen ist, und schon gar nicht der schwerfällige brasilianische Staatsapparat. Die Bischöfe wissen, dass sie mit der Campanha da Fraternidade die erstrebte und dringend erforderliche öffentliche Sicherheit nicht werden schaffen können. So wird es dabei bleiben, dass die katholischen Christen des post-modernen Zeitalters nichts anderes tun können, als zu beten, wie Pater José Vanzella, der Exekutivsekretär der Kampagne, bescheiden erklärte.

Der hohe Grad der inneren Konszientisierung der brasilianischen Gesellschaft während der mehr als zwei Jahrzehnte währenden Diktatur der Militärs, ein Prozess der Bewusstseinsbildung, zu dem die Kirche in beträchtlichem Um­fang beigetragen hat, berechtigt trotz aller Hindernisse und Störungen zu der Hoffnung, dass es schrittweise doch zu gerechteren und weniger ausbeuterischen Verhält­nissen in Brasilien kommen werde. Wie weit an einem solchen Prozess dann die Kirche effizient konstruktiv beteiligt sein wird, muss dahingestellt bleiben. Wie sagt doch der streitbare Márcio Moreira Alves? - Os que passaram pela sacristia não vão mais longe que qualquer outro - „die durch die Sakristei gegangen sind, bewirken auch nicht mehr als jeder andere.“

PS: Diesem Text liegt insbesondere Kapitel XXII - Diktatur und Kirche im Rückblick - meines Buches Ein Rückblick auf zwei Jahrzehnte Diktatur in Brasilien aus der Perspektive eines kirchlichen Beobachters (ISBN 078-3-939171-19-5) zu Grunde.

Eine Reise im Chile von 1972

- Im Oldtimerzug von Santiago nach Valdivia -

Heinz F. Dressel

Wir schreiben den 10. August 1972. Ich lasse mich von meinem Hotel in Santiago de Chile zum Flugplatz für vuelos domesticos - In­landflüge - bringen. Mein Ziel ist die kleine Universitätsstadt Valdivia, 850 km tiefer im Süden des langgestreckten Andenlandes. Um 12.15 Uhr vollziehe ich das ,,cheque-in” beim LAN-Chileno, der chilenischen „Lufthansa”. Das technische Personal dieser Fluggesellschaft wird tatsächlich von der Lufthansa ausgebil­det, sofern diese nicht überhaupt die technische Überwachung des Flugzeugparks übernommen hat. Mein Koffer wiegt 29 Kilo, 9 kg mehr, als nach der IATA-Übereinkunft für Passa­giere der Tourist-Class erlaubt. Ich zahle 31 Escudos für mein Übergepäck. Es ist das erste Mal nach vier Wochen Fliegerei durch halb Lateinamerika, dass man mein Übergepäck nicht toleriert. Doch Chile hat?s nötig: 40% des Flugzeugparks steht still. Die stillgelegten Maschinen müssen als Ersatzteilquelle für die übrigen 60% herhalten. Ersatzteile sind rar, denn sie kosten Dollars, die man nicht hat. Nur Dollarschulden. Der offizielle Wechsel­kurs ist 48 Escudos. Auf dem Schwarzmarkt werden, wie mir ein Professor aus Valdivia später mitteilte, bereits 400 Escudos für den Dollar bezahlt. Das chilenische Papiergeld ist wertlos. Im Ausland wird es überhaupt nicht eingewechselt. Im Lande selbst kann man, für noch so viele Escudos, noch nicht einmal Rind­fleisch kaufen. Die Regierung bietet Pferde­fleisch als Ersatz an. Selbst Milch, Zwiebeln und Kartoffeln sind knapp. Es mangelt sogar an Toilettenpapier.

Der auf 13.15 Uhr angesetzte Flug nach Val­divia wird auf 14.15 Uhr verschoben. Dann heißt es, nach einigem Hin und Her, die kleine Maschine werde, por motivos tecnicos, aus technischen Gründen, erst um 16.00 Uhr ab­fliegen. Um 16.30 Uhr schließlich erfahren wir, der Flug sei, jetzt por tiempo malo, wegen schlechten Wetters, überhaupt abgesetzt. Man möge sich am nächsten Tag um 13.00 Uhr wie­der erkundigen, jedoch ohne Gewähr, denn der Flug sei bereits ausgebucht. Die Passagiere werden am Schalter aufgerufen und bekommen die Gebühr für das Übergepäck zurück, samt Ticket und Flughafengebühr. Dann darf man sich seinen Koffer holen, der irgendwo auf dem Gelände im Regen steht.

Ich muss am nächsten Tag in Valdivia sein. Da die Wahrscheinlichkeit, morgen einen Platz in der Maschine zu finden, falls sie überhaupt fliegen wird, gering ist, erkundige ich mich nach einer Zugverbindung, von der ich bereits vor meinem Abflug in Deutschland gehört hatte. Ein Herr, der auch sein Glück bei der Eisenbahn versuchen will, tut sich mit mir zu­sammen, und wir fahren in einem Taxi zum Bahnhof. Der Unbekannte ist sofort bereit, mir eine Fahrkarte für den Schlafwagen zu kaufen, als er hört., dass ich durch das plötzliche Umdisponieren, in Geldschwierigkeiten geraten bin.  Er weiß von mir nur, dass ich aus Deutsch­land bin. Wir ergattern ein Zweiercoupé im Schlafwagen. Inzwischen habe ich meinem lie­benswürdigen Begleiter erzählt, dass ich evan­gelischer Pfarrer und für das Ökumenische Studienwerk unterwegs bin, um Universitäts­stipendien anzubieten. Er stellt sich als Bürger­meister von La Union vor. Er ist deutschstäm­mig, Glied der katholischen Kirche und An­hänger der oppositionellen Partei.

Der Zugkellner kommt ins Abteil und fragt, ob wir, es ist inzwischen 19.00 Uhr, im Salon­wagen speisen möchten. Wir sagen zu. Der­weilen sehen wir uns das Schlafwagenabteil genauer an. Es ist wohlgepflegt. Meist schlafen Regierungsfunktionäre und Abgeordnete auf ihren Fahrten in den Süden hier. Heute sind, glücklicherweise, nur wenige von ihnen unter­wegs. So genießen wir das Privileg, während der langen Nachtfahrt die Beine ausstrecken zu dürfen. Der Wagen stammt aus Leipzig. Das Fabrikationsjahr ist 1928. So ist der Süd­express ein Jahr älter als ich. Die Wände unse­res Abteils sind aus solidem Buchenholz. Das Waschbecken erinnert an die hygienischen Ein­richtungen alter Schlösser. Das Messing­gestänge glänzt wie am Tage der Inbetrieb­nahme des Waggons.

Inzwischen lädt der Kellner zum Essen em. Es ist etwa 20.00 Uhr. Der Speisewagen, ebenfalls aus Leipzig, strahlt die Atmosphäre der ,,guten, alten Zeit” aus. Die Kronleuchter sind richtiggehend faszinierend. Die unbeschreib­Iich flexible Federung erinnert einen während der ganzen Mahlzeit daran, dass man in einem Oldtimer sitzt. Kilometerweit wiegt sich der ganze Wagen von links nach rechts, so dass die Weinflaschen auf dem Tisch umfallen und die Hälfte meines indischen Tees über­schwappt. Bei diesem Geholper ist das Trin­ken überhaupt nicht möglich. Selbst auf dem Schiff habe ich solche Bewegung nie erlebt, höchstens einmal in einer Elektra der brasilianischen Fluggesellschaft Varig. Aber auf Schie­nen?
Als hors d?oeuvre gibt es Tintenfisch, fein garniert und schmackhaft zubereitet. Dann kommt mein Rührei mit Speck. Uns gegenüber sitzt ein nettes Ehepaar, alte, ergraute Leute. Er, Medízinprofessor an der Katholi­schen Universität von Santiago, sprudelt nur so vor Lebendigkeit. Unbeschreiblich ist die echt lateinische Sprache der Hände und Arme.

Die Ehefrau legt um so mehr Ausdruck in ihre Stimme. Ich bin wieder im echt lateinamerika­nischen Milieu und genieße die vertraute Atmosphäre. Mein Begleiter be­gleicht die Rechnung für mein Essen und be­zahlt selbst die Flasche Mineralwasser, die ich mit in die Koje nehme. Dort gebe ich meinem Reisegefährten, dem Alcalde - Bürgermeister - von La Union, einen DM-Scheck über 25 Mark. Er deckt das Schlafwagenbillet über 850 km Fahrt mit dem abenteuerlichen Old­timer-Zug. Darüber hinaus bin ich Gast. Ich darf das bequemere Bett belegen, während mein Begleiter nach oben klettert. Der Schaff­ner hat die Betten wunderbar hergerichtet und ein Ende der Decke kunstvoll aufgedeckt, wie es sich in der aufmerksamen südamerikani­schen Hotellerie geziemt.

Mein Reisegefährte beginnt von Enteig­nungen in der Landwirtschaft zu erzählen und vom wirtschaftlichen Ruin eines Landes, dessen Escudo einmal dem amerikanischen Dollar gleichwertig gewesen sei. Er spricht auch von der katholischen Kirche, der er angehöre, und von marxistischen Priestern und erzählt mir auch von den lutherischen Pastoren aus seiner Region. Die Padres seien „alle Kommunisten“; da seien die luteranos doch anders! Dann übermannt mich der Schlaf. Die Nacht geht schnell vorüber, und ich fühle mich wirklich ausgeruht. Das werde ich an diesem neuen Tag auch nötig haben. Mein Reisegefährte verabschiedet sich. Er wird, um nach La Union zu gelangen, bald eine andere Strecke einzuschlagen haben. Einmal wach, hole ich, um 7.30 Uhr, erstmalig nach vier Wo­chen des Reisens durch tropische Regionen, meinen Wintermantel aus dem Koffer und mache mich fertig. In einer Stunde soll ich in Valdivia sein, wo ich für das Ökumenische Studienwerk mit der Universidad Austral Verhandlungen zu führen haben werde. Ich begebe mich in den Speisewagen und lasse mir besonders den hei­ßen Tee munden. Mittlerweile hält der Zug auf einer Station und fährt nach einigem Hin und Her wieder los. Ich denke mir nichts dabei, son­dern widme mich dem appetitlich angerichteten Frühstück. Da betritt plötzlich mein Gefährte von gestern den Speisewagen, sieht mich sit­zen, stutzt und kommt lachend auf mich zu. ,,Wissen Sie”, sagt er, ,,dass Sie sich nun auf dem Weg nach La Union, 100 km südlich von Valdivia, befinden, während Ihr Gepäck im Kurswagen nach Valdivia unterwegs ist?” Eine schöne Überraschung für den reisenden Ausländer! Doch in Chile ,,arregliert” sich alles: Der Alcalde gibt mir die Adresse eines Lutheraners im nächsten Ort und trägt mir auf, diesem zu bestellen, er möge mir eventuell ein Taxi nach Valdivia besorgen. 50 km seien es bis dorthin. Dann bezahlt er mein Früh­stück und begleitet mich, bei der nächsten Sta­tion angekommen, zum Ausgang. Dort über­gibt er mich, man kennt sich eben auf einer solchen Strecke, der Obhut eines jungen Arztes, der hier aussteigt. Dieser wird von einer Ambulanz abgeholt. Ich steige zu und wir fah­ren zu seiner Wohnung, wo ihn sein dreijähri­ges Töchterchen stürmisch begrüßt. Ich lerne die Wohnkultur eines chilenischen Landarztes kennen: eine recht ärmliche Einrichtung, aber ein Plattenspieler, der von kulturellen Bedürf­nissen auch in dieser verlorenen Ortschaft zeugt. Ganz selbstverständlich werde ich zu einer Tasse Tee eingeladen. Zwischendurch ruft der freundliche Arzt den Lutheraner an, der auf einem 8 km entfernten Gut arbeitet. Bald fährt er mit dem Lastwagen einer landwirtschaftlichen Ge­nossenschaft vor, bringt mich damit zu seinem Gut und fährt mich dann, in seinem Privat­auto, 50 km weit nach Valdivia.

Wir fahren zuallererst zum Bahnhof. Dort steht, auf einem Abstellgleis, der Oldtimer­zug. Alle Türen sind verschlossen, aber das Zugpersonal ist noch da, macht die Betten und räumt auf. Ich werde lachend eingelassen. Man weiß sofort Bescheid: „Ihr Koffer ist dort!“ Auf dem Gang des Schlafwagens steht mein Gepäck, der Mantel fein säuberlich darübergebreitet. Nichts ist be­schädigt, nichts fehlt. Wir fahren, erleichtert, zur Wohnung meines Kollegen.

Der freundliche Helfer in der Not aus der Ort­schaft Paillaco läßt sich die Fahrt nicht bezah­len. Da kein Taxi aufzutreiben gewesen ist, entschloss er sich sofort, mich selbst zu fahren. Das bedeutete etwas in Chile! Es gab weder Er­satzteile noch Autoreifen. Deshalb standen in Santiago zweitausend Taxis still; eine Stadt ohne Taxis, ganz im Gegensatz zu Rio, Caracas, Bogotá oder Lima. In Santiago fiel mir einmal ein Ehepaar auf, das mit großen Augen vor der spärlichen Auslage eines Wurst­warengeschäfts stand. In Valdivia sah ich auf dem Markt ganze Rinderkeulen und sogar Büchsenmilch. Ein ewig langer  Streik der Taxi- und Lkw-Fahrer und dazu eine bürokra­tische Fiskalisation hatten ein reibungsloses Funktionieren des Binnenmarktes unmöglich gemacht. So gab es praktisch kein Fleisch für die Geschäfte des Stadtzentrums von San­tiago. Nichts hätte der Regierung Allende gerade jetzt so gelegen kom­men können wie eine ordentliche Wagenladung Rindfleisch, denn in dieser Millionenstadt sassen  die meisten ihrer Wähler!

Die abenteuerliche Fahrt im Oldtimer war für mich auch menschlich ein Erlebnis. Wildfremde Menschen überraschten mich mit einer Hilfs­bereitschaft, wie sie in unseren Breiten kaum mehr denkbar gewesen wäre. Ich werde den katholi­schen Provinzbürgermeister aus Südchile nicht vergessen. Gern habe ich seine Grüße an einen ehemaligen Mitarbeiter bestellt, der seinerzeit von Ungarn nach Chile geflüchtet war.  Von dort hatte ihn sein Weg nach Bochum geführt, wo im Ökumenischen Studienwerk auch mein Schreibtisch stand. Wie klein doch manchmal die Welt ist!

BRASIL: REFORMA AGRÁRIA

A ANÁLISE DE JOAQUIM NABUCO:

O conflito de terra como herança do período da Colônia
O “reformador social, agitador, revolucionário e pioneiro do socialismo e do trabalhismo no Brasil”, Joaquim Nabuco, como resumiu Gilberto Freyre, tinha, como nenhum outro político brasileiro de seu tempo, uma visão concreta e uma sensibilidade firme com referência às possibilidades dos homens abandonados por séculos no interior do país. Com um pouco de fantasia, poderíamos constatar na atuação de Nabuco já os primeiros sinais do fenômeno das Ligas Camponesas, de Francisco Julião, particularmente quando dizia aos escravos abolidos: Fora da associação não tendes que ter esperança! Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo não tinha papas na língua. Com o rigor e o radicalismo característicos da juventude, o estudante dos direitos colocou às celebridades do Recife e de Rio de Janeiro o espelho perante a cara: “O começo de nossa sociedade no decurso da história do século XVI foi idêntico com o tráfico dos negros. Temos, portanto, uma propriedade baseada em um crime” (J. Nabuco, A Escravidão, 1870). Nabuco foi além de habitual abolicionista — reformador e agitador social, liberal-radical, com alguma coisa de socialista, “socialista ético” — em sua crítica ao sistema de trabalho e de propriedade dominante no Brasil imperial: homens donos de homens, terras imensas, dominadas feudalmente por umas poucas famílias privilegiadas; escravidão e latifúndio. É possível chamar Nabuco também de “moralista socialista”, inclusive quando a gente considera algumas de suas idéias; “revolucionário autêntico”, como disse doutor Gilberto na introdução do tomo autobiográfico de Nabuco — Minha Formação.

Nabuco nasceu num sobrado na periferia “urbana”, às margens do Recife, onde a cidade e o interior se encontravam. Seu interesse pelos escravos e suas condições de vida, junto com sua identificação humana para com eles, tornou-se dedicação existencial em prol da abolição. Quando chegou o dia 13 de maio de 1888 Nabuco não se mostrou satisfeito, pois imaginava uma transformação radical da economia nacional. Diante da sobrevivência do sistema da escravatura, disfarçado nas estruturas socioeconômicas muito parecidas ao antigo sistema, e apenas substituidas por “instituições auxiliares”, Nabuco reclamou: “Acabar com a escravidão não basta.” O sistema da escravidão tinha de ser destruído totalmente.
Com uma crítica mordaz, denunciou o sistema dominante no Império, sistema de trabalho e de propriedade, no qual alguns homens eram os senhores absolutos sobre seus semelhantes, sistema pelo qual umas poucas famílias privilegiadas, em suas fazendas e a custa de seus escravos negros, enriquecem de maneira insuportável. Aos olhos de Nabuco, o que se seguiu à abolição, substituindo os escravos por chamados “livres” artífices e trabalhadores, foi apenas a aplicação do velho truque de “só para inglês ver”, porque continuava o monopólio da terra recebida como herança, sem qualquer modificação jurídica, quer dizer, o sistema perdurou por intermédio das “instituições auxiliares”, sustentando a escravidão.

“O que é o operário?”, perguntou, e sua resposta foi: “Nada, O que virá ele a ser? Tudo.” Pois gente trabalhando, isso significaria o futuro, a expansão e o crescimento da economia do Brasil, dizia. Seria o trabalho, o trabalhador, que, segundo ele, precisavam ser libertados, apoiados e protegidos, e isso em toda a extensão do país, sem diferenças de raças nem de ofícios. Apesar de que, no século XX, muita gente não concordava com isso, porque Nabuco veio da Casa Grande e sempre foi católico praticante e não marxista, por motivos da verdade histórica, deve-se constatar que este “reformador social” foi o verdadeiro precursor do moderno movimento brasileiro de valorização do trabalho e da gente de trabalho. Ele tinha percebido o desprezo tradicional ao trabalho manual cultivado pelo português. O substantivo trabalho deriva do termo latim tripalium, uma espécie de enxada de três dentes de metal. Na linguagem do povo, a palavra tripalium logo pegou um ressaibo desagradável, no sentido de tortura e cansaço. Trabalho ou, entre os vizinhos de vernáculo castelhano, trabajo, em qualquer hipótese, não era nada apropriado para um hidalgo. Os numerosos filhos de alguém, os filhos da nobreza lusitana ou castelhana — fossem eles ricos ou pobres — não tinham nada a ver com esta coisa. Seu preconceito para com o trabalho manual marcou não apenas a colônia, mas também os mais diversos povos ao longo das costas dos territórios asiáticos que ficaram por períodos mais longos sob domínio português, como por exemplo, nas ilhas indonésias de Flores e Timor.
Do ponto de vista jurídico, para Joaquim Nabuco, a escravidão foi um crime contra a humanidade. Durante toda sua vida ele não foi apenas um escritor rebelde, mas assumiu também o papel de agitador político e revolucionário social. Hoje em dia resta-nos apenas admirar tamanha visão profética revelada pelo monarquista Joaquim Nabuco em seus tempos. Ele comparou a escravidão com um mal que, como um câncer, se espalha pelo corpo inteiro da nação, contaminando e destruindo os valores morais de toda gente. É por isso que solicitou o fim desta vergonha nacional, defendendo uma democratização do solo, uma reforma agrária por meio da qual os libertados pudessem participar da expansão da economia nacional como agricultores livres e iguais. Mais urgentes do que reformas políticas, disse ele, são reformas sociais, antes de tudo duas grandes reformas: a completa abolição cívica e territorial dos escravos, o único meio para a integração da pátria, e, a segunda, a extensão global da educação moral e da instrução técnica.

A escravidão produz a permanente divisão do povo em duas classes: em livres senhores e escravos, situação que leva ao mesmo tempo a uma luta permanente entre estes dois grupos. A escravidão, explica Nabuco, está uma instituição que acompanha a nossa pátria desde que esta acordou para existir e viver. Quase simultaneamente, com o seu descobrimento, ela entrou no Brasil. Tão logo que este crime complexo começou a entrar no corpo da sociedade, ele pariu leis incompatíveis com qualquer moral, leis cívicas, contraditórias às leis da natureza. A escravidão transformou a moral em moral dupla, quer dizer, adicionalmente, uma moral para a classe dos senhores de engenhos ou donos de escravos, respectivamente. A sociedade escravista fez do trabalho, coisa mais nobre de todos os esforços humanos, a mais vulgar de todas as atividades. Assim, a escravidão é uma escola do crime, ela envenena os corações dos senhores igual aos corações de seus escravos.
Quando a abolição se tornou realidade, Nabuco não se contentou com a mera libertação dos escravizados, mas, pelo contrário, logo percebeu os problemas colaterais de uma ação tão isolada como esta forma de abolição: à massa dos libertados, não apenas faltaria a qualificação profissional para conseguir a integração na sociedade burguesa; o escravo libertado também careceria da mentalidade e autodisciplina do operário em uma sociedade capitalista. Nestas condições, os abolidos que não permaneciam nas plantações, como camponeses destituídos de qualquer direitos, formariam a grande massa de proletários nas margens dos centros urbanos. A proporção da população preta é considerável, antes de tudo, onde tradicionalmente se encontravam as grandes usinas de açúcar, no Nordeste, especialmente no Recife e na Bahia, e também, no Rio de Janeiro, mas igualmente em Minas Gerais, onde se procurou muita mão-de-obra de escravo africano durante o ciclo do ouro, e em São Paulo, onde se colocou os negros nas grandes plantações de café. Mais tarde, eram especialmente os grandes centros da indústria e do comércio, como São Paulo e Rio de Janeiro, que atraíram grandes contingentes de pretos da Bahia e do Recife.

Devemos concordar com César Benjamin, que relaciona o problema agudo dos tempos da escravidão, o da fuga de braços (baratos) das fazendas por motivo da fuga de escravos aos quilombos remotos, com a política adotada pelos escravocratas diante da abolição vindoura: como — depois da libertação dos escravos — seria possível manter a necessária mão-de-obra barata na fazenda, impedindo-se ao mesmo tempo a formação de minifúndios, ou seja, de núcleos da agricultura de subsistência, ao redor do latifúndio e, simultaneamente, manter, no país, o próprio poder, nunca questionado durante séculos inteiros?

A solução do problema seria a publicação da Lei de Terras do ano de 1850, que revogou a anterior Lei da Terra Livre, lei tradicional que garantiu a cada um o título de posse referente à parcela de solo em que ele havia vivido e trabalhado por um período suficiente, ou seja, por exatamente um ano mais um dia. O artigo 125 da antiga Constituição havia consagrado a velha prática: cada cidadão brasileiro — embora não sendo o proprietário legal de um pedaço de terra no interior ou na cidade — que lá vive por 10 anos ininterruptos, e sem que alguém tenha protestado contra isso, e sem consciência de que ele tenha ocupado o que era propriedade de outros, que — nestes termos — cada cidadão tenha o direito de cultivar uma parcela de terra até um tamanho de 10 ha e de nela morar. Ele também tem o direito de receber um título de posse pelo cartório. Assim era a antiga legislação.

A partir de então (1850) concede-se o direito de receber um título legal sobre um pedaço de terra apenas às pessoas que podem apresentar um documento de doação fornecido pela própria Coroa, ou também quando a compra legal da parcela pode ser devidamente comprovada. Assim — um efeito colateral da lei torornou-se o solo um objeto, artigo de comércio. E outro aspecto negativo: em casos duvidosos de legalidade da propriedade de terra, renova-se preferencialmente a velha prática de queimar arquivos, repetindo o exemplo de Rui Barbosa que — depois da abolição —, no dia 14 de dezembro de 1890 mandou queimar os registros dos escravos arquivados no Ministério de Fazenda. Seguindo este exemplo, há alguns anos, o cartório de São Miguel do Guamá, na região da transamazônica Belém-Brasília, foi destruído pelas chamas de um fogo de origem duvidosa.

No ano de 1822 entrou em vigor a Lei da Terra Livre; os camponeses, porém, continuavam sendo escravos destituídos de direitos. Ao chegar o tempo de pôr os escravos em liberdade, os senhores de engenho fizeram tudo para segurar o solo, como observou César Benjamin. Seguraram com toda firmeza as velhas sesmarias em seu poder, enquanto que o restante da terra brasileira ficou em poder da Coroa e dos beneficiários da monarquia, que ganharam imensos territórios que depois capitalizaram. A massa dos infortunados, os caboclos, negros libertados e camponeses, ficaram impedidos de participar da festa. Os sem-terra (como Joaquim Nabuco os chamou) não conseguiram ter acesso à propriedade de terra. Assim, o problema da escravidão transformou-se em problema de terra, constatou Joaquim Nabuco.

A partir da abolição, os pretos encontraram-se libertados da opressão da escravatura, mas ficaram cativos da pobreza nos bairros miseráveis das periferias dos centros urbanos. A massa dos ex-escravos transformou-se em uma camada marginalizada da população, subsistindo em quarteirões coletivos, nos quais viviam 50 famílias, e nos porões de velhos casarões e mocambos das grandes cidades. Nas capitais de Estado, que sofreram as conseqüências de megalocefalia, a cada manhã turmas inteiras de empregadas domésticas de pele escura deixam suas modestas moradias para assumirem seus postos nos edifícios e habitações luxuosos de seu patrão ou de sua patroa. 80% das criadas, empregadas, cozinheiras e lavadeiras provêm da senzala.

Foi o grande Rui Barbosa que comentou: O cadáver da escravidão começa a putrefazer-se nas ruas do Brasil, e acrescentou que as condições de vida dos escravos nos engenhos de açúcar seriam relativamente melhores do que as condições em que o crescente proletariado preto se encontrava depois da libertação.

EIN RÜCKBLICK AUF BOLIVIEN ZWISCHEN 1952 UND 1992

Seit der Aymara Evo Morales das andine Binnenland Bolivien regiert (22.1.2006), ist es aus den Schlagzeilen der internationalen Presse nicht mehr herausgekommen. Im September/Oktober 2008 standen die Zeichen wieder einmal auf Sturm. Die Lage beruhigte sich erst dann ein wenig, als die Chefs der oppositionelle Departamentos mit dem Präsidenten zu einem vorläufigen Übereinkommen gelangt waren. Wie es weitergehen wird, ist schwer vorauszusehen.

Um das Land ein wenig besser zu verstehen, ist ein Rückblick auf die politische Entwicklung in Bolivien sicherlich hilfreich. Von 1952 an, als ich meinen Dienst im Gebiet  der Serra das Missões an der  Grenze zwischen Brasilien und Argentinien begann, nahm ich als interessierter Beobachter auch am politischen Geschehen, insbesondere in den Andenländern Bolivien und Peru, Anteil. 1965 hatte ich zum ersten Mal Gelegenheit,  Bolivien zu besuchen und direkte Beziehungen zu  Freunden aus diesen faszinierenden Ländern aufzunehmen.

Beginnen wir jedoch zur Einstimmung mit einem kurzen Blick auf die Ereignisse des Jahres 2005, die in vieler Hinsicht eine frappierende Ähnlichkeit mit den Vorgängen während der Monate August bis Oktober 2008 aufweisen, die jedoch vor allem den Aufstieg des „Leaders der Coca-Pflanzer“ und des MAS (Movimento al Socialismo) entscheidend markieren.

Am 6. März 2005 kündigte Präsident Carlos Mesa Gisbert, der 17 Monate zuvor mit 60% der Stimmen gewählt worden war, seinen Rücktritt an. Die Verfassung bestimmte, dass das Parlament dem Rücktritt zuzustimmen habe.  Als Gründe für den angekündigten Rücktritt nannte der Präsident die im Lande herrschende soziale Krise,  Proteste gegen die multinationalen Ölgesellschaften und die Forderung der Autonomie seitens der Provinz Santa Cruz. Es herrsche ein Klima, welches das Regieren unmöglich mache. Er wolle „bei der schändlichen Komödie nicht mitspielen“, ließ er verlauten. Sein  Hauptgegner auf der politischen Bühne war ausgerechnet sein früherer Verbündeter Evo Morales.  der „Leader der Coca-Pflanzer“ und des MAS (Movimento al Socialismo) und „Oppositionsführer“, spiritus rector der Aktionen zur Blockade der Verkehrswege, des Landes - u. a. der Ausfallstraßen der Hauptstadt in Richtung Argentinien, Chile und Peru -  und der Besetzung von Petroleumfeldern, mit dem Ziel, das Parlament zur Verabschiedung eines Gesetzes zur Nationalisierung des Erdgases bzw, zumindest zu einer beträchtlichen Erhöhung der Förderabgaben zu zwingen. Mesa war Nachfolger des im Oktober 2003 zurückgetretenen Gonzalo Sánchez de Lozada, der im Jahr zuvor mit 36% der Stimmen gewählt worden war. Nach der Ankündigung seines bevorstehenden Rücktritts gingen viele der Anhänger Mesas ebenfalls auf die Straße und demonstrierten insbesondere in La Paz und Oruro  für sein Verbleiben im Amt.

Evo Morales organisierte indessen eine erneute Blockade der Verkehrswege in über 50 Regionen des Landes, um das Parlament zur Verabschiedung der geforderten Nationalisierungsgesetze zu zwingen. Ganz Bolivien befand sich mehr oder weniger  im Ausnahmezustand. Am 8.3.2005 machte Mesa ernst mit seiner Rücktrittserklärung und es kam zwei Tage später zu einer gefährlichen Radikalisierung: der Präsident vertrete die Interessen der Oligarchie und der Multinationalen, warf man ihm vor.  Die sozialen Bewegungen befanden sich gemäß ihrer eigenen Einschätzung „im Kriegszustand“ gegenüber der Regierung. In der Hauptstadt mangelte es  an allem, an Treibstoff, an Nahrungsmitteln und an Medikamenten. Die öffentlichen Verkehrsmittel blieben in den Depots.  In dieser Situation rief Mesa die Bevölkerung von La Paz zu einer Protestversammlung gegen die Blockade auf. Das Ergebnis war eine noch striktere Blockade der wichtigsten Verkehrsadern im ganzen Land.

Der Präsident weigerte sich, in dieser Situation hart durchzugreifem. Er werde der Opposition nicht „den Toten bescheren“, auf den diese spekulierte. (1996 waren in den Minenstädten Amayapampa und Capacirca bei der Niederschlagung eines Aufstands durch Einheiten des Militärs 11 Indios ums Leben gekommen.)

Die Gegner riefen zu einer Masseninvasion in der Hauptstadt auf, um das Parlament zur Verabschiedung der Nationalisierungsgesetze zu zwingen.

In der Nacht vom 6. zum 7. Juni kam es endgültig zum Rücktritt des Präsidenten, dessen Mandat unter normalen Umständen bis August 2007 gültig gewesen wäre. In Bolivien gingen die Uhren allerdings seit Menschengedenken anders. Ein paar Stunden vor der unabänderlichen Rücktrittserklärung über das Fernsehen hatte Mesa aus Sicherheitsgründen für einige Stunden den Palacio Quemado verlassen müssen. Die Masse oppositioneller Demonstranten vor dem Regierungssitz - man sprach von 80.000 Personen - waren unberechenbar geworden. Neben Parolen wie „Nationalisierung der Hydrokarbonate jetzt“ waren auch die Losung zu vernehmen: „Jetzt ist Bürgerkrieg“! Da und dort explodierten hausgemachte Bomben.

Evo Morales erklärte, der Rücktritt Mesas, des Parlaments- und des Senatspräsidenten würde den Weg zu Neuwahlen freimachen. Mesa, dem die Kraft fehle, unter 157 Parlamentariern für Ordnung zu sorgen, sei nicht imstande, 9 Millionen Bolivianer zu regieren. Hinter den Kulissen versuchte die Kirche zwischen den Parteien - Regierung, Opposition, soziale Bewegungen, Oligarchie und Indios Aymara, Quetchua oder Guaranies  - zu vermitteln.

Eine Entscheidung sollte am 9. Juni in Sucre, wohin die Abgeordneten einberufen worden waren, fallen; die Anhänger des  MAS jedoch versuchten unter den gegebenen Umständen eine Sitzung des Parlaments zu verhindern. Zum Beispiel waren die Zufahrtswege von der 500 Meter tiefer gelegenen Hauptstadt La Paz zum aeropuerto mas alto del mundo in El Alto blockiert und der Flugbetrieb war weitgehend paralysiert. Die Maschinen des Lloyd Aéreo Boliviano blieben am Boden. Die Parlamentarier mußten mit einer Maschine der Luftstreitkräfte bis nach Surapata gebracht werden, wo sich der Flughafen fest in der Hand der Militärs befand.

Auch der unausweichliche Rücktritt Mesas vermochte die chronische Krise nicht zu beheben. Evo Morales, der am 22. Januar 2006 als Präsident der Republik vereidigt wurde, kündigte eine Bewegung zur Befreiung der Indiovölker sin parada an.

Morales hatte 54,1% der Stimmen erlangt und über den Gegenkandidaten Quiroga gesiegt. Die bolivianische Demokratie sei dabei, einen Zyklus zu beenden und einen neuen zu beginnen. Zu seiner Amtseinführung hatte er u. a.. Fidel Castro geladen. Er wolle sich mit dem Präsidenten von Venezuela koordinieren, kündigte Evo an. Bolivien benötige „Partner“, nicht „Eigentümer“, erklärte er in Richtung der „Transnationalen“ und insbesondere in Richtung USA. Das dritte Jahrtausend werde nicht dem „Imperium“ gehören, sondern den Völkern.

In den Monaten August und September 2008 wird wieder einmal von „bürgerkriegsähnlichen“ Zuständen, vom „Ausnahmezustand“ in Bolivien gesprochen.
In mehreren wirtschaftlich und politisch starken Departments, deren Gouverneure vergeblich weitgehende Autonomie für ihre Provinz forderten, hatten Massendemonstrationen und Okkupationen von Behörden Platz gegriffen, was wiederum entsprechende Gegenmaßnahmen aufseiten der regierungstreuen sozialen Bewegungen zur Folge hatte. Unter anderem wurde die Provinzhauptstadt Santa Cruz  regelrecht „belagert“. Presseberichte sprachen von 30 Toten. Die Inhaftierung des Gouverneurs von Pando, Leopoldo Fernández, der für die Ermordung mehrerer Landarbeiter verantwortlich gemacht wird, heizte das Klima weiter an. Die im „Mercosur“ verbundenen Länder kündigten Bolivien ihre Unterstützung an, Chávez drohte gar mit einer militärischen Intervention.

Morales forderte die Ausweisung des US-Botschafters wegen dessen Einmischung in innere Angelegenheiten des Landes und Unterstützung subversiver Kreise, die einen Putsch planten und die „Balkanisierung“ Boliviens betrieben. Evo kritisierte die Justiz, die ein Referendum zu einer neuen Verfassung ausgesetzt hatte und sprach von einem „zivilen Putsch“. Eine neue Verfassung sollte ihm die Wiederwahl ermöglichen.

Die unruhigen 50er und 60er Jahre

Am 9. April 1952 erfolgte die Grande Revolución Nacionalista, angeführt von Siles Zuazo, Lechin Oquendo und Paz Estenssoro, der anschließend Präsident wurde, und dann auf Druck der Gewerkschaft eine große Landreform einläutete und außerdem auch die Armee durch eine Arbeitermiliz ersetzte.

1956 übergab er das Amt an Siles Zuazo, um dasselbe nach der Wahl 1960 erneut zu übernehmen. Die Substituierung der Milizen durch die wiedereingeführte Armee kostete ihn bereits während der ersten drei Monate seines zweiten Mandats von 1964 den Verlust der Macht: Er wurde von konservativen Generalen ins peruanische Exil getrieben.

Im August 1964 erließ Paz Estenssoro ein Dekret, durch welches das Land verpflichtet wurde, ausschließlich in den USA hergestellte Erzeugnisse zu erwerben. Proteste der zu Niedriglöhnen verdammten Minenarbeiter wurden vom Militär blutig niederge-schlagen. Als im November das Militär zur Erstürmung der von Studenten besetzten Universität eingesetzt wurde, bedeutete dies das Ende der Regierung Paz Estenssoro. Er wurde von einer Militärjunta unter der Führung von General René Barrientos Ortuño (jedoch direkt geleitet von einem Offizier der US-Militärmission) verjagt. Es folgte eine Zeit härtester Oppression der aufmüpfigen Arbeiterschaft. Das masacre de mayo in La Paz und Milluni, das masacre de septiembre in Siglo XX, sowie das masacre in San Juan vom 24. Juni 1965 zeugen von dieser Phase blutiger Unterdrückung. In dieser Zeit machten Che Guevara und seine guerrillas weltweit Schlagzeilen. Als einer der 12 Überlebenden der „Granmama“ schlug er sich mit den Gebrüdern Castro bis zur Sierra Maestra in Cuba durch und fungierte nach dem Sieg Fidels über Batista (1959) in Havana als Industrieminister. 1965 schloss er sich einer guerilla-Gruppe in Bolivien an,  deren Ziel es war, die diktatorische Regierung zu Fall zu bringen. Am 9. Oktober 1967 wurde er von einer Gruppe der bolivianischen Armee in der Gegend von La Higuera - Vallegrande, Santa Cruz - gestellt und erschossen. Seine Gebeine und die von sechs seiner Kameraden wurden erst 30 Jahre später aufgefunden.   .

Das nach dem Befreier Simon Bolívar genannte Land im Herzen Südamerikas - Bettler auf einem goldenen Thron - kam  seit der conquista nie zur Ruhe. Allein in den vergangenen zwei Jahrhunderten gab es im Lande über 200 Staatsstreiche oder Umsturzversuche. Zum Zeitpunkt meines ersten Besuches  in La Paz hatte gerade der Präsident Victor Paz Estenssoro Zuflucht in Peru gesucht und General René Barrientos Ortuño das höchste Regierungsamt übernommen (1964). Zunächst stand zu erwarten, dass  die National-Revolutionäre Bewegung (MNR) dem allgemeinen “fidelistischen” Trend der Zeit folgen werde; es zeigte sich jedoch sehr bald, dass auch sie mehr  die Unternehmer als die Arbeiterschaft oder die Bauern förderte. Die blutige Unterdrückung streikender Minenarbeiter ebenso wie die Deportierung zahlreicher Gewerkschaftler nach Argentinien und Paraguay zeugte klar vom Charakter  der  “neuen” Politik. Soziale Unruhen wurden von den Streitkräften wie eh und je mit grausamen Massakern  beantwortet.  1971  marschierte Oberst Banzer mit seinen Truppen in La Paz ein, stürzte Barrientos und riss die Regierungsgewalt an sich. Auch er mußte später  nach einem Putsch weichen.

Nach dem nie völlig aufgeklärten Tod des Präsidenten Barrientos gelangte dessen Vizepräsident, der Rechtsanwalt Adolfo Siles Salinas, ans Ruder, bis General Alfredo Ovando Candia durch einen Putsch die Macht im Staat ergriff. Seine Regierung enteignete am 17.10.69 den Besitz der amerikanischen Petroleumgesellschaft Gulf Oil.

Die Präsidenten wie René Barrientos, Siles Salinas, Candia, Torres,  Hugo Banzer Suares, Pereda, Padilla, Lidia Gueiler, Luis Garcia Meza, Busch  etc. lösten einander nach jeweils kurzer Frist ab; die Härte jedoch, mit der die Mächtigen ihre Widersacher verfolgten, blieb stets die gleiche: Gegner wurden grausam verfolgt, verhaftet, gefoltert, getötet oder verschwanden spurlos. Selbst der frühere Regierungschef General Juan José Torres konnte einem solchen Schicksal nicht entgehen:  Er wurde entführt und blieb verschwunden, bis man nach drei Tagen seine Leiche in einem Vorort von Buenos Aires auffand. Man geht davon aus, dass der „Condor“ hinter diesem Mord gestanden habe. Einige der Verfolgten,  denen es seinerzeit gelungen war,  der Repression zu entkommen, wurden von der „Evangelischen Kirchen in der BRD und in West-Berlin“, wie es damals hieß,  gefördert.

Im Oktober 1970 wurde Torres  durch einen Putsch des Generals Miranda gestürzt und durch eine Militärjunta ersetzt. Angesichts des Widerstands der Arbeiter gegen diese Entwicklung stellte sich General Torres an die Spitze der Protestbewegung und errang die Macht. Er versprach eine “vom Volke getragene, nationale und revolutionäre“ Regierung zu führen, deren Grundpfeiler die Arbeiter, Bauern, Studenten und revolutionäre Militärs sein sollten. In Cochabamba stürmten Studenten das US-amerikanische Kulturinstitut. Der zu 30 Jahren Haft verurteilte Guevara-Bewunderer Régis Debray wurde nach Frankreich entlassen. Die Peace-Corps-kids hatten das Land zu verlassen.

Bereits nach zehnmonatiger Amtszeit, am 20.8.71, kam es zum Aufstand bzw. zur “Konspiration“ nationalistischer Militärs gegen den „linksgerichteten“ Juan José Torres. Nach diesem 187. golpe in 146 Jahren wurde Hugo Banzer Suares am 22.8.71 zum neuen Präsidenten proklamiert. Der Widerstand der Studenten und der Arbeitermilizen in La Paz vermochte dagegen nichts auszurichten. Nach dem Putsch zählte man 100 Tote und 700 Verwundete. Torres flüchtete in die peruanische Botschaft.

Die Ära Hugo Banzer Suárez

In diese Phase der bewegten Geschichte Boliviens gehört das curriculum einer von den Ereignissen Betroffenen: “Während meiner Schulzeit, das war in der Ära Candia und Torres, arbeitete ich aktiv in der Jugendorganisation der Bolivianischen Kommunistischen Partei (Juventud Comunista) mit. Im August 1971 wurde Präsident Torres von Banzer gestürzt und sogleich setzte eine Welle harter Repression ein.

Um mich vor einer langjährigen Haftstrafe oder Schlimmerem zu bewahren, verschaffte mir die Partei ein Regierungsstipendium des Landes Rumänien … Im Dezember 1978 reiste ich nach Bolivien mit dem Ziel, dort zu bleiben und als Ärztin zu arbeiten. Infolge zweier  kurz aufeinander folgenden Militärputsche - der eine führte zur Ablösung Banzers durch Pereda, der andere zu dessen Ablösung durch Padilla - herrschte im Lande wiederum ein Klima harter Repression, so dass ich gezwungen war, das Land nach sieben Tagen eiligst wieder zu verlassen, diesmal über Venezuela. Auf den Rat meiner Parteigenossen reiste ich erneut nach Rumänien. Seit dem Jahre 1979 sind meine Chancen, in mein Heimatland zurückzukehren, auf Null zusammengeschrumpft. Dies hängt damit zusammen, dass mein Mann, der damals sein medizinisches Studium abgeschlossen hatte, nach Bolivien zurückkehrte.  Bei Verhören durch die bolivianischen Sicherheitsorgane ließ er sich dazu verleiten, mich als politische Aktivistin zu denunzieren. Insbesondere informierte er die Sicherheitsorgane über meine Mitarbeit an dem, von Editorial Internacional PAZ Y SICIALISMO, Prag, CSSR, herausgegebenen BOLETIN DE INFORMACION. Diese international verbreitete in Spanisch, Deutsch, Arabisch, Französisch, Griechisch und Englisch erscheinende, kommunistische Zeitschrift brachte kontinuierlich auch Berichte über Bolivien, zu denen ich Informationen beigetragen hatte. Die Folgen dieser Denunziation durch meinen Mann, der sich wohl selbst in die Enge getrieben sah und nun versuchte, seine Haut zu retten, bekam sofort mein Vater zu spüren. Er wurde von den Sicherheitsleuten mehrmals aufgesucht, wobei man das Schlimmste androhte, falls ich je nach Bolivien zurückkehren sollte. Nach all dem, was inzwischen auch über kirchliche Kanäle, worüber ich durch einen Beamten der UNO in Bukarest in Kenntnis gesetzt worden bin - über die Grausamkeit von Militär, Polizei und paramilitärischen Gruppen bekanntgeworden ist, wäre meine Freiheit aufs äußerste gefährdet, wenn ich unter dem gegenwärtigen Regime bolivianisches Territorium betreten würde.“ Im April 1982 kam die Ärztin Susana mit ihren beiden Töchtern Tatiana und Lerisa auf dem Campus des Ökumenischen Studienwerks im Bochum an und nahm bis März 1983 am einem Sprachkurs teil.

Banzer herrschte von 1971-78 als Diktator, bis er im Juli 1978 Pereda weichen mußte. Politische Gegner wurden verfolgt, verhaftet, gefoltert, getötet. So wurde 1976 in einem Vorort von Buenos Aires die Leiche des drei Tage zuvor entführten früheren Präsidenten von Bolivien, Juan José Torres, gefunden.

Der „Condor“ gibt Signale

Fernando Javier aus Bolivien, 1951 geboren, wurde vom Ökumenischen Stipendienprogramm ein Sprachkurs finanziert.  Sein “Fall” war typisch: “Im August 1973 wählten mich meine Kommilitonen zu ihrem Fachschaftsvertreter. Von Januar bis August 1975 absolvierte ich parallel  zu meinem Studium das vorgeschriebene Praktikum als Auxiliar de Economia en el Ministerio de Planificación de Bolivia. Im August 1975 wurde die Universität zum Zwecke der Neutralisierung studentischer Unzufriedenheit im Zusammenhang mit der Einsetzung von Staatskommissaren und der Suspendierung nahezu aller studentischen Rechte erneut geschlossen. Kurz vor der angekündigten Wiedereröffnung  im November 1975 – es wäre meines letzten Semester gewesen – wurde ich samt der sieben Vertreter der anderen Fachschaften verhaftet, weil  studentische Selbstverwaltungsgremien wie die Dirección Estudantil Universitaria in der neuen Universitätsverfassung nicht mehr vorgesehen waren und folglich als illegal angesehen wurden. Ein Prozeß wurde uns nicht gemacht. Statt dessen wurden wir nach einem kurzen Hungerstreik, mit dem wir die Einleitung eines öffentlichen Gerichtsverfahrens zur Klärung des gegen uns erhobenen Vorwurfs der Subversion und des Extremismus erzwingen wollten, auseinander gerissen und auf verschiedene Gefängnisse verteilt. Ich wurde am 4.2.76 mit einem Militärflugzeug nach Paraguay verfrachtet und dort in einer Kaserne untergebracht. Nachdem ich von einem Regierungserlaß gehört hatte, der den im Zusammenhang mit den Novemberereignissen exilierten bolivianischen Bürgern die Rückkehr in die Heimat gestattete, versuchte ich nach La Paz zurückzukehren. Ich wurde jedoch am 4.8.76 an der Grenze festgenommen, nach La Paz gebracht und dort inhaftiert. Statt dass mir diesmal der Prozeß gemacht worden wäre, sollte ich nunmehr nach Chile abgeschoben werden. Das wäre so vor sich gegangen,  dass ich – wie viele andere vor mir – unter Militärbewachung an die chilenische Grenze gebracht und dort ohne Papiere oder sonstige Habe ausgesetzt worden wäre. Dieses Schicksal wurde mir dadurch erspart, dass AI für mich ein Flugticket nach Deutschland bereitstellte und damit meine Ausreise ermöglichte.” “Über Ärzte, die ai–Mitglieder sind, konnten wir auch erste ärztliche Untersuchungen einleiten, denn Fernando ist mehrfach gefoltert worden („water-boarding“ - Untertauchen bis kurz vor dem Ertrinken, tagelange Unterbringung in einer Zelle, in der er nur stehen oder hocken konnte, Elektroschocks, ausgeschlagene Zähne usw.”) [ai–Gruppe 43 Berlin]

Der Fall Fernando ließ sehr genau die Komplizenschaft der totalitären Regime in Lateinamerika und ihre tödlichen Praktiken im Rahmen des „Plan Condor“ erkennen: Bolivien schob einen bolivianischen Staatsbürger als unerwünschte Person in eines der befreundeten Nachbarländer ab, in der geheimen Erwartung, dass man dort schließlich das schmutzige Geschäft der Liquidierung schon übernehmen werde. Man konnte dann selbst seine Hände in Unschuld waschen. Glückte es einem Gefährdeten, in die “freie Welt” zu gelangen, stand er dort oft erneut am Rande des Abgrunds, da mangelnde wirtschaftliche Sicherheit ihn entweder zu einem klinischen oder psychiatrischen Fall werden ließ oder ihn in die Illegalität trieb. Bei den Wahlen von 1978, 1979 und 1980 gewann Siles Zuazo.

Blutige Zusammenstöße im Minengebiet

Schlagzeilen machten die Ereignisse von Coripata, die von einer Menschenrechts-kommission minutiös dokumentiert wurden (Protesta Popular y Repression, Coripata, Junio - Agosto 1978), Meldungen, denen zufolge durch einen Wahlbetrug „wie üblich“ der Sieg Pereda zugeschanzt werden sollte, wurden über den Rundfunk von La Paz verbreitet. Es kam zur Dekretierung des Ausnahmezustands und zum Aufstand von Pereda in Santa Cruz, der in der Übernahme der Staatsgewalt durch diesen bereits am Nachmittag desselben Tages gipfelte. Ein Detail zum Thema “Wahlbetrug“: die örtlichen Autoritäten hatten in vielen Regionen die ländlichen Gemeinden am Wahltag nicht mit Wahlurnen versorgt. Nach Bekanntwerden des gefälschten Wahlergebnisses kam es vielerorts zu Unruhen. Ein paar Tage nach der Wahl verbreitete das Oberkommando des Heeres eine Presseerklärung, in der es hieß: “Gestern um 11.00 Uhr wurden Angehörige des Pionierbataillons General Roman, die zwischen den Ortschaften Coripata, Arapata und Corioco (Schlucht des Rio Seco) verschiedene Arbeiten verrichteten, von einer Gruppe bewaffneter Extremisten überrumpelt und gefangengenommen. Besagte Pioniere wurden später auf die hinterhältigste Art und Weise hingerichtet, zusammen mit zwei Angehörigen der Nationalgarde und zwei Zivilisten, die am Vormittag von den Extremisten festgenommen worden waren.“ Sofort verbreitete die offizielle Fernsehstation: In Coripata agierten guerrilleros! Bezeichnenderweise verbreiteten die Polizei und das Innenministerium weitaus gemäßigtere Communiqués. Für das Militär war der Vorfall ein Grund zur “Übernahme der Kontrolle“. Im Zusammenhang mit dem Eingreifen des Militärs ereigneten sich nervenaufreibende Auftritte in einem Klima von Einschüchterung und Panik. Es kam zu systematischen nächtlichen Hausdurchsuchungen, zahlreichen Verhaftungen, Schlägen, Drohungen, Diebstählen und Vergewaltigungen. Einige  Männer  verschwanden spurlos. Bereits im November 1978 erfolgte die Absetzung von Juan Paredes Asbún und die Übernahme der Macht durch General David Padilla Arancibia. Nach 125 Tagen wurde dieser zu mitternächtlicher Stunde telefonisch in die Casa Quemada, dies ist der Name des Regierungspalais, gerufen - wo man ihn festnahm.

Bestimmte Einzelschicksale fügen sich nicht nur genau in das generelle politische Panorama Boliviens ein, sie lassen dieses auch erst richtig plastisch werden. Ein Beispiel dafür ist die Geschichte von Roberto, 1956 in Potosí geboren. Er leistete nach seiner Schulzeit (1962 - 76) im Jahre 1977 den Militärdienst ab, war 1978/79 Student der Agronomie an der Universidad Tomás Frias und setzte das Studium 1979-80 an der Universidad San Simón in Cochabamba fort. Im September 1981 wurde er KED-Flüchtlingsstipendiat. Das Stipendium beinhaltete einen Sprachkurs im ÖSW Bochum und das Studium der Landwirtschaft in Witzenhausen. Roberto berichtete: “Ich war als Augenzeuge bei dem Massaker der Minenarbeiter in Siete Suyos dabei gewesen, wo bei Zusammenstößen der Militärs mit den Bergarbeitern mein Vater in Haft genommen wurde, weil er Mitglied der Arbeitergewerkschaft war. Nach einigen Tagen erfuhren wir, dass man ihn getötet hatte. Darum wurde ich als ein gefährliches Element betrachtet. Es wurde der Befehl gegeben, mich zu verhaften. Wegen der ständigen Verfolgung durch die Militärs bis in meine Wohnung sah ich mich gezwungen, von diesem Minen–Zentrum wegzugehen. Meine Mutter hat mich überredet wegzugehen, weil sie befürchtete und ahnte, dass es mir so gehen würde wie meinem Vater.”

Roberto begab sich zunächst nach Cochabamba zu Verwandten, war aber dort ebenfalls gefährdet. Deshalb ermöglichten ihm seine Verwandten die Ausreise, indem sie alle Ersparnisse zusammenlegten. Seine Mutter war ohne finanzielle Mittel; sie hatte 10 Kinder zu versorgen.

Der Student selbst schilderte auf meine Bitte hin schriftlich das Motivo de salida: “El motivo fué el haber presenciado la masacre de los mineros en Siete Suyos donde en enfrentamientos de militares con los mineros le detuvieron a mi padre por que era miembro del sindicato de trabajadores x que despues de unos dias supimos que le habian matado y por todo ello yo estuve considerado como un elemento peligroso, por ello se me ordeno a que se me deteniase por el solo hecho haber presenciado esa masacre, por ser hijo de un trabajador miembro del sindicato y por ser estudiante universitario. Luego de constantes allanamientos a mi domicilio por los militares me vi obligado a salir de ese centro minero aunque yo no quería dejar a mi madre como a mis hermanos menores. Pero mi madre me obligo a salir por que ella tonia el temor y el presentimiento de que me iva a suceder como lo sucedió a mi padre, por ello mi madre me dijo de que me fuese por esa razón tuve que abandonar mi hogar y como e unico lugar donde tenía familiares era en Cochabamba tuve que irme ahi y ellos me acogierón y me ayudarón bastante, ai permanecí hasta eltiempo en el que salí de Bolivia. Al ver que el peligro a mi persona seguia vigente, por que aun seguía deteniendose a aquellas personas que tenían problemas similares a mio o problemas politicos, apesar de que yo no tenía nada que ver con problemas politicos ni nada por el estilo, corria el riesgo de que se me detuviera como dije anteriormente por el solo hecho de ser hijo de un dirigente sindical. Por todo ello se ve claramente la injusticia que existe en mi paiz. Y como temía primos acá en Alemania; Mis familiares de Cochabamba me conseguieron al pasaje de salida reuniando los pocos ahorros que tenían, por que mi madre no cuanta con recursos economicos ya que nosotros somos diez hermanos. - Es asi que ahora me encuentro en Alemania, bajo la ayuda de mi prima que es estudiante y que no puede ayudarme financiar ni mucho menos garantizar mi estadía en Alemania. Por lo cual acudo a la Iglesia Evangelica para que me dé la posibilidad y garantizar mi estadía acá en Alemania.“

René Mario, 1947 geboren, war bereits unter Banzer als engagierter Gewerkschaftler verhaftet worden, bis man ihn des Landes verwies und ins Nachbarland Ecuador abschob. Dort war er bis 1981 am Forschungszentrum der Katholischen Universität  für die Ausbildung von Indios in ökologischer  Bodenkunde tätig. Obwohl er mit dem Status eines von ACNUR anerkannten Flüchtlings in Ecuador lebte, waren bestimmte politische Kräfte, die sich gegen die geforderte Selbstbestimmung der Eingeborenen stellten, an seiner Ausweisung interessiert. Ihr Druck auf die Regierung führte dazu, dass Mario Gabriel von Regierungsseite wiederholt aufgefordert wurde, das Land zu verlassen. 1982 gab er dem Druck nach und begab sich, da eine Rückkehr in sein Heimatland ausgeschlossen war, mit seiner deutschen Ehefrau in die BRD, um seine Kenntnisse zu vervollkommnen. Das ÖSW lud ihn mit seiner Frau nach Bochum ein, wo die beiden zunächst als Gäste betrachtet wurden und Mario am Sprachkurs teilnahm. Im Oktober wurde ein Stipendium (M. Sc. Agrarwirtschaft, Göttingen) bewilligt. Der Quechua Mario machte 1984 zusammen mit Roberto Acebey im Kirchenkreis Bochum eine Kampagne für den Erwerb motorgetriebene Wasserpumpen im Hochland, die das Wasser aus 50 m Tiefe empor holen und auf die ausgedörrten Felder leiten. Die Dürrekatastrophe der vorangegangenen Jahre führte dazu, dass die Äcker vertrockneten, so dass viele Bauern ihre Saatkartoffeln verzehren und aus Futtermangel das Vieh abschlachten mußten.

Douglas Antonio studierte als ÖSW-Stipendiat Soziologie bei Prof. Houtart in Löwen. Sein Vater hatte als Liberaler 1948 in Argentinien Zuflucht suchen müssen. Der Sohn gelangte erst zwanzig Jahre später wieder in sein Heimatland zurück.  Dort wurde er Mitbegründer des Partido Socialista de Bolivia. 1970-71 war er zuerst im Erziehungsministerium, dann im Außenministerium als Generalsekretär tätig. Nach dem Putsch Hugo Banzers 1971 gelang ihm die Flucht nach Chile, wo er bis zum Putsch im September 1973 als Professor für Soziologie (Methoden & Techniken; Fragen der Entwicklungssoziologie) in Antofagasta bleiben konnte. Sogleich am 11.9.73 wurde er samt seiner Frau, die an der Universität als Bibliothekarin arbeitete, direkt auf dem Campus verhaftet, um am 16.9.73  zusammen mit seiner Frau und den drei Kindern über die Grenze nach Bolivien abgeschoben und dort sofort verhaftet zu werden. Die ganze Familie war in La Paz vier Wochen lang in einer Kaserne interniert. Danach wurden Frau und Kinder auf Betreiben von Verwandten nach Cochabamba entlassen. Antonios Eltern gelang es, nach Verhandlungen mit verschiedenen ausländische Botschaften für den Sohn die Erlaubnis zur Ausreise nach Europa zu erwirken. Für den Fall  jedoch, dass er in einem lateinamerikanischen Land Asyl suchen würde, hielt man die Familie als Geiseln zurück. Antonio begab sich völlig mittellos von Frankreich, wohin man ihn hatte ausfliegen lassen, nach Löwen. Dort nahm ihn Prof. Houtart - der aus Brasilien ausgewiesene frühere Mitarbeiter Dom Hélders im ITER (Recife) - vorübergehend bei  sich auf. Dieser setzte sich mit mir in Verbindung und erbat Hilfe für seinen Schützling, der kurz darauf  nach Bochum eingeladen werden konnte. Es gelang, auch die Familie aus Bolivien heraus zu bekommen.  Sie wohnte dann, glücklich wiedervereint, auf dem Campus. Dort konnte der Exilierte an einem Sprachkurs teilnehmen und zugleich eine schriftliche Arbeit - Kritische Analyse der Entwicklungstheorien in Lateinamerika - in Löwen einzureichen, um den Grad eines Lizentiaten der Soziologie zu erwerben. Erfreulicherweise ergab sich in  Belgien eine günstige Studienmöglichkeit. Im Rückblick auf die Bochumer Zeit schrieb Antonio: „Der Geist der Solidarität, von dem im allgemeinen alle, die durch das ÖSW liefen, erfüllt sind, hat mich dazu inspiriert, dass ich mich hier in Belgien den ausländischen Arbeitern und Studenten zuwende.” Nach der Promotion arbeitete der Exilierte für die UNESCO und konnte nun selbst vielen Flüchtlingen helfen.

La salida al mar

1979 rumorte es in Bolivien angesichts der Tatsache, dass inzwischen 100 Jahre seit dem Pazifikkrieg verflossen waren, was die Erinnerung an das Problem salida al mar stark belebte. Am 14. Februar 1879 hatte ein chilenisches Kriegsschiff den Hafen von Antofagasta, der seinerzeit zu Bolivien gehörte, besetzt und Bolivien den Zugang zum Pazifik versperrt. Ich erinnere mich an eine boshafte Anekdote aus dem Jahr 1979: Bei einem Staatsempfang in Lima wurde zum Gespött der Anwesenden ein bolivianischer Gast als el ministro de la marina , marina que no hay vorgestellt, doch der Bolivianer rächte sich, als gleich darauf ein peruanischer Herr als el ministro de la justicia vorgestellt wurde, indem er sogleich die Bemerkung hinzufügte: justicia que no hay … (Dabei fällt mir auch die Anekdote von jenem Bürgermeister eines Quechua-Pueblos ein, der bei einer Versammlung zur Begrüßung mit den Worten anhob: Señores y Señoras, y Señoritas, que no hay …)

Im Juli 1979 begründete General Asbun seinen Putsch mit der Bemerkung: „Sollte die linke Unionspartei der Demokratischen Volksunion hier die Wahlen im Jahre 1980 gewinnen, werden die bolivianischen Streitkräfte auf keinen Fall zulassen, dass dieses Wahlbündnis die Macht übernimmt.“ Bereits ein paar Tage später hatte ihn eine andere Gruppe von Militärs gestürzt. Walter Guevara Arce übernahm das Steuer des Staatsschiffes. Ihm folgte Oberst Natusch - der bereits 16 Tage später wieder gestürzt wurde. Im Oktober 1979 bestimmte das Parlament Lídia Gueiler Tejada zur Übergangspräsidentin.

Am 17.7.80 erfolgte der golpe gegen Lídia Gueiler Tejada durch General Luís García Meza, der so die Übernahme der Regierung durch den 19 Tage zuvor gewählten Hernán Siles Zuazo verhinderte. Ein Brief der mujeres mineras vom 10.11.80 an Kardinal Clemente Maurer nimmt zu diesem Ereignis Stellung: „Al produ-cirse del golpe de Estado del 17 de julio los explotados del país, especialmente los obreros de las minas, nos declaramos en huelga general indefinida conscientes de que sólo así podríamos, sino evitar, por lo menos frenar los excesos del nuevo quartelazo, cuyo objetivo no era únicamente cancelar la demo-cracia como forma de gobierno capitalista, sino, sobre todo, preseguia, y sin aún pretende, aplastar la política independiente del proletariado liquidando sus sindicatos, sus organizaciones revolucionarias y sus cuadros de dirección usando la violência estatal, es decir, el facismo, como nueva forma de gobierno capitalista, que no otra cosa constituye el actual gobierno.“

Zu Beginn des Jahres 1981 wurden neun Mitglieder der sozialdemokratischen Partei MIR, darunter drei Abgeordnete des suspendierten Parlaments und Vorstandsmitglie-der der Partei, von paramilitärischen Kommandos ermordet. Infolge verschiedener Putschversuche - u. a.  durch den ehemaligen Präsidenten Alberto Natush Bush und Hugo Banzer Suárez sowie Gen. Lucio Añez Rivero - verlor García Meza seinen Rück-halt bei den Streitkräften. Nach seinem erzwungenen Rücktritt wurde er am 4.8.81 durch eine Militärjunta ersetzt. (1986 wurde García Meza wegen systematischer Menschenrechtsverletzungen, wegen Mordes, Betrugs und Amtsmißbrauchs der Prozess gemacht.)  Am 4.9.81 wurde General Celso Torrelio Villa zum Präsidenten erklärt. Nach schweren Zwischenfällen bei Arbeiterdemonstrationen am 26.3.82, bei denen 6 Personen erschossen worden waren, legte am 29/30. März ein von der verbo-tenen COB ausgerufener Generalstreik das Land lahm. Torrelio Villa hob das Verbot politischer Parteien und Gewerkschaften auf und verkündete eine umfassende Amnestie.

Am 19.7.82 trat Celso Torrelio Villa zurück und am 21.8.82 erklärte das Oberkomman-do des Militärs General Guido Vildoso Calderón zum Präsidenten der Republik 1983 war Hernán Siles Zuazo Präsident.

Während seiner Regierungszeit erfolgte am 24.11.83 ein Bombenanschlag auf das Parlamentsgebäude. Unter Beteiligung des MIR kam es zu einer Notstandsregierung. Am 12.1.1985 wurde Siles Zuazo nur noch von seiner eigenen Partei gestürzt. Am 8.2. sprengten erzürnte Bauern die Eisenbahnlinie nach La Paz. Bei den Parlamentswahlen vom 14.7.85 erhielt Hugo Banzer die relative Mehrheit der Stimmen. Im 2. Wahlgang wählte das Parlament Paz Estenssoro zum neuen Präsidenten. Das Land wurde erneut von mehreren Generalstreiks erschüttert. 1985 wurde Hernán Siles Zuazo im Verlauf von 25 Jahren - inzwischen 77 Jahre alt - zum vierten Mal Präsident und dann von Alberto Natusch Busch ersetzt.Im August 1985 wurde Victor Paz Estenssoro Präsident.

Ein Blitzlicht auf das Jahr 1988: „Im Moment sind alle dabei, schnell ihr Parteihemd zu wechseln, da die herrschende MNR allen Voraussagen nach ausgespielt hat, und damit man am Ball bleibt, muß man Vorsorge treffen (ein „anständiger“ Bolivianer hat sowieso vier oder fünf Parteimitgliedschaften, je nach dem eben). Dass der Cocain-König Soarez hier im Gefängnis sitzt, … halte ich zunächst für eine Show vor den USA, der wird sich nach all dem Rummel klammheimlich freikaufen, abgesehen davon wird er ja vom Volk geliebt, wie fast alle Cocainbosse, die eben wesentlich mehr soziale Werke mit ihren Millionen hervorbringen als der bürokratische Staat mit abgetrotzten Steuern. Was wird den armen Bauern auch ein kokainsüchtiger Snob in New York interessieren, wenn sein Dorf endlich eine Schule und eine Gesundheitsstation erhält.“ So sah es Caroline, die Frau eines früheren Stipendiaten.

Der Aufstieg der „Eingeborenen“

Nach meinem Abschiedsbesuch in Bolivien im Januar 1990 und rechtzeitig vor meinem Eintritt in den Ruhestand erreichte mich über  Bischof Carlos Huacani N., Iglesia Evangélica Metodista en Bolivia  - IEMB - der Stipendienantrag des Lic. theol. Carlos Intipampa Aliaga, auf dessen Spuren ich bereits 77/78 bei ISEDET in Buenos Aires gestoßen war, und der nun an die Promotion in Kirchengeschichte gehen wollte. Die IEMB litt nicht nur unter dem Mangel an befähigten und engagierten Mitarbeitern in den Gemeinden des Hochlandes, sondern vor allem an “autochthonen“, im Volk der Aymara verwurzelten Pastoren und insbesondere auch theologisch versierten Predigern und Lehrern. Im Grunde war die Kluft zwischen der traditionell „westlich“ orientierten Methodistischen Kirche und der indigenen Bevölkerung eine Folge dieses Mangels. Die zunehmend „erwachenden“ Indianervölker der Hochanden begannen mittlerweile Fragen aufzuwerfen, die mit den Mitteln der traditionellen, auf europäischen und historisch weit zurück liegenden Fragestellungen beruhenden Theologie nicht beantwortet werden konnten. Die Bereitschaft der jüngeren Generation unter den bolivianischen Methodisten zur wissenschaftlichen Auseinandersetzung mit dem Christentum, das den einheimischen Völkern vor 500 Jahren von Eroberern aufgedrängt worden war, eröffnete zum ersten Mal die Chance, das Evangelium als gute Nachricht zu vermitteln. Im Trend des Gedenkens an die „500 Jahre Unterdrückung in Lateinamerika“ fand man sich im Stipendienkomitee ohne viel Hin- und Her zur Stipendierung des begabten Aymara-Theologen bereit. Zu meinem großen Bedauern mußte ich jedoch bald nach meinem Abschied von Bochum erfahren, dass man ihn aufgrund von „Sprachschwierigkeiten“ zur Promotion an eine katholische Universität nach São Paulo geschickt hatte. Als er mich über zehn Jahre später in Nürnberg besuchte, war er inzwischen vom Professor zum Bischof seiner Kirche aufgestiegen.

Was in der Kirche endlich geschehen  war: die Leitung der IEMB durch einen Aymara, zog sich auf dem Feld der Politik noch lange hin. Erst mit Evo Morales steht nun zum ersten Mal ein „indigena“ an der Spitze des Staates. War es schon im Bereich der Kirche zu Problemen gekommen, über die hier nicht berichtet werden soll, so häuften sich solche im Kontext der Politik ganz massiv, bis hin zu bürgerkriegsähnlichen Unruhen. Es ist nicht ohne Herzklopfen, dass wir die weitere Entwicklung des „höchsten Landes der Welt“ beobachten.

Heinz F. Dressel

Paraguay: Dr. Martín Almada, der Entdecker des „Archivs des Terrors”

Martin Almada schrieb 1972 an der Universidad Nacional de La Plata seine Doktorarbeit: „Paraguay: educación y dependencia” - Paraguay: Erziehung und Abhängigkeit. Die These galt in Paraguay als revolutionär und subversiv. Aus diesem Grund geriet der junge Doktor der Erziehungswissenschaften bald ins Visier der „Sicherheit”.Am 26 Dezember 1974 fanden sich ein bekannter Offizier der Reserve samt etlichen Polizisten in der Grundschule Juan Bautista Alberdi, an welcher der junge Direktor zusammen mit seinen Lehrerkollegen - inspiriert von Paulo Freire - „Demokratie im Klassenzimmer” praktizieren wollte. Paulo Freires „Pädagogik der Befreiung” bedeutete: „Die Pädagogik ist ein Akt der Liebe, deshalb handelt es sich um einen wertvollen Akt. Die Pädagogik braucht die Debatte, die Analyse der Wirklichkeit, nicht zu fürchten; sie darf vor der schöpferischen Debatte nicht fliehen, es sei denn, sie riskiere es zur Farce zu werden.” Amado wollte, unterstützt von vielen seiner Kollegen, die Beurteilung nicht allein der Schüler, sondern auch der Lehrer an seinem Colleg praktizieren. Reformen lagen in der Luft, insbesondere bei den jungen Katholiken. Die Kirche hatte bei der lateinamerikanischen Bischofskonferenz in Medellin u. a. verkündet, dass auch die Erziehung auf allen Stufen dazu gelangen müsse, schöpferische Anstöße zu geben, um einen neuen Typus der Gesellschaft zu gestalten, nach dem ganz Lateinamerika sich sehne. Derartigen Gedanken anzuhängen, war in den Augen des Sicherheitsdienstes eine Todsünde.Almada wurde zum Departamento de Investigación gebracht und dem berüchtigten Polizeichef, Pastor Coronel, vorgeführt, um anschließend von „Experten” aus der ganzen Region die sich in Asunsión eingefunden hatten, 30 Tage lang immer wieder, nackt und an Händen und Füßen gefesselt, verhört und gefoltert zu werden. Zu den Besonderheiten der Tortur in Paraguay gehörte die „pileta”, eine mit aus Wasser, Urin und Exkrementen gefüllte Badewanne. Diese besondere Version des berüchtigten „water boarding” war 1956 vom US-amerikanischen Sicherheitsoffizier Robert K. Thierry eingeführt worden. Der erste Spezialist, der ihn verhörte, war ein argentinischer Polizist aus Córdoba. Er versuchte die vermutete Verbindung des Entführten mit subversiven Argentiniern herauszufinden. Beim nächsten, in der Escuela de las Américas (Panamá), ausgebildeten Verhörexperten handelte es sich um einen Angehö-rigen der chilenischen Armee. Er wollte wissen, ob es Beziehungen zu subversiven Chilenen der Universidad Católica gab, da Martín Almada dort Psychologie und Päda-gogik studiert hatte. Dem argentinischen und chilenischen Inquisitor folgten Militär-attachés aus Bolivien, Brasilien und Uruguay. In seinem Buch Paraguay, La Cárcel Olvidada, erinnert sich Almada: „Ich hatte es nicht mit Personen, sondern mit toll-wütigen Hunden zu tun.” Nach den sadistischen Misshandlungen, Schlägen, Elektro-schocks und der „pilata” stellten sich heftiger Durchfall und Erbrechen infolge der geschluckten Exkremente ein. In der Zelle, in der er mit ein paar weiteren Häftlingen auf dem harten Boden lag, wimmelte es von Kakerlaken, die über die Körper der Geschundenen huschten, während Dutzende von Ratten aufmerksam auf eine günstige Gelegenheit zum Angriff harrten.Die dem Tribunal angehörenden Militärs kamen aus Paraguay, Brasilien, Argentinien und Chile. Die „multinationale” Zusammensetzung des Tribunals widerspiegelte deutlich die Komplizenschaft innerhalb des „Plan Condor” bzw. der „Operação Condor”. Die totale Abhängigkeit der miteinander verbündeten lateinamerikanischen Streitkräfte von den aus Washington (Henry Kissinger) kommenden Instruktionen war ganz offensichtlich.Das perfekte Zusammenspiel der Militärs wurde mit der lapidaren Feststellung begründet, es handle sich um nichts weniger als um die „Rettung der westlichen, christlich geprägten Welt aus den Krallen des Kommunismus.” Die im Bereich des „Condors” herrschende antikommunistische Hysterie jener Jahre führte zuweilen zu unglaublichen Absurditäten, wie dies eine vom Botschafter der Bundesrepublik Deutschland, Jörg Kastl, aus Argentinien berichtete Episode veranschaulicht: „In Formosa warnt der Stellvertretende Gouverneur den Bürgermeister einer abgelegenen Siedlung vor der kommunistischen Gefahr der Zeugen Jehovas. Dass sie sich weiger-ten, den Staatssymbolen Ehre zu erweisen, beweise ihre Verkommenheit.” (Kastl 3.11.76). Die Welt befand sich in der Zeit des „Kalten Krieges”. Es herrschte die „Doktrin der Nationalen Sicherheit”. Das Ziel des Verteidigungsbündnisses war: ermitteln (averiguar), Informationen erlangen (trocar informações), entführen (sequestrar ) und töten (matar). Dabei handelten die Militärs nicht allein, vielmehr konnten sie mit breiter Unterstützung aus dem zivilen Bereich rechnen, in Paraguay z.B. erfreuten sie sich der Kollaboration der Associação Rural und der Industrie. Man verhaftete Gewerkschaftler, Genos-senschaftler, Ärzte, Journalisten, Geistliche und Intellektuelle. Die Verfolgung richtete sich gegen die Schicht derer, die in Lateinamerika selbständig dachten, gegen die „Wissensgesellschaft” (sociedade do conhecimento) …Und der Condor fliegt noch immer! Die Schulungskurse für Offiziere aus lateinamerikanischen Ländern an der „Escola de Georgia” in den Vereinigten Staaten von Amerika bildet weiterhin „Experten” aus…

1995 fand in Bariloche ein Treffen statt, an dem Angehörige der Streitkräfte aus nahezu allen lateinamerikanischen Ländern ebenso wie die Präsidenten Menem und Pinochet teilgenommen hatten, um miteinander über Subversive in Lateinamerika zu sprechen.

Martín Almada, der im Rückblick auf den Militärputsch in Argentinien in einem Interview mit Noel Leiva über „die Militärs, die nichts anderes gelernt haben als zu spionieren” sprach, hatte seinerzeit die „Archive des Terrors” - die Archive des „Plan Condor” - in Lambaré entdeckt. Zwei Fragen hatten ihn umgetrieben: Warum seine junge Frau, die Lehrerin Celestina Pérez, während seiner Haft zu Tode gekommen war und weshalb seine Folterer Ausländer gewesen waren. Ein Kommissar hatte ihm 1975 zu verstehen gegeben: „Wir befinden uns in den Krallen des Condor.” Zugleich hatte er ihn auf die „revista policial”, hingewiesen. In dieser Zeitschrift der Polizei würden alle „Fälle” ver-zeichnet, mit denen es der Sicherheitsdienst zu tun habe. Martín Almada befand sich 3 Jahre lang, von 1977 - 1979, als politischer Häftling im Campo de Concentración Emboscada, Paraguay. Als man ihn nach einem Hungerstreik mit hilfe des „Comité de Iglesias del Paraguay” aus der Haft entlassen hatte, setzte er sich nach Panama ab und gelangte schließlich nach Paris, wo er 15 Jahre lang als Berater der UNO für Lateinamerika tätig war. Er strengte einen Prozess gegen Stroessner an, in dem er sich - in Analogie zu der juridischen Figur des „habeas corpus” - auf das Recht des „habeas data” berief. Die Polizei verfügte jedoch über keinen Haftbefehl des Klägers, da dieser heimlich entführt worden war, ein typischer Fall eines „Verschwundenen”. Eines Tages setzte sich die Frau eines hohen Militärs mit Almada in Verbindung und machte ihn auf einen Ort aufmerksam, an dem sich aller Wahrscheinlichkeit nach die von ihm gesuchten Unterlagen befänden. Möglicherweise wollte sich diese Frau aus irgend einem Grund an ihrem Gemahl rächen. Mit Unterstützung seines Anwalts fand Almada schließlich 1992 hinter einer Polizeistation in Lambaré tonnenweise verstecktes Material über die Repression seit 1929 (!) bis 1980.

Als die Menschenrechtskommission des Parlaments im Jahre 2007 ernstlich mit der Aufarbeitung der „Archivs der Operation Condor” begann, ging man von 10.000 Opfern der Diktatur Stroessner aus. Inzwischen ergaben die Recherchen, dass diese Zahl viel zu niedrig gegriffen war: „Wo immer man einen Stein aufhebt, findet sich ein weiteres Opfer”, berichtete Dr. José Carlos Rodriguez, eines der Mitglieder der Commission. Mittlerweile geht man von 40.000 Opfern aus.

Heinz F. Dressel